Mulher-Maravilha no trailer de A Origem da Justiça.
Mulher-Maravilha no trailer de A Origem da Justiça.

Já há meses se arrasta a “novela” sobre em que período de tempo se passará Mulher-Maravilha, filme que adaptará a mais icônica das super-heroínas, publicada nas revistas da DC Comics e levada aos cinemas pela Warner Bros. Inicialmente, se falava em toda uma trilogia de filmes situados no passado; depois, que seria localizado na I Guerra Mundial (1914-1918); depois, que seria na Guerra da Crimeia (1853-1856); mais outro que pelo menos metade seria passado nos dias atuais. Bem, chegou mais um. O site Den of Geek, que vem se destacando com vários furos dos filmes da DC, trouxe a informação de que Mulher-Maravilha seria, na verdade, situado em três períodos de tempo!

Segundo o site, cada ato do longametragem será baseado em um tempo e lugar, o que sem dúvidas é uma aposta arrojada e incomum. O filme começaria em Themyscira, a Ilha Paraíso, onde as Amazonas vivem isoladas e escondidas do “mundo do patriarcado”; depois, saltaria à época da I Guerra Mundial, especificamente, em 1916; para por fim, chegar aos dias atuais, onde a obra estaria conectada aos eventos que seriam explorados em Liga da Justiça – Parte 1.

dawnofjustice wonder woman design with capeÉ mais uma informação dentre tantas outras passadas, mas esta até que faz sentido. Se Mulher-Maravilha for um filme de origem, eu apostaria que ele mostraria a trama do nascimento de Diana Prince – segundo rumores ela terá o mesmo tratamento de sua versão corrente nos quadrinhos, ou seja, será uma filha ilegítima de Zeus, o maior dos deuses gregos, com Hipólita, a rainha das Amazonas – que seria situada na Antiguidade, em Themyscira. Em seguida, a I Guerra Mundial seria o primeiro momento em que Diana teria contato com o “mundo dos homens”, já que podemos imaginar que naquele ponto da história, o Ocidente criou a tecnologia suficiente (ex: o avião) para chegar à esquecida e secreta Ilha Paraíso. Talvez, esse envolvimento seja traumático e envolva Diana se isolando de novo, ou então, decidindo, a partir daí, viver secretamente no “mundo dos homens”, o que levaria aos dias atuais.

Ares, deus da guerra: candidato a vilão.
Ares, deus da guerra: candidato a vilão.

Para tudo fazer sentido, seria necessária uma trama maior envolvendo os três períodos de tempo e podemos imaginar a atuação de Ares, o deus da guerra e um dos oponentes clássicos da Mulher-Maravilha. Ele poderia fazer essa ponte.

Além disso, a parte do presente pode ser o maior trecho do filme, para localizá-lo não somente diante das consequências de Batman vs Superman – A Origem da Justiça, como também, para abrir caminho para Liga da Justiça – Parte 1, os filmes que antecedem e sucedem Mulher-Maravilha.

Outra opção também seria prolongar o trecho do meio – a I Guerra Mundial – e a parte do presente ser apenas um epílogo, tal qual a estrutura usada em Capitão América – O Primeiro Vingador, da concorrente Marvel Comics.

Outro fator em dúvida seria em que período teremos a participação do soldado norteamericano Steve Trevor. Será ele introduzido na I Guerra Mundial (o que o deixará “preso” ao passado) ou no tempo presente? Na primeira opção, ele cumpriria a função clássica do personagem nas HQs de Diana: o primeiro homem que ela conhece, por quem se apaixona e lhe mostra o mundo exterior. Se na segunda, Trevor pode ocupar o papel que desempenha nos quadrinhos atuais: o intermediário entre a ONU e a Liga da Justiça.

Antes de seu filme solo, a Mulher-Maravilha faz sua estreia no cinema em Batman vs. Superman – A Origem da Justiça, que sai em 2016.

Wonder-Woman tem roteiro de Jason Fuchs (de Pan) e a direção de Patty Jenkins (de Monster). O elenco traz até agora: Gal Gadot (Diana Prince/ Mulher-Maravilha) e Chris Pine (Steve Trevor). As filmagens começam no outono do hemisfério norte deste ano e a data de estreia está marcada para 23 de junho de 2017.

A Mulher-Maravilha foi criada pelo psicólogo norteamericano William Moulton Marston e o desenhista H. G. Peters, aparecendo na revista All-American Comics 08, em 1941. A ideia de Marston era apresentar um arquétipo do força do feminino e, em segredo, explorar tendências sexuais não tradicionais à sociedade da época (como bigamia, lesbianismo e sadomasoquismo). A personagem fez bastante sucesso e se manteve sendo publicada até hoje pela DC Comics. Ela foi uma dos membros-fundadores da Liga da Justiça em 1960. A Mulher-Maravilha continua representando um símbolo da força das mulheres no mundo atual, sendo a mais icônica das super-heroínas.

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