Kevin Feige, presidente do Marvel Studios: responde agora diretamente à Disney.
Kevin Feige, presidente do Marvel Studios: responde agora diretamente à Disney.
Marvel Studios: sem se reportar à Marvel Entertainment.
Marvel Studios: sem se reportar à Marvel Entertainment.

Não é rumor, é oficial: a Disney Company anunciou hoje que, de agora em diante, o Marvel Studios, braço cinematográfico que leva aos cinemas os personagens da editora Marvel Comics, responde agora diretamente à primeira, e não mais à Marvel Entertainment, empresa guarda-chuva que comanda (comandava?) todo aspecto criativo de tais personagens. Em outras palavras, o presidente do Marvel Studios, Kevin Feige, agora não se reporta mais a Ike Pearlmutter, o CEO da Marvel Entertainment, mas diretamente a Alan Horn, o presidente do Walt Disney Studios.

Com a mudança organizacional, não há mais intermediários entre o Marvel Studios e sua empresa-mãe. Isso é mais uma amostra do poder do estúdio, que vem acumulando algumas das maiores bilheterias de cinema dos últimos anos e criou um incrível e interessante universo ficcional e integrado nas telonas em torno dos Vingadores.

Os analistas também acham que é um ganho, tendo em vista as notícias que correm sobre Ike Pearlmutter, visto como um executivo casca-grossa e que, muitas vezes, se intromete demais nas decisões criativas daqueles que trabalham para ele. Segundo o site Comic Book Movie, por exemplo, foi de Pearlmutter a decisão de demitir o ator Terrence Howard, que interpretou o personagem Jim Rhodes em Homem de Ferro, depois que ele pediu um aumento salarial, obrigando Feige a substituí-lo por Don Cheadle, que viveu o personagem em Homem de Ferro 2 e 3, Vingadores – Era de Ultron e retornará em breve em Capitão América – Guerra Civil.

Segundo o mesmo site, Pearlmutter chegou a querer não renovar o contrato com Robert Downey Jr. (que só tinha contrato para mais um filme com o Marvel Studios), o que inviabilizaria a realização de Capitão América – Guerra Civil (cuja trama se baseia em uma disputa ideológica entre Steve Rogers e Tony Stark) e guardaria sua participação para apenas um dos filmes Vingadores – Guerra Infinita, Parte 1 e 2, que saem em 2018 e 2019.

Essa delicada situação obrigou Kevin Feige buscar apoio em Alan Horn para conseguir renovar o contrato de Downey Jr. – o rosto mais público do Marvel Studios e ator mais bem pago de Hollywood dos dias atuais – e manter os planos em alta. Tal movimento deve ter sido decisivo no rearranjo empresarial que vemos.

Outra questão que deve estar em pauta em tal situação é o Homem-Aranha, que a partir de agora viverá a curiosa partilha entre Disney, Marvel e Sony Pictures. Assim, o mesmo persnagem cinematográfico (com ator principal e coadjuvantes e tramas dos filmes) será visto nas produções Marvel-Disney e Sony, de modo que, enquanto os primeiros poderão colocar o aracnídeo para interagir com os Vingadores (o que acontecerá em Capitão América – Guerra Civil e Vingadores – Guerra Infinita, Parte 1), o segundo continuará a produzir os filmes-solo do personagem, cujo novo produto chegará aos cinemas já em 2017.

Com Feige reportando diretamente a Horn, não precisará envolver Pearlmutter nas negociações com o Homem-Aranha, tendo em vista um passado de rusgas e problemas envolvendo a propriedade do personagem e as disputas entre Marvel e Sony (saiba mais aqui).

[Atualizado: Numa outra notícia relacionada, o site Birth Movies Death afirma que o Comitê Criativo do Marvel Studios também foi dissolvido. Este Comitê reunia figuras como o Presidente da Marvel Entertainment, Alan Fine; o diretor Criativo da Marvel Entertainment, Joe Quesada; e o ilustre escritor de HQs Brian Michael Bendis; e cuidava de um tipo de “orientação” aos filmes do Marvel Studios.

O site aponta que, assim como a turbulenta relação com Ike Pearlmutter, as relações de Feige com o Comitê não eram exatamente harmoniosas, tendo em vista que este interferia demais nas decisões finais e tinha um poder grande. Segundo suas fontes, Capitão América – Guerra Civil e, provavelmente, Doutor Estranho serão os dois últimos filmes aos quais o Comitê estará ligado.

É possível, contudo, que o Comitê continue existindo para acompanhar a Marvel TV e seus produtos no Netflix. Fim da atualização].

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