Detalhe da capa de Woner-Woman 35, por David Finch.
Detalhe da capa de Woner-Woman 35, por David Finch.

A editora norteamericana DC Comics anunciou estes dias que o escritor Brian Azzarello e o desenhista Cliff Chiang encerram sua longeva temporada na revista Wonder-Woman, que publica as aventuras da Mulher-Maravilha. A dupla comandava a princesa amazona desde setembro de 2011, quando foi lançada a reformulação cronológica e editorial chamada de Os Novos 52. A empreitada criou uma nova cronologia para os heróis da DC, na qual os super-heróis são mais jovens e aguerridos, tendo surgido há somente cinco anos atrás.

Azzarello – famoso pela saga 100 Balas – investiu em uma interpretação moderna dos deuses gregos – aos quais a Mulher-Maravilha está vinculada em sua origem – e em uma série de novos desafios à heroína.

Quem assume a empreitada daqui em diante é a escritora Meredith Finch, que trabalhará ao lado do marido, o artista David Finch, famoso por suas passagens em Batman e na recém-encerrada saga Forever Evil. Segundo o anúncio realizado via o jornal USA Today, a dupla irá se afastar um pouco da temática dos deuses gregos e irá se concentrar em uma abordagem mais feminina, visando atrair o público feminino para a revista.

A nova dupla Finch assumirá a revista a partir do número 35, em outubro deste ano.

Como missão, o casal terá que chamar a atenção para a personagem, que irá ganhar sua primeira versão nos cinemas, participando do filme Batman v. Superman – Dawn of Justice, que estreará em 2016. (Veja mais aqui).

A Mulher-Maravilha foi criada pelo psicólogo norteamericano William Moulton Marston e o desenhista H. G. Peters, aparecendo na revista AllAmerican Comics 08, em 1941. A ideia de Marston era apresentar um arquétipo do força do feminino e, em segredo, explorar tendências sexuais não tradicionais à sociedade da época (como bigamia, lesbianismo e sadomasoquismo). A personagem fez bastante sucesso e se manteve sendo publicada até hoje pela DC Comics. Ela foi uma dos membros-fundadores da Liga da Justiça em 1960. A Mulher-Maravilha continua representando um símbolo da força das mulheres no mundo atual, sendo a mais icônica das super-heroínas.

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