Paul McCartney: Briga por direitos dos Beatles.
Paul McCartney: Briga por direitos dos Beatles.

O cantor e compositor britânico Paul McCartney, ex-membro da lendária banda The Beatles, a mais importante da história do rock, fez um importante gesto nos últimos dias: abriu um processo judicial para disputar os direitos às canções que ele próprio compôs para banda. Também há os rumores do músico voltar ao Brasil este ano.

Segundo o jornal New Musical Express, McCartney irá usar da Lei Americana de Direitos Autorais de 1976 para reaver o catálogo dos Beatles que não lhe pertence. Segundo essa lei, os compositores de canções escritas anteriormente a 1978 podem reaver a propriedade intelectual de suas obras após 56 anos. E o material inicial dos Beatles começa a se aproximar dessa idade.

A história do direito das músicas dos Beatles é triste: por incrível que pareça, o falecido John Lennon e Paul McCartney (que assinaram em parceria algo em torno de 75% do material dos Beatles) não são donos das canções que fizeram, por causa de contratos ruins no início da carreira. Assim, apesar de ganhar royalities por suas composições, McCartney precisa também pagar para executá-las, afinal, não são sua propriedade intelectual.

Lennon e McCartney não eram donos de suas próprias músicas.
Lennon e McCartney não eram donos de suas próprias músicas.

Quando se profissionalizaram em 1962, os Beatles e o empresário Brian Epstein assinaram um contrato com a Dick James Music Ltda, pertencente ao compositor e músico Dick James. James, Epstein, Lennon e McCartney criaram a editora musical Northern Songs Ltda. (que também tinha os outros dois Beatles, George Harrison e Ringo Starr como sócios minoritários) para ser responsável pela propriedade, administração e distribuição das canções originais de Lennon & McCartney. Contudo, em 1968, James vendeu a empresa sem avisar os Beatles, que foi comprada pela ATV Music, pertencente à cadeia de televisão ATV.

Durante anos e anos, Lennon e McCartney tentaram reaver as próprias músicas e não conseguiram. Em 1985, enquanto McCartney e a viúva de Lennon, Yoko Ono, faziam uma negociação para comprar o direito às músicas, o cantor Michael Jackson tomou a iniciativa e comprou a ATV Music (e o direito das músicas dos Beatles) por US$ 47,5 milhões. Com a morte do cantor, a Sony Music comprou o catálogo por US$ 70 milhões e detém os direitos agora.

Catálogo dos Beatles é valiosíssimo.
Catálogo dos Beatles é valiosíssimo.

O movimento judicial de McCartney vai ser “briga de cachorro grande”, mas pode trazer uma interessante discussão sobre autoria e propriedade intelectual no século XXI.

Em outra notícia relacionada ao músico, Paul McCartney já é um habitué do Brasil, realizando muitos e muitos shows no país nos últimos anos. E parece que ele vem de novo! Segundo o jornal Destak, o compositor está negociando duas datas de shows na Argentina no mês de maio próximo e o Brasil pode entrar no combo como uma “terceira data”. Vamos esperar para ver.

McCartney esteve a última vez no Brasil em 2014, onde se apresentou em Vitória, Brasília e São Paulo; passando por aqui também em 2013 (Belo Horizonte, Goiânia e Fortaleza), e vários concertos no país, em 2010, 2011 e 2012, em cidades como Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e Recife.

Os Beatles surgiram em 1962, advindos da cidade britânica de Liverpool, e alçaram sucesso imediato na Inglaterra, que rapidamente se espalhou para a Europa, para os Estados Unidos e daí para o resto do mundo. Formado por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, foram a banda pioneira do movimento da Invasão Britânica que fundou o rock clássico e criou as bases modernas do gênero. Lançaram 13 álbuns e são recordistas até hoje em canções de sucesso. Encerraram as atividades em 1970, quando cada um dos membros saiu em carreira individual, todos com sucesso em níveis variados.

 

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