Pink Floyd: Discografia Comentada

A formação clássica do Pink Floyd nos anos 1970: Richard Wright, Roger Waters, Nick Mason e David Gilmour.

O HQRock aproveita o recente anúncio da coleção remasterizada de álbuns da banda britânica Pink Floyd para fazer um panorama geral sobre os discos desta que é uma das maiores e mais importantes bandas do rock clássico.

[O post foi atualizado para a inclusão de The Endless River, lançado em 2014].

O Pink Floyd tem suas origens na cidade de Cambridge, na Inglaterra, onde nasceram seus principais membros: Roger Waters, David Gilmour e Syd Barrett. Os três migraram para a capital Londres no início dos anos 1960 e Waters e Barrett se reencontraram na Escola Politécnica, onde fundaram a banda, em fins de 1965. Após algumas mudanças de formação, a banda se firmou com Syd Barrett nos vocais e guitarras, Roger Waters no baixo, Richard Wright nos teclados e vocais e Nick Mason na bateria.

A formação original: Syd Barrett, Nick Mason, Richard Wright e Roger Waters.

Também mudaram várias vezes de nomes, mas adotaram The Pink Floyd Sound, baseada em dois obscuros bluesmen norteamericanos, já que a sonoridade do grupo remetia ao Rhythm and Blues dos Rolling Stones, um dos subgêneros do rock mais quentes na época. Com o tempo, a nomenclatura foi simplificada para o Pink Floyd que conhecemos e o grupo passou a experimentar cada vez mais sua sonoridade, por meio das influências psicodélicas de álbuns como Revolver dos Beatles.

No início de 1967, o Pink Floyd fazia sucesso nos clubes undergrounds londrinos, como o UFO, e lideraram uma grande disputa entre as gravadoras para contratá-los, ganhando a gigante EMI. Com dois singles nas paradas, a banda entrou nos estúdios da EMI na rua Abbey Road (o mesmo dos Beatles) e iniciou uma profícua carreira fonográfica.

Vamos aos seus álbuns:

pink floyd the piper at the gates of dawn

O primeiro álbum da banda.

The Piper at the Gates of Dawn – 1967

O disco de estreia do Pink Floyd pode ser um susto para aqueles que conhecem a banda apenas em seu período áureo bem mais tarde. Aqui, a banda faz um som tipicamente psicodélico, totalmente Acid Rock, cheios de sons estranhos e efeitos sonoros. As canções – em sua grande maioria assinadas por Syd Barrett – também são inusuais: às vezes não têm estrutura definida, nem refrões. Mas é um clássico do rock psicodélico dos anos 1960 e uma mostra do que a banda poderia ter sido se seguisse esse caminho por mais tempo. O disco equilibra canções abstratas e instrumentais com outras canções melhor estruturadas, mas nenhuma de caráter tradicional. O instrumental é marcado pela guitarra errática de Barrett e o teclado estridente de Wright, geralmente usando um farfisa organ carregando nos timbres agudos. Destaques: Astronomy domine, Interstellar overdrive, Matilda mother, Bike. O disco foi produzido por Norman Smith, que trabalhou com os Beatles anteriormente.

Obs: O disco foi precedido por dois singles – Arnold Layne e See Emily play – que são dois clássicos absolutos de Syd Barrett e que chegaram ao 20º e ao 6º lugar das paradas, respectivamente.

Pink-Floyd saucerful of secrets

A capa de Saucerful of Secfrets: experimental até na capa.

A Saucerful of Secrets – 1968

Muita coisa mudou entre o primeiro e o segundo disco. Os abusos com drogas alucinógenas e uma pretensa esquizofrenia fizeram o comportamento de Syd Barrett se tornar cada vez mais lunático, de modo que ele terminou sendo afastado da banda. Inicialmente, se queria que o compositor continuasse trabalhando com a banda, sem tocar ao vivo, como Brian Wilson fazia com os Beach Boys, mas nem isso foi possível. Este álbum foi feito durante a transição, de modo que contém algumas canções com Syd Barrett (Remember a day, Jugband blues); outras em que ele e seu substituto – o vocalista e guitarrista David Gilmour – tocam juntos (Let there be more light, Corporal Clegg, Sets the control to the heart of the sun); e outras somente com o novo quarteto (a faixa-título). Isso dá um resultado desigual ao disco, muito embora em termos de sonoridade seja até coerente. Jugband blues é a única canção de autoria de Barrett, sendo também a única em que faz vocais. O restante de composição do repertório é dividido entre Roger Waters e Richard Wright, sendo que cabe a este último a maior parte dos vocais principais, embora Gilmour cante em faixas como Let there… e Corporal clegg. Ainda assim, Barrett tem destaques, especialmente com o maravilhoso trabalho de guitarra slide em Remember a day e no final de Let there… A Saucerful os Secrets, a canção, aponta para o futuro, trazendo o foco para longas canções instrumentais abstratas. Este é o segundo e último trabalho da banda produzido por Norman Smith.

Obs: Este álbum também foi precedido por dois singles: Apples and oranges (gravado e cantado por Syd Barrett, ainda em 1967) e It would be so nice (gravado sem Barrett, já com Gilmour em seu lugar, e cantado por Richard Wright). E foi sucedido por outro single: Point me at the sky, já cantado por Gilmour que se firma como o vocalista oficial da banda. Também é o último single que a banda lança no Reino Unido por mais de dez anos, abandonando o formato e investindo apenas em álbuns.

O HQRock tem um post especial sobre A Saucerful of Secrets. Leia aqui!

pink floyd moreMore – 1969

Primeiro álbum gravado apenas com a chamada “formação clássica” – Gilmour, Waters, Wright e Mason – consiste na trilha sonora do filme de mesmo título, dirigido por Barbet Schroeder. É mais “tradicional” que os dois anteriores, com um toque de folk rock, mas um disco muito bom. Destaques: Green is the colour, The nile song, Cymbaline. Alguns temas repetem suas estruturas musicais com ritmos ou letras diferentes e quase nenhuma dessas faixas integrou o repertório ao vivo do grupo nos anos seguintes. Apesar de alguns números instrumentais, o caráter tradicional lhe dá um aspecto exótico dentro da obra da banda nesta época. Este é o primeiro disco autoproduzido pelo grupo, que passaria a repetir isso em praticamente toda sua obra restante.

A partir daqui, a banda abandona o uso de singles.

pink floyd UMMAGUMMAUmmagumma – 1969

Álbum duplo que mistura um disco ao vivo e outro em estúdio. O Disco 1 reprisa canções dos dois primeiros álbuns, com destaque para Astronomy domine, uma versão ligeiramente diferente de A saucerful of secrets e a também instrumental Careful that axe, Eugene (que havia saído no Lado B de um single).

Em estúdio, cada membro comanda uma suíte que não raro chega aos 10 minutos de música instrumental abstrata. Destaques às cantadas Grantchester meadows, The narrow way (Part III). Obs: depois desse disco, o Pink Floyd demorou 29 anos para lançar outro material ao vivo oficialmente.

Pink-Floyd atom heart motherAtom Heart Mother – 1970

O famoso “disco da vaca” foi o primeiro da banda a chegar ao número 01 das paradas britânicas! Era uma época muito estranha: o disco só tem cinco faixas, duas delas instrumentais com mais de 10 minutos de duração. Pela primeira vez na carreira, a banda usa instrumentos sinfônicos para reforçar seu som nos números que abrem e fecham o disco. Entre tanta experimentação, há três belas faixas cantadas, de acento folk, escritas por Waters, Wright e Gilmour, respectivamente: If, Summer of ’68 e Fat old sun. If é a mais tranquila, com instrumental minimalista e uma letra sobre arrependimento; Summer of ’68, levada ao piano, com tom bastante britânico e uma curiosíssima letra sobre sexo causal; e Fat old sun comandada pelo violão e com a belíssima voz de Gilmour guiando o ouvinte.

Pink_Floyd_-_MeddleMeddle – 1971

O Pink Floyd chega à sonoridade (o chamado space rock) que lhe faria famoso em um futuro próximo e começa a lenta conquista dos Estados Unidos. Destaques: o instrumental One of these days, a balada Fearless e a épica Echoes, com 23 minutos de duração, ocupando todo o Lado B do vinil com beleza e estranheza ao mesmo tempo. O disco traz alguns momentos bastante obscuros, mas também aponta ao tradicional em canções como a belíssima Fearless, com o típico canto suave de Gilmour. Contudo, o melhor é mesmo Echoes, onde pela primeira vez a banda une os dois elementos musicais que vem desenvolvendo paralelamente desde o começo da carreira: o experimentalismo instrumental abstrato e a balada folk mais tradicional e cheia de beleza. Esta faixa é um dos maiores momentos da carreira do grupo e gira em torno do incrível dueto entre Gilmour e Wright.

pink floyd obscure by cloudsObscure by Clouds – 1972

Outra trilha sonora de um filme de Barbet Schroeder – chamado La Ville – é um álbum mais tradicional, mas tem momentos excelentes. É também um dos menos conhecidos da discografia da banda, apesar de ser o primeiro hit nos EUA. Destaques: The gold is in the…, Wot’s… up the deal, Childhood’s end. As gravações ocorreram em apenas duas semanas, num estúdio na França, enquanto escreviam e registravam as canções ao mesmo tempo. Por sorte, a banda estava em momento incrível e o improviso gerou pequenas joias, como Wot’s… up the deal. O Pink Floyd já estava tocando ao vivo o disco seguinte, então, Obscure by Clouds é apenas um pequeno intervalo em direção ao próximo álbum. É o último disco do grupo como uma banda alternativa.

Darkside of the Moon – 1973

Dark Side of the Moon

A icônica capa criada por Storm Thorgerson.

O que mais dizer sobre esse disco? Gestado por mais de um ano e apresentado literalmente quase uma centena de vezes ao vivo antes do lançamento, este é o álbum mais famoso da banda, um de seus maiores sucessos e um fenômeno fonográfico. Ficou 20 anos na parada dos 200 discos mais vendidos da revista Billboard. Uma sonoridade magnífica com letras fortes sobre a alienação e opressão do homem no mundo moderno. Destaques: Time, Money, Us and them, Brain demage e Eclipse. É o disco que definiu a sonoridade por excelência do Pink Floyd: com a melódica e triste guitarra de Gilmour e os teclados melancólicos de Wright fazendo uma “cama sonora”, ao mesmo tempo em que as composições e as letras de Waters fazem grandes críticas ao mundo moderno. Aliás, Waters criou neste disco um grande conceito sobre a alienação e a violência, tratando das dores do “homem comum” e de como a insanidade pode estar virando a esquina. É um trabalho magistral. Apesar disso, foi um trabalho tenso em seus momentos finais, com uma disputa entre Waters e Gilmour em como o disco deveria soar. Para isso, o produtor Chris Thomas (que trabalhou com Beatles e Elton John) foi convidado como “consultor de mixagem” para dar uma polida no som que servisse como intermediário entre os dois homens da banda. Também vale o destaque ao engenheiro de som Alan Parsons, que fez um trabalho incrível ajudando o grupo a conseguir a beleza de seu som (e ficou tão famoso que depois lançou seu próprio grupo de rock, The Alan Parsons Project).

O HQRock tem um post específico sobre a produção do Darkside of the Moon. Leia aqui!

pink floyd WishYouWereHere (moldura)Wish You Were Here – 1975

A banda faz um tributo ao seu ex-líder e fundador, Syd Barrett, em letras sobre a loucura e o mundo do showbizz. A sonoridade espacial e melancólica do Pink Floyd atinge seu auge. Destaques: Shine on you crazy diamond, Have a cigar, Wish you were here. Este álbum pode não ser melhor do que Darkside…, porém, é dono de uma beleza incrível em faixas impressionantes. O Pink Floyd volta à fórmula de apenas cinco faixas num álbum, mas agora novamente casando o experimentalismo instrumental com as canções de cunho folk. Shine on… é repleta de suítes (com destaque aos teclados de Richard Wright) e é dividida em 9 partes, das quais uma porção abre e outra fecha o disco. A letra é aquela que lida mais diretamente com o legado de Barrett, onde Waters constrói uma poética belíssima em homenagem ao velho amigo. A ausência é o tema que o compositor explora ao longo do disco, associando tal sentimento à indústria musical numa jogada genial. A faixa-título se transformaria numa das baladas mais famosas da banda.

PINK FLOYD Animals ItalyAnimals – 1977

A unidade que foi o Pink Floyd nos últimos quatro álbuns começa a ruir. Em meio a brigas e tensões, um álbum que faz uma versão musical de A Revolução dos Bichos de George Orwell. Última obra de rock progressivo da banda e a primeira em que Roger Waters faz quase todos os vocais. Destaques: Dogs e Sheep. Até aqui, o Pink Floyd tinha conseguido equilibrar as composições e as letras de Waters com a musicalidade de Gilmour e Wright, mas este edifício desaba em Animals. A verborragia de Waters não casa mais com o som da banda e as canções perdem algo de sua beleza pujante dos discos anteriores. Wright tem uma participação mais discreta dessa vez e, embora Gilmour faça um dos solos mais impressionantes de sua carreira em Dogs, esta é também a única das faixas em que faz os vocais (e ainda assim, apenas na primeira parte). Desse modo, apesar de sua relevância temática e de algumas passagens geniais, Animals empalidece diante do restante da obra da banda em sua fase áurea. É o último álbum do Pink Floyd com os créditos de produção divididos entre o quarteto.

Pink Floyd 1979-the-wall coverThe Wall – 1979

Após uma pausa em que Gilmour e Wright lançaram seus primeiros álbuns solo, a banda volta aos mesmos problemas – e os dois não têm mais material para contribuir, de modo que Roger Waters domina tudo, cantando quase todas as faixas, compondo praticamente todas as canções a agindo com um tipo de ditador dentro do grupo. The Wall é uma Ópera Rock que narra a história de um roqueiro atormentado pela morte do pai na guerra, uma mãe controladora e a incapacidade de se relacionar com os outros. Um álbum duplo de grande sucesso e um dos discos mais vendidos da história do rock. Destaques: Another brick in the wall (part II), Mother, Hey, you, Confortably numb e Run like hell. Definitivamente, este não é um álbum de rock progressivo, com o Pink Floyd fazendo uma sonoridade mais tradicional de rock clássico, com pouquíssimas passagens instrumentais mais demoradas. Gilmour canta apenas algumas das faixas, embora ainda faça bonito em Another brick in the wall (part II), Mother e Confortably numb, onde também produz seu solo de guitarra mais bonito e célebre. Esta ainda é uma das duas canções que coassina ao lado de Waters. Wright novamente faz um trabalho mais discreto, já que chegou a ser demitido da banda em meio às gravações, por causa de uma desavença com Waters. Portanto, The Wall é o último disco da “formação clássica” do Pink Floyd. A produção do álbum coube a Waters, Gilmour, James Guthrie e Bob Ezrin e o sucesso insano obrigou a banda a lançar seu primeiro single em mais de uma década, com Another brick in the wall (part II), que se tornou a canção mais famosa no repertório do grupo.

O HQRock tem um post especial sobre o The Wall. Leia aqui!

pink floyd the final cutThe Final Cut – 1983

Após uma estressante turnê para divulgar o álbum anterior, o tecladista Richard Wright é oficialmente expulso da banda, que se torna um trio com Waters, Gilmour e Mason. Este álbum é quase uma continuação do anterior, com Waters cantando e compondo tudo. É um disco diferente, mais tranquilo (em termos de sonoridade, apenas, as letras são perturbadoras), cheio de orquestras e com Gilmour e Mason tratados como meros músicos de estúdio, com participações mais discretas. Todas essas características tornam The Final Cut um álbum exótico no catálogo do Pink Floyd, pois sua sonoridade é muito distinta, fazendo-o ser um daqueles discos que se ama ou odeia. Ainda assim, Waters faz uma obra impressionante relacionando as desilusões do pós-guerra com a ascensão  conservadora de Margareth Tatcher ao poder na Inglaterra. Destaques: The gunners dreams, The final cut.

pinkfloyd-a_moment_lapse_of_reasonA Momentary Lapse of Reason – 1987

Waters anunciou o fim do Pink Floyd e Gilmour e Mason reagiram: entraram num processo judicial para expulsar Waters e manter o direito da dupla usar o nome da banda. Eles ganharam e lançaram este álbum, onde trazem Wright de volta. A sonoridade é mais pop, embora procure remeter aos tempos de Darkside of the Moon. O disco mimetiza o passado do Pink Floyd, embora com muita competência e alguns excessos sonoros típicos dos anos 1980. Ainda assim, é possível sentir (apenas em alguns momentos) a força do reencontro da guitarra de Gilmour e dos teclados de Wright. Este é o primeiro (e único) álbum do Pink Floyd em que Gilmour compôs todas as faixas e canta tudo. As letras, porém, são realizadas por um batalhão de escritores profissionais, liderados por Anthony Moore. Ainda assim, procuram abordar temas relevantes como a guerra e o sofrimento. Destaques: Learn to fly, On the turning away, Sorrow. A produção é assinada por Gilmour e Bob Ezrin.

pink-floyd-the-division-bellThe Division Bell – 1994

O trio Gilmour, Wright e Mason está de volta pela última vez em um álbum muito (mas muito) melhor do que o anterior. Agora, Wright divide o crédito das composições e a banda está mais coesa e afinada. A sonoridade ainda é mais pop, mas de melhor qualidade, trazendo de voltas as seções instrumentais interessantes e o diálogo entre os teclados e a guitarra. Destaques: Poles apart, Wearing the inside out, Take it back, Coming back to life, High hopes. As letras cabem em sua maioria à romancista Polly Samson, a esposa de Gilmour; enquanto Anthony Moore assina a letra de Wearing the inside out, a primeira composição de Wright registrada em um álbum do Pink Floyd em quase 20 anos. Também traz de volta sua bela voz à linha de frente. A produção é dividida entre a banda, Bob Ezrin e James Gutrie.

***

Depois disso, o Pink Floyd nunca mais se reuniu em estúdio e fez seu último show oficial em 1996. Depois, Gilmour avisou que a banda jamais se reuniria em estúdio.

Em 2005, por ocasião do concerto beneficente do Live 8 (contra a reunião do G8 e para que as dívidas dos países pobres fossem perdoadas) a formação clássica do Pink Floyd – Gilmour, Wright, Mason e Waters – se reuniu pela última vez. Em 2006, o fundador Syd Barrett morreu de diabetes. Em 2007, durante a turnê de seu novo álbum, Gilmour convidou Wright para tocar e cantar alguns clássicos da banda. O tecladista também faleceu, em 2008, vítima de câncer.

Gilmour e Waters se apresentaram juntos em outro concerto beneficente e o baterista Mason dizia sempre que tinha esperanças de que a banda – novamente um trio – possa se reunir para pelo menos um concerto no futuro.

De fato, Waters, Gilmour e Mason se reuniram em duas canções de um show do primeiro, em maio de 2011, em Londres, alimentando a esperança dos fãs do Pink Floyd realizar um concerto inteiro pela primeira vez em 15 anos. Quem sabe?

***

pink floyd the endless river

A capa de The Endless River: novo disco depois de 20 anos.

The Endless River – 2014

Praticamente de surpresa, o Pink Floyd lançou este que é anunciado como o seu último disco. Na verdade, embora inédito, The Endless River é montado a partir de velhas gravações, realizadas no distante 1993, como preparação para o que resultou ser o The Division Bell. Surge, portanto, como uma homenagem a Richard Wright, talvez a grande estrela desses registros. The Endless River é um disco instrumental, na qual Gilmour, Wright e Mason retomam suas origens de banda experimental e pautam um álbum duplo em canções abstratas e esparsas tal qual eram em 1969 e 1970. Apesar da estranheza dos novos fãs (que não compreenderam a proposta do disco), o novo álbum é sensacional e traz um toque de calmaria e tranquilidade ao cenário musical contemporâneo, com o space rock do Pink Floyd. Apenas uma única faixa é cantada: Louder tha words, em que a escritora Polly Samson escreveu uma letra e Gilmour canta sobre uma relação que não é construída por palavras, mas por gestos e música. Como era sua relação com Wright e com o próprio Pink Floyd como um todo. Destaques: It’s what we do, Sum, Skins, Allons-y (1), Autum’ 68.

About hqrock - Irapuan Peixoto

Doutor em Sociologia, professor universitário, músico e escritor amador. Nascido em 1979, já via quadrinhos antes de aprender a ler. Coleciona revistas desde 1990. É roqueiro de nascença. Toca em bandas de vez em quando, mas está gravando um disco com suas composições.

Posted on 29/05/2011, in Álbum, Biografias: Rock, Discografia Completa, Pink Floyd, Resenhas, Rock Clássico. Bookmark the permalink. 15 comentários.

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