Phil Collins: de volta!
Phil Collins: de volta!

Há quatro anos atrás (!), o HQRock anunciou a aposentadoria do cantor, músico e compositor britânico Phil Collins. Esta semana, ele surpreendeu o mundo com um anúncio: está encerrando a aposentadoria e retornando à vida profissional, conforme noticiou o site Consequences of Sound.

Claro que músicos veteranos anunciam despedidas e voltam a todo o momento, mas o caso de Phil Collins tem algumas particulares: o cantor, que foi um dos mais famosos do mundo entre os anos 1980 e 90, decidiu se aposentar pela desilusão causada por uma limitação: ao deslocar uma vértebra de seu pescoço em 2007, o ferimento causou uma lesão que, à médio prazo, lhe impediu de tocar bateria, por afetar o nervo ciático e sua coordenação motora. Daí, em outubro de 2011, Collins, ex-membro da banda Genesis, anunciou ao mundo que estava saindo de cena (veja o post do HQRock da época clicando aqui).

Não mais. Segundo o CoS, o músico disse:

Não estou mais oficialmente aposentado. O cavalo deu a partida e estou no páreo novamente.

Nos anos 1980, Collins foi um dos maiores popstars do planeta. Ele vendeu 100 milhões de cópias com o Genesis e outros 100 milhões em carreira solo. Somente dois outros artistas conseguiram tal feito: Michael Jackson e Paul McCartney.
Nos anos 1980, Collins foi um dos maiores popstars do planeta. Ele vendeu 100 milhões de cópias com o Genesis e outros 100 milhões em carreira solo. Somente dois outros artistas conseguiram tal feito: Michael Jackson e Paul McCartney.

O site explica que a lesão ao pescoço do músico ocorreu durante a última turnê de reunião do Genesis, em 2007, mas que as consequências vieram bem mais tarde, quando foi percebendo que não podia mais tocar bateria, seu instrumento favorito. Aproveitando-se de que seus filhos eram pequenos – e estava se mudando para Miami, nos EUA – Collins decidiu se aposentar em 2011. Porém, os problemas de saúde continuaram: um dia o músico acordou e não conseguia mexer o pé direito.

Fiz uma RM [ressonância magnética) e percebemos que minhas costas e meus quadris tinham sido afetados. Então, o médico teve que ir lá [fazer uma cirurgia], trabalhar no nervo ciático, quebrar minhas costas e arrumar a bagunça.

O procedimento foi bem sucedido e o médico garantiu ao músico que ele pode até voltar a tocar bateria no futuro:

Ele [o médico] disse para mim: “Se você quer tocar bateria de novo, tudo o que precisa fazer é praticar.

Na bateria nos anos 1980.
Na bateria nos anos 1980.

O site ainda diz que, antes da cirurgia, Collins já planejava seu retorno e vinha fazendo sessões com os músicos Lelan Sklar (baixo) e Jason Bonham (bateria), mas não fica claro se o trio continuou a se reunir depois e se tudo faz parte de um plano maior.

De qualquer modo, Collins já iniciará a gravação de um novo álbum no mês que vem e pode até sair em turnê antes do lançamento do disco (ou depois).

Eu sou influenciável facilmente. Se as pessoas redescobrirem o material velho e mostrarem interesse, seria tolo não produzir mais música.

Quanto à turnê propriamente dita, ele prefere a ideia de algo mais curto, embora não descarte a possibilidade de algo maior.

Eu não acho que quero uma turnê muito longa. Mas eu gostaria de tocar em estádios na Austrália ou no extremo Oriente… É a única forma de fazer isso por lá. Mas tem uma parte de mim que quer fazer apenas teatros. Vamos ver.

Uma outra reunião do Genesis também não está descartada, embora, o compositor prefira tocar seu projeto solo primeiro.

O último álbum solo de Collins foi Goin’ Back, em 2010, porém, construído apenas por covers de canções da gravadora Motown. Seu último trabalho autoral foi Testify, de 2002.

***

Phillip David Charles Collins nasceu em 1951, em Chiswick, na Inglaterra, e foi estimulado a tocar bateria desde criança, sendo profundamente influenciado pelos Beatles e seu baterista, Ringo Starr. Em 1970, após experiências em algumas bandas, respondeu a uma chamada nos classificados e foi admitido como baterista na banda de folk rock progressivo Genesis e, com eles, gravou os quatro melhores álbuns da fase com o cantor e compositor Peter Gabriel: Nursery Crime, Foxtrot, Selling England by the Pound e The Lamb Lies Down on Broadway, lançados entre 1971 e 1974.

Em 1975, Gabriel abandonou a banda para seguir em carreira solo e Collins, surpreendentemente, tornou-se o líder, frontman e vocalista principal do grupo. Contudo, foi nos anos 1980 que Collins conheceu o apogeu da carreira. Por um lado, o Genesis se distanciou do rock progressivo, assumindo uma sonoridade mais pop, o que lhe rendeu mais sucesso ainda, a partir de 1982, em álbuns como Duke, Abacab e Invisible TouchParalelamente, o vocalista lançou-se em carreira solo, com uma sonoridade mais pop ainda e fez mais sucesso do que o Genesis, em álbuns como No Jacket Required (1984) e  …But Seriously (1989). O músico se desligou oficialmente do Genesis (que prosseguiu sem ele por um tempo) em 1996, mas o sucesso foi decaindo nos anos seguintes.

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