Titãs: 30 anos de estrada.

30 anos atrás, em agosto de 1982, uma banda chamada Os Titãs do Iê-Iê – mais tarde conhecida apenas como Titãs – subia ao palco pela primeira vez para um concerto no recém-inaugurado SESC Pompéia, na zona norte de São Paulo. De lá para cá uma trajetória cheia de altos e baixos, mas sem dúvidas, uma das mais importantes da história da música contemporânea no Brasil e, mais ainda, da história do rock tupiniquim. Era um momento singular para o rock nacional e tinha-se início aquilo que os jornalistas batizaram de BRock, o rock brasileiro dos anos 1980.

Para comemorar o feito,   a banda paulista se reuniu mais uma vez para comemorar suas três décadas com um show especial no Espaço das Américas, em sua cidade-natal, em 06 de outubro, pela primeira vez em anos reunindo todos os ex-membros – Arnaldo Antunes, Nando Reis e Charles Gavin – aos membros remanescentes – Paulo Miklos, Branco Mello, Tony Bellotto e Sérgio Britto – ficando de fora apenas Marcelo Frommer, que morreu em 2001, vítima de um atropelamento.

A primeira formação, ainda com André Jung na bateria: visual chocante e dança bizarra.

Embora o rock no Brasil já viesse se desenvolvendo desde os remotos anos 1950, à exceção do breve período da Jovem Guarda nos anos 1960, o gênero nunca se firmara como um produto de massa no país, sendo preterido por diversos outros. Inicialmente muito preso aos modelos exportados, o rock começou a definir uma “cara brasileira” já nos anos 1970, mas o radicalismo da maioria das bandas – leia um post sobre o rock brasileiro dos anos 1970 clicando aqui – e a própria conjuntura não favorável, com a Ditadura Militar, adiaram a massificação do rock no país. Isso só ocorreu nos anos 1980, particularmente a partir de 1982, com o sucesso de bandas como Blitz e Barão Vermelho, dando origem ao BRock e sua rica tessitura de bandas (Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawaii, Capital Inicial, Kid Abelha, muitos outros e os próprios Titãs).

Formação clássica, já com Charles Gavin, Paulo Miklos, Tony Bellotto, Arnaldo Antunes (embaixo), Marcelo Frommer, Branco Mello, Nando Reis e Sérgio Britto.

Parte considerável do que viria a ser os Titãs se conheceu no fim dos anos 1970 no Colégio Equipe, de São Paulo, destinado aos filhos da classe média paulista. Todos também desenvolveram trabalhos musicais anteriores à formação dos Titãs propriamente ditos. Arnaldo Antunes e Paulo Miklos faziam parte da banda Perfomática; Sérgio Britto e Marcelo Frommer se apresentavam em dupla; Nando Reis tocava na Sossega Leão; e Branco Mello, Marcelo Frommer (de novo) e Tony Bellotto tocavam no Mamão e as Mamonetes.

Gradualmente, esses esforços foram se unindo até uma formação de nove músicos se apresentar no SESC Pompeia sob o nome Titãs do Iê-Iê, reunindo: Arnaldo Antunes, Branco Mello e Ciro Pessoa (nos vocais); Paulo Miklos (vocais, baixo, saxofone, gaita e flauta); Nando Reis (vocais e baixo); Sérgio Britto (vocais e teclados); Tony Bellotto e Marcelo Frommer (guitarras); André Jung (bateria).

Cabeças titânicas.

O grupo começou a chamar a atenção no circuito musical de São Paulo, com sua confusa combinação de rock, reggae e pop, misturado com um visual absolutamente estranho de roupas coloridas, gravatas borboleta ou de bolinhas e uma performance transloucada de dança e empurrões em meio ao pandemônio dos nove músicos que mal cabiam na maioria dos palcos. A banda também fez suas primeiras apresentações na TV local, o que chocava os telespectadores.

Talvez por isso mesmo, conseguiram um contrato com a gravadora WEA, embora tenham perdido um de seus membros: Ciro Pessoa abandonou a música para se tornar jornalista, chegando a trabalhar em várias revistas da Editora Abril. Apesar disso, continuou contribuindo com a banda, especialmente em letras dos primeiros álbuns.

A banda já atingiu o sucesso no primeiro disco, Titãs, lançado em 1984, que lançou o hit Sonífera ilha, mais orientado ao pop com toques de reggae. Ainda assim, conflitos internos levaram à demissão do baterista André Jung, substituído pelo ex-membro do Ira! e, na época, membro do RPM, Charles Gavin. Numa típica dança das cadeiras, Jung terminaria entrando para o Ira! e também alçaria o sucesso.

Consagração nacional.

A mesma tendência do primeiro disco seguiu-se em Televisão, do ano seguinte, mas o sucesso não se manteve. Além disso, a prisão de Tony Bellotto e Arnaldo Antunes por porte de drogas, em 1985, destruiu a imagem de “inocência” que o grupo ainda tinha então. Na verdade, pela grande quantidade de entorpecentes, Antunes foi acusado de tráfico e ficou um mês inteiro atrás das grades. A experiência foi traumática para toda a banda, que pareceu querer se vingar no álbum seguinte: Cabeça Dinossauro, lançado em 1986, veio como uma pedrada em termos de sonoridade (rock pesado) e do conteúdo das letras (referências políticas, críticas sociais, palavrões etc.). A banda acertou a mão e foi um grande sucesso.

Era também o início da parceria com o produtor Liminha, que renderia a melhor fase do grupo. Foi um período de curva ascendente em termos de sucesso e popularidade, que se seguiu nos discos seguintes: Jesus não tem dentes no país dos banguelas (1987), o ao vivo Go Back (1988) e Õ Blesq Blom (1989), que renderam dezenas de hits nas rádios.

Arnaldo Antunes e Nando Reis: sucesso à solo.

Ainda assim, o grupo decidiu arriscar e, em 1991, lançou um álbum mais afastado do conteúdo pop e orientado para o rock pesado: Tudo ao mesmo tempo agora, que foi um grande fracasso. A tensão na banda aumentou bastante, o que contribuiu para a saída de Arnaldo Antunes, que foi fazer carreira solo.

O início dos anos 1990 é um período de baixa para a banda, que simplesmente não consegue emplacar seus álbuns. Curiosamente, é um período em que em termos individuais seus membros comecem a se firmar para além da banda. Arnaldo Antunes se torna um cantor cult, adorado pela crítica, e começa a contribuir com composições para a cantora Marisa Monte, que se torna a “queridinha do Brasil”. Nando Reis também passa a emplacar um sucesso atrás do outro, cedendo canções para a mesma Marisa Monte, além de Cássia Eller, Cidade Negra, Skank e muitos outros. O Primeiro álbum solo de Reis, 12 de janeiro, é lançado em 1995, e se não é um sucesso de vendas, é aclamado pela crítica.

A banda no Acústico MTV: sucesso esmagador.

Os Titãs dão a volta por cima, pelo menos em termos comerciais, em 1997, quando gravam o programa Acústico MTV, que gera um disco e um vídeo. As interpretações desplugadas das canções da banda se tornaram um sucesso estrondoso, vendendo mais de 1,7 milhões de cópias. A canção Pra dizer adeus (lá do primeiro álbum) se tornou o maior hit da história do grupo e a inédita Os cegos do castelo (de Nando Reis) também foi muito tocada nas rádios.

Infelizmente, Acústico dá início à pior fase da banda, quando decidem mirar no sucesso fácil e investir em “mais do mesmo”. Tanto que lançam o Volume 2, em 1998 (dessa vez em estúdio), no qual o cover de Roberto Carlos É preciso saber viver, se torna outro sucesso esmagador. E como se não bastasse, em 1999, veio As Dez Mais, somente com covers, inclusive de Pelados em Santos, dos Mamonas Assassinas.

Nando Reis: cantor mais popular do Brasil no início dos anos 2000. E a banda?

Houve certa saturação no mercado e este último já não vendeu tanto, então, novamente o grupo deu um tempo. No intervalo, Nando Reis lançou seu segundo álbum Para quando o arco-íris encontrar o pote de ouro, que consagrava sua veia solo. O disco foi um grande sucesso e várias de suas faixas tocaram nas rádios. Logo em seguida, Reis estreitou seus laços com a cantora Cássia Eller, que se tornou a mais popular do país cantando canções dele como O segundo sol; e também regravou várias das canções daquele disco, como All-star e Relicário, que voltaram às rádios, agora nas versões da cantora.

Os Titãs, então, decidiram dar uma volta por cima, mas na preparação do novo disco, o guitarrista Marcelo Frommer morreu em decorrência de um atropelamento por uma moto nas ruas de São Paulo. No sentido de homenagem, a banda seguiu em frente e gravou e lançou A melhor banda de todos os tempos da última semana, em 2001, que celebrava uma nova gravadora, a Abril Discos (dona do canal MTV), e chegou a ser vendido em bancas de jornal, como estratégia de publicização. Além disso, a faixa-título era uma autocrítica bem humorada à fase anterior. De conteúdo muito bom, o disco foi bem nas vendas e rendeu um grande sucesso na faixa Epitáfio.

Ao vivo, já sem Nando Reis e com Branco Mello no baixo.

Porém, não ajudou nada que, também em 2001, Nando Reis lançou seu terceiro disco, Infernal, e este fez mais sucesso do que o disco da banda, o que deixou as relações internas muito tensas. Para piorar, a cantora Cássia Eller morreu no final do ano, o que deixou Reis bastante abalado. O baixista foi produzir o álbum póstumo da cantora – que vivia justamente o seu momento de maior popularidade com o lançamento também de um Acústico MTV, cheio de canções de Reis – e terminou anunciando, em 2002, que estava saindo da banda para se dedicar à carreira solo.

2002 seria o ano em que o grupo comemoraria os 20 anos de carreira, lançando um livro autobiográfico. Nando Reis foi apagado da capa do livro em represália.

A formação atual da banda, reduzida a um quarteto.

No ano seguinte, a banda lançou o primeiro disco sem ele, Como estão vocês?, que marcou o início de uma espécie de parceria da banda com a Rede Globo de Televisão, na qual as canções do grupo seriam vinculadas nas novelas da emissora. Ao vivo, a banda apresentou uma novidade: com os membros reduzidos, pela primeira vez, se apresentou de modo que todos os membros toquem instrumentos no palco. Paulo Miklos e Branco Mello, que geralmente só cantavam nos shows (embora, muitas vezes, Miklos tocasse saxofone, gaita, flauta, banjo, bandolim e, ocasionalmente, guitarra), passaram a apresentar um set onde tocavam guitarra e baixo, respectivamente.

Nos últimos anos, a banda vem alternando projetos especiais com os Paralamas do Sucesso – as bandas excursionaram juntas para comemorar “aniversário” – e lançaram o álbum Sacos Plásticos, que não fez muito sucesso, embora tenha emplacado algumas canções no rádio. Nesse meio tempo, o baterista Charles Gavin também deixou o grupo, que agora se reduziu a um quarteto com Paulo Miklos, Sérgio Britto, Tony Bellotto e Branco Mello, que continuam tocando pelo Brasil à fora.

Em meio às comemorações dos 30 anos do primeiro show da banda, Tony Bellotto vem declarando à imprensa que roqueiro não tem aposentadoria. Portanto, os Titãs seguem mandando seu som alto e suas letras rudes para o público. O show do dia 06 de outubro de 2012, mostrou uma banda cheia de energia e serviu efetivamente para comemorar a trajetória de uma das mais importantes bandas da história do rock brasileiro. Não é pouco.

E para comemorar o HQRock apresenta a Discografia Completa dos Titãs. Leia e escute!

TITÃS – 1984

O álbum de estreia do grupo fez sucesso com Sonífera ilha, mas curiosamente as faixas Marvin e Go back – dois grandes sucessos futuros – não emplacaram de imediato. A produção é de Pena Schmidt, famoso produtor da época e que tinha experiência com o rock – produziu os Mutantes em sua fase final (rock progressivo), mas o som do disco é horroroso e remete muito mais ao pop da Blitz do que ao rock pesado pelo qual os Titãs seriam vinculados mais tarde. É o único álbum gravado com o baterista André Jung, que depois entrou para o Ira!.

TELEVISÃO – 1985

Agora produzido por Lulu Santos – já um astro – esse disco ainda não acerta a sonoridade da banda. A estética é um pouco mais ousada do que a do anterior, porque tenta mimetizar uma rede de TV, onde cada faixa é um canal, tentando contemplar a diversidade cultural do próprio grupo, mas o final é confuso e sem propósito. Outros futuros sucessos estão aqui, em versões embrionárias, como Pra dizer adeus. Duas canções ainda tocam nas rádios, mas sem o mesmo sucesso de Sonífera ilha: a balada Insensível e o drama adolescente Não vou me adaptar. Ainda assim, os Titãs voltam para o underground de onde saíram.

CABEÇA DINOSSAURO – 1986

Depois do fracasso do disco anterior e da turbulência em que a banda se meteu após as prisões de Bellotto e Antunes, os Titãs decidiram chutar o balde no terceiro disco, destruindo a áurea de inocência que vinham cultivando em seu trabalho. E deu certo. Trabalho pesado de letras fortes, este álbum não apenas foi um grande sucesso, mas é um marco definitivo na história da banda e do BRock, além de prover o primeiro Disco de Ouro do conjunto. Canções como Homem primata eFamília fizeram bastante sucesso nas rádios; e outras ficaram célebres, como Bichos escrotos (proibida de ser radiodifundida pela Censura) e O quê, que mostra Arnaldo Antunes em sua melhor faceta poeta concretista. Também sobram críticas às instituições sociais, como Igreja ePolícia, um tipo de vingança contra as prisões que sofreram. O disco marca, por fim, o início da parceria com Liminha, produtor que trabalharia com diversas bandas do BRock (Lulu Santos, Paralamas, Ultraje a Rigor, Ira! etc.) e que, no passado distante, havia sido baixista dos Mutantes.

JESUS NÃO TEM DENTES NO PAÍS DOS BANGUELAS – 1987

Espécie de sequência do disco anterior, este inova no uso de samplers e arranjos eletrônicos pela primeira vez. Destaque para Comida, Desordem eCorações e mentes.

GO BACK (ao vivo) – 1988

O primeiro disco ao vivo da banda veio em grande estilo: foi gravado na Noite do Rock no Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, um dos eventos musicais mais importantes da música mundial. E o Titãs foi a primeira banda de rock brasileira a participar do festival! Bem tocado e bem gravado, o disco fez bastante sucesso e permitiu que canções antigas, como Marvin e a faixa-título se transformassem em hits pela primeira vez.

Õ BLESQ BLOM – 1989

Abandonando a faceta mais pesada, os Titãs investem em pop eletrônico e world music e acertam outro golaço: o disco é aclamado pela crítica e faz um sucesso enorme, puxado por hits como O pulso, Flores, Miséria e32 dentes.

TUDO AO MESMO TEMPO AGORA – 1991

Desistindo da nova vertente, os Titãs rompem a parceria com Lima, assumem eles próprios a produção do disco e voltam atrás para produzir um disco de rock pesado que se aproxima das sonoridades advindas de Seattle com o Movimento Grunge – que vale lembrar ainda não tinha explodido mundialmente e era algo essencialmente alternativo. Infelizmente, público e crítica não compreenderam o trabalho e o fracasso interrompeu a curva ascendente da banda até então. Mas convenhamos, as canções do álbum não sobreviveram à posterioridade. Só um detalhe: a capa é muito parecida com a do disco In Utero do Nirvana, mas os brasileiros se anteciparam em dois anos!

TITANOMAQUIA – 1993

Este é o primeiro álbum do Titãs sem a presença de Arnaldo Antunes, que saiu do grupo desiludido com os caminhos tomados e foi fazer uma carreira solo de sucesso relativo. A banda não desistiu de persistir no som pesado e lançou um álbum ainda mais pesado do que o anterior, embora agora com uma produção mais bem resolvida, a cargo de Jack Endino, o mesmo que produzira o primeiro álbum do Nirvana, Bleach, em 1989. As críticas foram melhores, mas as vendas não. Ainda assim, Hereditário sobreviveu à posterioridade.

DOMINGO – 1995

Após uma breve pausa, os Titãs retomam as atividades em um álbum menos raivoso do que os anteriores, embora ainda tivesse seus momentos e continuasse produzido por Jack Endino. O disco foi melhor recebido por crítica e público e foi bastante veiculado pela MTV, que começava a se massificar no país na época. Com isso, canções como a faixa-título e Eu não vou dizer nada (além do que estou dizendo) tiveram alguma circulação. Detalhe: este foi o último disco lançado em LP.

ACÚSTICO MTV – 1997

Depois de um longo período em baixa, os Titãs vivenciam, repentinamente  a fase de maior sucesso em sua carreira: comemorando 15 anos com um show acústico para a MTV, a banda se transforma em um fenômeno inacreditável de sucesso e vendas. Resgatada do limbo, Pra dizer adeus – agora retrabalhada e com vocais de Paulo Miklos – se transformou em um sucesso imenso, sendo hoje talvez a música mais famosa da banda (!). Mais de que um show, é um evento, cheio de participações especiais, como Arnaldo Antunes (O pulso), Marisa Monte (Flores) , Jimmy Cliff (Querem meu sangue), Fito Paez (Go back) e Rita Lee e Roberto de Carvalho (Televisão). Também há algumas canções inéditas, nas quais o maior sucesso foi Os cegos do castelo, de Nando Reis, que virou outro clássico da banda e conta com a participação do velho parceiro Liminha no baixo.

VOLUME DOIS – 1998

A banda gostou do sucesso e decidiu investir mais, gravando esse álbum em estúdio com versões acústicas de velhos sucessos que não entraram no álbum anterior. Contudo, embora tenha sido outro grande sucesso comercial, os fãs ficaram profundamente decepcionados com a atitude da banda e as versões frias de Insensível e outras. Apesar de marcar a volta da parceria com Liminha em estúdio, a gravação de É preciso saber viver, de Roberto Carlos, pareceu mostrar que o grupo só estava interessado em ganhar mais dinheiro.

AS DEZ MAIS – 1999

Como se o álbum anterior não fosse o bastante, os Titãs decidem, agora, regravar velhos sucessos de artistas que gostavam e deixar tudo pasteurizado para fazer sucesso nas rádios. É o ponto mais baixo de sua discografia e não ajuda nada ver o grupo interpretando Pelados em Santos dos Mamonas Assassinas. Embora algumas escolhas sejam interessantes – Aluga-se de Raul Seixas, Fuga n. II dos Mutantes, Sete cidades da Legião Urbana – o grupo prefere percorrer pelo cânone radiofônico mais certeiro, fazendo Gostava tanto de você de Edson Trindade e Um certo alguém de Lulu Santos. A produção é novamente de Jack Endino e é a última produção da banda com a gravadora WEA.

A MELHOR BANDA DE TODOS OS TEMPOS DA ÚLTIMA SEMANA – 2001

Decidida a se reinventar de novo (ou resgatar a sua dignidade), a banda assina contrato com a Abril Music e lança um disco voltando à sonoridade rock e clássica da banda, com canções de teor mais poético e crítico. O maior chamariz foi a autocrítica faixa-título no qual os Titãs gozam de si mesmos em sua fase anterior e falam do vazio do sucesso. O mundo é bão, Sebastião mostra como Nando Reis estava desconectado do grupo graças ao seu sucesso paralelo em carreira solo e Epitáfio foi um grande sucesso radiofônico. Outra marca do disco é a tragédia: durante os ensaios para a gravação, o guitarrista Marcelo Frommer morreu atropelado por um motociclista em São Paulo. O disco é dedicado a ele.

COMO ESTÃO VOCÊS? – 2003

Após a saída de Nando Reis, para se dedicar exclusivamente à carreira solo, os Titãs lançam seu 11º disco. O sucesso conseguido no álbum anterior se mantém, puxado por Enquanto houver sol ePelo avesso, canções que terminaram veiculadas em novelas da Rede Globo.

SACOS PLÁSTICOS – 2009

Mantendo mais ou menos a mesma sonoridade dos dois anteriores, embora agora com alguns toques de samplers eletrônicos, o disco conseguiu algum sucesso novamente puxado por canções em novelas, casos de Por que sei que é amor e Antes de você. A crítica política Vossa Excelência também virou momento catarse nos ahows. Pouco depois do lançamento do disco, Charles Gavin (que não contribuiu com nenhuma composição pela primeira vez) anunciou sua saída da banda, agora reduzida a um quarteto.

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