Hyperion versus Namor: o fim?
Hyperion versus Namor: o fim?

A editora Marvel Comics está tentando promover grandes mudanças após a megassaga Guerras Secretas. Já comentamos algumas aqui e agora outra chega ao conhecimento do público: a nova revista do Esquadrão Supremo trará um evento bombástico, com a morte de Namor, o príncipe submarino, um dos personagens mais antigos da editora.

Não chega a ser exatamente um spoiler, porque a própria Marvel está divulgando o evento, que já é claro inclusive em algumas das capas alternativas da revista. Na trama, o grupo quer vingança porque Namor destruiu o mundo do Dra. Spectrum, uma das componentes da equipe, em meio à citada Guerras Secretas (que envolveu os heróis da editora em meio a vários mundos, linhas temporais e dimensões distintas). A Marvel divulgou até a cena da morte: em meio a uma batalha, o príncipe submarino é decaptado pelas rajadas ópticas de Hyperion, o líder do grupo.

A cena da luta divulgada pela Marvel...
A cena da luta divulgada pela Marvel…

O Esquadrão Supremo é um grupo de anti-heróis extremamente poderosos, advindos de uma dimensão paralela à nossa. Eles surgiram como oponentes dos Vingadores e chamados de Esquadrão Sinistro, em Avengers 69, de 1969, criados pelo escritor Roy Thomas e o desenhista Sal Buscema. Na trama, há um conflito de proporções cósmicas entre o Grande Mestre (um dos Anciões do Universo, os mais antigos e poderosos seres vivos do cosmos) e o vilão Kang, o conquistador. Os dois criam um jogo onde cada um escolherá um campeão para guerrearem entre si. Enquanto Kang escolhe os Vingadores, o Grande Mestre escolhe o Esquadrão Sinistro, uma equipe de vilões, formada por Hyperion, Nighthawk, Dr. Spectrum e Whizzer.

...e a consequência?
…e a consequência?

Desde o início, ficou claro que o Esquadrão era, na verdade, uma “homenagem” à Liga da Justiça da editora concorrente DC Comics, com os membros equivalendo a Superman, Batman, Lanterna Verde e Flash. O fato é que, na época, a Liga da Justiça era escrita por Dennis O’Neil, um grande amigo de Thomas e os dois escritores combinaram de trocar referências.

Mais tarde, em Avengers 85, de 1971, por Roy Thomas e John Buscema, alguns membros dos Vingadores estão perdidos em outra dimensão e encontram o Esquadrão Supremo, que é uma versão heroica do outro grupo, embora com uma abordagem “mais dura”, na linha dos anti-heróis. Claro que a confusão gerou conflitos entre as duas equipes. O Esquadrão Supremo retornaria ainda na célebre Saga da Coroa da Serpente, publicada entre Avengers 141 e 148, de 1975 e 1976, com textos de Steve Englehart e arte de George Perez, na qual um cartel criminoso busca o objeto do título, um poderoso artefato místico. Mas no fim da história, as duas equipes unem forças para combater o mal.

A capa de Squadron Supreme 01, por Alex Ross.
A capa de Squadron Supreme 01, por Alex Ross.

Desde o anos 1970, os personagens do Esquadrão Supremo continuaram a aparecer esporadicamente nas revistas da Marvel, o Nighhawk chegou até a fazer parte dos Defensores e o time ganhou uma maxissérie nos anos 1980 pelo escritor Mark Gruenwald. Em tempos mais recentes, ganhou destaque uma versão alternativa dos heróis, na revista Supreme Power do selo Max, destinado ao público adulto da Marvel. Foram 18 edições com textos de J.M. Straczynski e arte de Gary Frank em histórias muito interessantes, explorando ainda mais a “semelhança” dos personagens com aqueles da DC Comics.

Namor, é um dos personagens mais antigos da Marvel, ex-membro dos Vingadores, Defensores e X-Men, mas sempre uma figura controversa, com ares vilanescos. (Saiba mais sobre o personagem clicando aqui).

Claro que ninguém fica morto por muito tempo nas HQs atuais, porém, de qualquer modo, é um ato ousado da Marvel e, quem sabe, o príncipe submarino fica fora de órbita por algum tempo.

A nova Squadron Supreme 01 tem texto de James Robinson e chega às comic shops dos EUA em dezembro.

Namor, o príncipe submarino, foi criado em 1939 pelo desenhista Bill Everett e na revista Marvel Comics 01. Grande sucesso dos anos 1940, o personagem caiu no esquecimento após o fim da II Guerra, retornando apenas em 1963 como coadjuvante na revista Fantastic Four 03 (do Quarteto Fantástico), por Stan Lee e Jack Kirby. Desde então, é um personagem secundário importante do Universo Marvel e já chegou a ter revistas próprias em algumas oportunidades.

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