Rolling Stones: Banda anuncia turnê pelos EUA

Stones: de volta aos EUA.

Stones: de volta aos EUA.

A lendária banda britânica The Rolling Stones anunciou ontem uma turnê de primavera pelos Estados Unidos.

O grupo inicia seu passeio em San Diego, em 27 de maio e prossegue até Buffalo (no Estado de Nova York) no dia 11 de julho, com mais uma data no dia 15, em Quebec no Canadá, incluindo passagens em Dallas, Nashville, Pittsburg, Kansas City e Detroit.

O Brasil aguarda uma turnê da banda por aqui ainda este ano, o que deve ocorrer no segundo semestre. Inicialmente, a excursão nacional estava prevista para o mês de março passado, porém, vários motivos (incluindo doenças e a morte da namorada de Mick Jagger) levaram a uma série de adiamentos que postergaram nossa vez.

Os Rolling Stones se formaram em Londres em 1962, dentro do circuito de R&B da cidade. Lançaram seus primeiros discos no ano seguinte e em 1964 alçaram o sucesso nacional. Em seguida, em 1965, veio o superhit (I can’t get no) Satisfaction e a aclamação mundial. Desde então, é uma das principais e mais influentes bandas de rock ainda em atividade.

Formado originalmente por Mick Jagger (vocais), Keith Richards (guitarra), Brian Jones(guitarra), Bill Wyman (baixo) e Charles Watts (bateria), a banda perdeu Jones em 1969, que foi substituído por Mick Taylor; que por sua vez deixou o grupo em 1975, cedendo lugar a Ron Wood. Com a saída de Wyman em 1993, desde então, os Stones mantém-se como um quarteto com Jagger, Richards, Wood e Watts.

Flash/ Arrow: Novo spin-off reunirá Atom, Firestorm, Canário Negro e Hawkgirl

Ciara Renné irá interpretar a Mulher-Gavião no spin-off de Arrow e Flash.

Ciara Renné irá interpretar a Mulher-Gavião no spin-off de Arrow e Flash.

Enquanto tenta ganhar espaço nos cinemas,  DC Comics investe pesado na TV. Com o sucesso das séries Arrow e The Flash, que narram as aventuras do Arqueiro Verde e do Flash, exibidos pelo The CW, a editora de quadrinhos agora investe em mais um derivado da primeira. Um terceiro programa, de nome ainda não revelado, será produzido e reunirá uma série de personagens apresentados nas duas séries citadas (que se cruzam constantemente): Elektron (The Atom), Nuclear (Firestorm) e Canário Negro irão ter aventuras próprias, juntamente à participação dos vilões Capitão Frio e Heatwave. Um novo nome foi acrescentado ontem: A Mulher-Gavião (Hawkgirl) será interpretada por Ciara Renée.

O Gavião Negro e a Mulher-Gavião nas HQs.

O Gavião Negro e a Mulher-Gavião nas HQs.

Não está claro ainda qual será a dinâmica do programa nem seu mote: aventuras conjuntas ou individuais? Mas é certo que alguns outros novos personagens serão apresentados. Dentre eles, há uma aposta forte no Gladiador Dourado.

Outra dúvida referente ao novo programa é como a Canário Negro estará presente, já que a atriz escalada é Caity Lotz, cuja personagem Sarah Lane foi morta em Arrow recentemente.

O trio de produtores Greg Berlanti (de Brothers & Sisters), Marc Guggenheim (de FlashForward) e Andrew Kreisberg (de Vampire Diaries e Fringe) também será o responsável pela nova série.

A personagem chamada Shiera Sanders foi criada pelo escritor Gardner Fox e o desenhista Dennis Neville, aparecendo em Flash Comics 01, de 1940, na mesma aventura que introduziu o herói Gavião Negro (Hawkman). Pouco tempo depois, Fox e o desenhista Sheldon Moldoff transformaram Shiera na Mulher-Gavião (Hawkgirl) em All-Star Comics 05, de 1941. A Mulher-Gavião foi uma das primeiras super-heroínas uniformizada, tendo surgido ainda antes da Mulher-Maravilha. A personagem continuou a ser publicada ao longo das décadas, quase sempre como coadjuvante das aventuras do Gavião Negro. A personagem ingressou na Liga da Justiça em Justice League of America 146, de 1977.

A Mulher-Gavião apareceu como personagem fixa no famoso desenho animado em Justice League – The Animated Series e também apareceu brevemente na série de TV Smallville.

Eric Clapton: Deus da guitarra faz 70 anos

Clapton chega aos 70 anos.

Clapton chega aos 70 anos.

Este post é uma versão atualizada de outro publicado há quatro anos atrás. Mas ele merece…

Hoje, 30 de março de 2015, o guitarrista britânico Eric Clapton faz aniversário de 70 anos. Um data redonda que serve para celebrar a importância de um dos músicos mais importantes do século XX, que deixa um legado imenso ao rock, ao blues e à música popular em geral.

Aclamado nos anos 1960 como “o deus da guitarra“, esse fã de blues construiu uma carreira meteórica; fez sucesso de público e crítica; namorou a mulher do melhor amigo; se afundou nas drogas; deu a volta por cima; ampliou o seu público mais ainda; afundou no álcool; se tratou para poder criar o filho; o filho morreu em um acidente; manteve-se sóbrio; fez mais sucesso ainda; e mantém-se como um músico respeitado, excursionando constantemente pela Europa, Japão e Estados Unidos. E agora fala em se aposentar.

Enfim, uma trajetória ímpar para uma “estrela” de tal magnitude. Não à toa a (recomendável) autobiografia do artista, Clapton, publicada em 2007, é uma obra de superação, de um homem enfrentando seus demônios e vencendo ao final.

Para celebrar a data, o HQRock faz um apanhado da longa e profícua carreira do maior dos guitarristas britânicos, quiçá de todo o rock clássico.

Juventude:

Clapton criança em fotografia usada na capa do álbum Reptile, de 2000.

Clapton criança em fotografia usada na capa do álbum Reptile, de 2000.

Eric Patrick Clapton é um típico representante da geração do pós-guerra: nasceu em Ripley, nos arredores de Londres, em 1945, filho da adolescente Patricia Clapton, de família operária, e um soldado canadense de passagem pela Inglaterra em plena II Guerra Mundial. Para evitar escândalos, o menino Eric foi criado como “filho” dos avôs e só descobriu a verdade aos 09 anos de idade. Imagine o choque em sua mente juvenil ao descobrir que sua “irmã” era, na verdade, a sua mãe! Por isso, o problema de identidade sempre cercou a obra do artista.

Na adolescência, canalizou a rebeldia por meio do rock and roll: em 1956, o gênero explodiu na Grã-Bretanha com os sucessos de Elvis Presley, Bill Harley, Chuck Berry e Little Richard. O pequeno Eric encontrou na música uma válvula de escape para seus problemas pessoais e familiares. A paixão era tão grande que seu avó carpinteiro fez um grande esforço para lhe comprar um violão barato.

Leadbelly, herói do blues rural: sucesso na Europa e não nos EUA.

Leadbelly, herói do blues rural: sucesso na Europa e não nos EUA.

Na medida em que avançava na adolescência, Clapton descobriu o blues, que se transformou em sua maior paixão musical. O cenário britânico era muito favorável ao blues: enquanto os bluesmen sofriam preconceito racial nos EUA e eram completos desconhecidos do público em seu país natal; no Reino Unido, o blues gerou uma curiosidade musical (e cultural) genuína, pegando carona na febre do jazz que assolou a Europa a partir dos anos 1920. Na medida em que surgiam bandas de jazz na Europa e estas iam excursionar nos EUA, voltavam para casa levando discos de blues que passaram a ser apreciados especialmente nos anos 1950.

Foi essa onda que permitiu artistas como Leadbelly – um notório bluesman rural – a ir viver na Europa e passar seus últimos dias como um músico e compositor respeitável. A emergência do blues elétrico de Chicago nos anos 1950 não freou o movimento e, logo, esses novos artistas também passaram a fazer sucesso em um circuito específico de apreciadores de blues e jazz.

Assim, no início dos anos 1960, Londres viu nascer uma forte cena de R&B (Rhythm and Blues), o nome dado a esse novo blues elétrico. Curiosamente, esse movimento uniu duas “gangues” que antes não “se bicavam”: os apreciadores do jazz e os amantes do rock. Não é à toa que ex-membros de uma banda de jazz montaram aquela que seria a banda seminal do novo movimento: The Blues Incorporated, liderada por Alexis Korner no violão, ladeado por Cyrill Davis na gaita.

Um Mick Jagger adolescente canta no Blues Incorporated, com Jack Bruce ao fundo no baixo acústico.

Um Mick Jagger adolescente canta no Blues Incorporated, com Jack Bruce ao fundo no baixo acústico.

Korner era um sujeito gregário e gostava de reunir aqueles jovens amantes de rock que queriam tocar R&B e transformou sua banda em um time não-fixo de músicos, o que permitiu que grande parte das futuras estrelas do rock britânico tivessem sua iniciação nas fileiras do The Blues Incorporated, como: os vocalistas Mick Jagger (Rolling Stones) e Long John Baldry (Bluesology); o guitarrista Brian Jones (Rolling Stones); o baixista Jack Bruce (Cream); os bateristas Ginger Baker (Cream), Charlie Watts (Rolling Stones); o pianista Nick Hopkins; e muitos outros.

Korner também incentivou a formação de vários outros grupos, das quais os Rolling Stones foram os mais notórios. mas também outros como The Graham Bond Organisation, The John Mayall’s BluesBreakers e Cyrill Davis and the All Stars. Este último reuniu em suas fileiras os guitarristas Jeff Beck e Jimmy Page e teve Long John Baldry como vocalista. Com a morte de Davis em 1964, a banda mudou de nome para Long John Baldry and the Hootchie Cockie Men, que teve Rod Stewart como vocalista. Baldry depois montou o Bluesology, que revelou o pianista Elton John.

Toda essa cena estava em seu início fervilhante nos anos de 1961 e 1962, quando um ainda adolescente Eric Clapton assistiu assombrado seu primeiro show da Blues Incorporated, que na ocasião reunia Korner com Cyril Davis na gaita, Brian Jones fazendo uma guitarra slide, Jack Bruce no baixo, Charlie Watts na bateria e Nick Hopkins no piano. Vendo os concertos daquela banda, Clapton decidiu que precisava de uma guitarra elétrica.

Um Eric Clapton adolescente e sua guitarra, começando a carreira.

Um Eric Clapton adolescente e sua guitarra, começando a carreira.

Naquele tempo, o jovem trabalhava como carpinteiro auxiliando o avô, de modo que juntou dinheiro para adquirir sua primeira guitarra elétrica. Se até então a música era um hobby do jovem Eric, agora, o rapaz visualizava uma carreira profissional como guitarrista. Ao mesmo tempo, ingressou numa Escola de Belas Artes, o que lhe deu a oportunidade de participar de suas primeiras bandas.

A primeira que ingressou foi a já existente The Roosters, que tinha sido fundada pelo futuro membro dos Rolling Stones, Brian Jones e o vocalista Paul Jones (não são parentes), que ficaria famoso na banda The Manfred Mann. Depois, Clapton foi convidado a ingressar em uma banda originária de Liverpool chamada Casey Jones and the Engineers, na qual passou apenas algumas semanas.

The Yardbirds:

Clapton (dir.) nos Yardbirds: banda lendária que incendiava os clubes londrinos.

A carreira de Clapton alavancou com esta banda de R&B que conheceu na faculdade. E Clapton não só acrescentou mais técnica à banda: dois meses após sua entrada, o grupo ganhou certa notoriedade na Cena de R&B de Londres, quando substituiu os Rolling Stones como banda da casa do Crawdaddy Club, em Richmond, nos fins de 1963.

The Yardbirds era então formado por: Keith Relf (vocais e gaita), Eric Clapton e Chris Dreja (guitarras), Paul Samwell-Smith (baixo) e Jim McCarthy (bateria). O repertório era formado por canções de notáveis bluesmen elétricos, como Muddy Waters, Jimmy Reed e Bo Didley.

Capa de Five Live Yardbirds: primeiro álbum da carreira de Clapton.

Capa de Five Live Yardbirds: primeiro álbum da carreira de Clapton.

A carreira dos Yardbirds foi meteórica, já que no início de 1964 lançaram seu primeiro compacto (I wish you would), seguido depois pelo segundo (Good morning little school girl). Um detalhe curioso: esta última canção foi a estreia de Clapton no microfone, fazendo os backings vocals para Relf.

Embora não tenham atingido as paradas de sucesso de modo significativo, esses lançamentos incendiaram a cena R&B por causa da agressividade das gravações dos Yardbirds e de seus shows incendiários. Esta última faceta, inclusive, foi posta à prova com o lançamento do álbum Five Live Yardbirds, que traz um concerto gravado no The Marquee Club e é sensacional! Tudo isso foi o suficiente para por o grupo em algumas apresentações na TV.

Outro ponto interessante da carreira deles naquele momento foi a excursão com o bluesman norteamericano Sonny Boy Williamson, que anos mais tarde seria lançado em um álbum ao vivo. Isso se inseria no contexto do esforço de artistas e empresários britânicos de promoverem turnês na Europa com os bluesmen originais dos EUA, o que rendeu o The Blues and Folk International Festival, na qual inúmeros artistas negros se apresentaram no velho continente.

Clapton se via, então, como um herdeiro daquela tradição do blues, agindo como um purista. Por isso, decidiu largar os Yardbirds depois da gravação do compacto For your love, em março de 1965 (quando completava seus 20 anos!) irritado pelo fato da banda adotar uma sonoridade mais comercial. Curiosamente, tal faixa levou a banda a se tornar uma das mais famosas da Inglaterra e a estourar, também, nos Estados Unidos. Mas quando isso aconteceu, Jeff Beck estava na guitarra em seu lugar.

The Bluesbreakers:

Escrito nos muros: “Clapton é deus”, em 1966.

Não demorou quase nada e Clapton ingressou na banda de John Mayall (voz e teclados), the Bluesbreakers, o primeiro grupo inglês de blues a gravar material original. Tocando blues de verdade – e não o “parente” R&B – Clapton mergulhou em seu território favorito, o que se refletiu em seu som. Passando a usar uma guitarra Gibson Les Paul, o músico virou uma sensação nos clubes londrinos. Logo, se transformou em uma celebridade dentro do circuito de R&B da cidade. Assim, em 1966, ele foi aclamado como “deus”: a pichação “Clapton is God” começou a aparecer pichada nos muros e no metrô de Londres.

O clássico álbum com os Bluesbreakers: Clapton em sua melhor forma como guitarrista.

A fama do guitarrista fez com que 0 único álbum que gravou com a nova banda – não à toda chamado The Bluesbreakers with Eric Clapton, de 1966 – se tornou o primeiro álbum de blues a entrar no Top20 das paradas britânicas e é uma obra-prima, o marco inicial do subgênero blues rock que daria origem, anos depois, ao hard rock e ao heavy metal.

O disco mostra a influência da nova geração de bluesmen elétricos, como Buddy Guy e Otis Rush. O som da guitarra em faixas como Hideway e All your love são simplesmente fantásticos. O disco também traz a estreia de Clapton como cantor solo: em Ramblin’ on my mind, de autoria de seu herói Robert Johnson (um bluesmen dos anos 1930).

Cream:

Cream: uma das bandas mais psicodélicas e potentes dos anos 1960.

O que fazer quando se é eleito o melhor guitarrista da Inglaterra? Clapton deu a resposta: se unir ao melhor baixista e ao melhor baterista, Jack Bruce e Ginger Baker, respectivamente. O jornal Melody Maker escolheu o trio de melhores instrumentistas do país no início de 1966. Coincidência ou não, seis meses depois estreou o Cream com eles, formando o primeiro “supergrupo” do rock – aqueles onde os membros já são famosos antes de montá-los. A banda, claro, causou a maior sensação e impressionou com a potência e a fúria sonora de seu som ao vivo.

O impacto da criação dessa banda foi enorme na Inglaterra e a banda foi aclamada antes mesmo de gravar qualquer canção. O Cream, inclusive, testou insistentemente seus admiradores tentando se provar uma boa banda de música, e não apenas um show pirotécnico de técnica e fúria como eram seus shows: os dois primeiros compactos da banda eram canções pop que flertavam com o vaudeville (um típico som tradicional originário do século XIX): Wrapping papers e I feel free.

Eric Clapton em seu esplendor psicodélico em 1967.

Eric Clapton em seu esplendor psicodélico em 1967.

Naquele momento, Clapton não era mais um purista do blues: impressionado com a nascente onda psicodélica desenvolvida por bandas como Beatles e Rolling Stones, o guitarrista absorveu a influência e desenvolveu no Cream um blues rock com ares pop e psicodélico ao mesmo tempo. Se os shows eram incendiários, com improvisações que transformavam as canções em peças de 15 ou 20 minutos de duração e solos intermináveis; os discos traduziam isso para uma linguagem ligeiramente mais tradicional, com canções fortes, pesadas e arranjos psicodélicos e criativos.

O Cream se tornou uma das maiores sensações da cena psicodélica da Inglaterra e foram os grandes incentivadores de outra banda que fez muito sucesso: The Jimi Hendrix Experience, que lançou Hendrix ao mundo. As duas lendas da guitarra viraram grandes amigos.

O Cream psicodélico em 1967.

O Cream psicodélico em 1967.

Se antes, Clapton era uma celebridade da cena R&B londrina, o Cream o transformou em um astro, com a banda sendo um dos maiores sucessos da década e vendendo tanto quanto Beatles e Stones. Apesar do baixista Jack Bruce ser o vocalista principal e o compositor da maioria das canções do Cream, o carisma de Clapton e sua guitarra se tornaram na “face pública” da banda. Isso ficou ainda mais evidente quando, após o sucesso do primeiro álbum, Fresh Cream, de 1966, o grupo foi gravar seu segundo álbum nos EUA.

Os executivos da gravadora Atlantic perceberam que Clapton era a “estrela” da banda e incentivaram o guitarrista a compor mais e assumir os vocais, de modo que o álbum Disraeli Gears, lançado em 1967, trouxe duas canções suas: Strange Brew e Tales of brave Ullysses. Além disso, o grande hit do disco, Sunshine of your love, é assinado por Bruce e Clapton, juntamente ao letrista Pete Brown.

Ginger Baker, Jack Bruce e Clapton: guerra de egos.

Ginger Baker, Jack Bruce e Clapton: guerra de egos.

Contudo, o Cream também era uma guerra de egos, especialmente entre Jack Bruce e Ginger Baker (que já tinham tocado juntos no Blues Incorporated e na Graham Bond Organisation), que simplesmente se detestavam. Ao mesmo tempo, Clapton se desencantava com a pirotécnica da banda, ficando cada vez mais interessado na sonoridade limpa e sincera de grupos como The Band, que lançou seu primeiro álbum em 1968. Assim, após o lançamento do álbum duplo Wheels of Fire (com um disco em estúdio e outro ao vivo), o Cream se despediu do público com o The Farewell Concert no Royal Albert Hall, em novembro daquele ano. Ainda assim, um último álbum do Cream foi lançado no início de 1969, apropriadamente chamado Goodbye.

Este disco abria outro capítulo na vida de Clapton expressa na canção Badge, uma parceria dele com o beatle George Harrison e que foi o grande hit do álbum.

Dirty Mac, com Lennon, Clapton e Richards.

Dirty Mac, com Lennon, Clapton e Richards.

Enquanto se despedia do Cream, Clapton estreitava seus laços com outros músicos da cena musical londrina. Amigo dos beatles John Lennon e George Harrison desde 1964, o guitarrista estreitou as relações com o quarteto de Liverpool naquele período, passando a fazer parte do círculo interno da banda mais famosa do mundo. Por isso, terminou contribuindo para um solo memorável na canção While my guitar gently weeps, de Harrison, lançada no White Album, de 1968.

Clapton também se uniu a John Lennon na banda-de-uma-noite-só The Dirty Mac, que se apresentou no Rock and Roll Circus dos Rolling Stones, tocando uma versão magistral de Yer blues, de Lennon, outra canção dos Beatles lançada no White Album. Além de Lennon e Clapton nas guitarras, a banda improvisada trazia o stone Keith Richards no baixo e o baterista Mitch Mitchell (do The Jimi Hendrix Experience).

Blind Faith:

Blind Faith: união dos gênios de Winwood e Clapton. Um único (e fantástico) disco.

De um supergrupo para outro. Infeliz no Cream, Clapton se uniu ao superastro e “menino prodígio” (só tinha 19 anos) Steve Winwood, que fizera sucesso nos anos anteriores em duas bandas: The Spencer Davis Group e Traffic. Com Clapton nas guitarras e Winwood nos teclados e voz, a banda tinha ainda Ric Gresh no baixo e Ginger Baker na bateria. Novamente, se gerou bastante expectativa, o grupo estreou em um grande concerto no Hyde Park de Londres para 200 mil pessoas e lançou um álbum homônimo de grande sucesso.

Blind Faith, o álbum, traz uma das mais célebres entre as primeiras composições de Clapton: Presence of the Lord; além outras de Winwood, como Can’t find my way home. Contudo, tendo em vista Winwood ser um dos maiores vocalistas da história do rock, ao contrário de todos os seus outros grupos, Clapton não canta nesta banda.

Apesar do sucesso do Blind Faith, Clapton nunca foi feliz dentro desse grupo, talvez porque a presença de Ginger Baker trazia ecos demais do Cream. Por isso, após uma turnê de verão pelos EUA, Clapton se viu novamente tocando em um supergrupo enquanto queria fazer um som mais simples. O Blind Faith nunca mais se agrupou novamente.

Delaney, Bonnie & Friends (e outros):

Clapton, Delaney e Bonnie Bramlett: fazendo uma combinação explosiva de rock, blues e soul.

Clapton, Delaney e Bonnie Bramlett: fazendo uma combinação explosiva de rock, blues e soul.

Clapton encontrou a simplicidade na banda norteamericana Delaney, Bonnie & Friends, formada por renomados músicos de estúdio dos EUA, mas desprovidos de ego ou excentricidades. Clapton conheceu a banda durante a turnê do Blind Faith, na qual o DBF agiu como grupo de abertura. Encantado com o estilo mambembe e desapegado desse time de grandes instrumentistas, Clapton patrocinou uma turnê deles na Inglaterra e fez também algumas gravações.

O DBF tinha em seus quadros alguns dos mais célebres instrumentistas do rock clássico: Delaney Bramlett (vocais e guitarra), Bonnie Bramlett (vocais), Rita Colidge (vocais), Leon Russell (guitarra e piano), Carl Randle (baixo), Bobby Whitlock (teclados), Jim Gordon (bateria), Bobby Keys (saxofone), Jim Price (trumpete) e mais alguns outros ocasionais participantes. Na Inglaterra, o circuito musical do rock ficou encantado com eles, de modo que não apenas Clapton subiu ao palco com eles, mas vários outros músicos, como os guitarristas George Harrison (Beatles) e Dave Mason (Traffic).

Lennon se apresenta com Eric Clapton em 1969.

Lennon se apresenta com Eric Clapton em 1969.

Sem uma ocupação fixa naquele momento, Clapton também participou da Plastic Ono Band do ex-Beatles John Lennon, com a qual fez um concerto no Canadá – lançado no álbum Live Peace Toronto – e também alguns outros shows menores e a gravação do single Cold turkey.

A festa em torno do DBF durou o outono e o inverno de 1969/1970, mas nem eles puderam resistir à colisão de egos. Entretanto, eles ainda deixariam três legados importantes à carreira de Clapton.

A capa de Eric Clapton, de 1970: melhor álbum da carreira.

A capa de Eric Clapton, de 1970: melhor álbum da carreira.

O primeiro deles foi o primeiro álbum solo do guitarrista: Eric Clapton, lançado em 1970 (há um post sobre ele aqui no HQRock), um clássico do rock e, talvez, o melhor disco de toda a carreira do músico. O grande incentivador da empreitada foi o líder do DBF, Delaney Bramlett, convenceu Clapton a gravar e também produziu o álbum, usando o DBF como banda de apoio, além das participações especiais de George Harrison, David Mason e Stephen Stills.

O segundo legado foi a célebre participação de Clapton no álbum de George Harrison, All Things Must Pass, lançado ainda em 1970. Um batalhão dos melhores músicos ingleses e norteamericanos tocaram naquele disco triplo, dentre os quais Clapton e os DBF. Infelizmente, esta banda se dissolveu exatamente durante as sessões de gravação do disco, fazendo com que um novo grupo surgisse dali e este é o terceiro legado.

Derek and the Dominos:

Derek and the Dominos: músicos do mais alto calibre em gravações sensacionais.

Derek and the Dominos: músicos do mais alto calibre em gravações sensacionais.

Tendo em vista a fragmentação do DBF, Clapton conseguiu manter o núcleo base da banda ao seu lado: ele próprio nos vocais e guitarra, Carl Randle no baixo, Bobby Whitlock nos teclados e Jim Gordon na bateria. Esse núcleo enxuto foi a primeira banda na qual o guitarrista emergia como líder inconteste (já que antes dividiu ou cedeu a função a John Mayall, Jack Bruce e Steve Winwood). Entretanto, um pouco cansado do peso de sua própria fama, o deus da guitarra decidiu fazer um joguinho e criar algo como uma identidade secreta, batizando a banda de Derek and the Dominos.

Como já escrito, o Derek and the Dominos se formou nas gravações de All Things Must Past de George Harrison, sendo o grupo de músicos que toca nas faixas mais rock and roll do álbum. Inclusive, foi durante aquelas sessões que o grupo gravou seu primeiro single, aproveitando o produtor Phil Spector e o apoio de Harrison na outra guitarra. As canções foram Tell the truth e Roll it over. O ex-guitarrista do Traffic, Dave Mason, também tocou nessas sessões e considerou seriamente ingressar no grupo de forma fixa.

A modelo britânica Pattie Boyd, vértice do triangulo amoroso com George Harrison e Eric Clapton: musa inspiradora.

Pattie Boyd: pivô de triângulo.

O Derek and the Dominos conseguiu agendar shows rapidamente no circuito de clubes e um contrato com a gravadora. Mas apesar da grande banda que tinha consigo, do repertório fenomenal que estavam montando e de uma sequência de apresentações mais tranquilas do que nos tempos do Cream, Clapton viva um tremendo inferno astral na vida pessoal. O músico estava apaixonado pela mulher de seu melhor amigo, George Harrison.

Nos últimos anos, Clapton e Harrison viviam como dois irmãos, sempre juntos e tocando e fazendo shows. Contudo, o deus da guitarra terminou se apaixonando por Patti Boyd, a esposa do ex-beatle. Boyd era uma modelo famosa e uma mulher lindíssima. Porém, era extremamente infeliz na vida conjugal, tendo que aturar as “puladas de cerca” constante do marido e o fato dele não se interessar mais pelo “amor físico” com ela, pois estava muito envolvido com as seitas transedentais e o misticismo. Ao mesmo tempo, Clapton estava ali: bonito, simpático, prestativo, disponível e apaixonado.

Patti Boyd cedeu aos encantos do deus da guitarra, mas ao mesmo tempo, não estava disposta – pelo menos de imediato – a largar o marido ex-beatle, o que enchia Clapton de dor e culpa. E a situação era ainda mais complexa, já que Eric não só namorava a irmã de Patti na ocasião, como também, Harrison terminou descobrindo o caso. Harrison e Clapton chegaram a sair nos socos em um estacionamento, porém, terminaram resolvendo a coisa no modo inglês: sem falar nada e seguindo adiante.

A capa de Layla: clássico do sofrimento por amor.

A capa de Layla: clássico do sofrimento por amor.

O amor meio-correspondido por Pattie já tinha enchido o repertório do álbum Eric Clapton e ganhou uma sequência com o disco do Derek and the Dominos: Layla and Others Assorted Love Songs, outro clássico, lançado em dezembro de 1970. Para se afastar de George e Pattie, Eric decidiu ir para os EUA e gravar o disco lá com Tom Dowd, o engenheiro de som dos discos do Cream. No meio das sessões, o quarteto foi acrescido do guitarrista norteamericano Duane Allman, membro da seminal banda de southern rock The Allman Brothers, que tocou como uma participação especial, fazendo guitarra slide.

O período das gravações continuou turbulento por causa da morte de Jimi Hendrix em setembro, que era um grande amigo de Clapton. Aliás, no dia da morte de Hendrix ele iria encontrar Clapton em um pub e este estava levando uma guitarra de presente para ele. Eric ficou arrasado e, em homenagem, gravou a faixa Little wing, de Hendrix, no disco.

O álbum não fez tanto sucesso de vendas quanto o guitarrista estava acostumado – talvez o lance Eric/Derek tenha enganado parte do público (e agravadora imprimiu botons e adesivos com a frase “Derek é Eric”, mas parece que não adiantou) – e parte da crítica ficou confusa com o disco, mas inegavelmente, é um dos grandes clássicos de sua carreira, em faixas incríveis como Bell bottom blues, Anyday e Keep growing.

Mas claro, o grande destaque é a faixa Layla, uma ode a Pattie, na qual canta todo o sofrimento de seu amor embalado por um riff sensacional, uma levada enérgica, um arranjo fantástico e a ousadia de uma longa coda instrumental com uma melodia totalmente diferente, levada no piano.

No início de 1971, o Derek and the Dominos embarcou para os EUA, onde fez uma vitoriosa turnê – que seria registrada no futuro álbum In Concert - mas implodiu logo depois. De volta ao Reino Unido, a banda até começou a gravar seu segundo álbum, mas Clapton estava totalmente afundado no uso de drogas, especialmente heroína, e simplesmente, abandonou o barco. Bobby Whitlock tentou desesperadamente tirar Clapton de sua casa de campo, mas não conseguiu e a banda acabou.

Ostracismo:

George Harrison e Eric Clapton no Concert For Bangladesh, em 1971: apesar de amarem a mesma mulher, os dois permaneceram amigos.

Era início de um dos períodos mais conturbados da vida de Clapton: o guitarrista afundou nas drogas e passou praticamente três anos quase inativo, apenas ocasionalmente aparecendo em público. Dessas aparições, a mais célebre foi no Concert for Bangladesh, em agosto de 1971, um concerto beneficente organizado por George Harrison. Os amigos continuavam a tocar a vida no estilo inglês.

O vídeo do show mostra claramente um Eric Clapton acima do peso e enferrujado na guitarra, sem aquele brilho que marcara sua carreira até então.

A situação atingiu um estado crítico em 1973 e, temendo que Clapton morresse, um batalhão de amigos conseguiu que ele fizesse um programa de desintoxicação. Ao mesmo tempo, para animá-lo e trazê-lo de volta à ativa, Pete Townshend (do The Who), George Harrison e Steve Winwood organizaram um concerto no Rainbow Theatre para marcar a volta do deus da guitarra. O show seria lançado no disco Rainbow Concert, apesar de sua irregularidade.

Mas deu certo: Clapton fez um ousado tratamento com acupuntura e conseguiu voltar à ativa livre das drogas. Mas exagerando um pouco no álcool.

Patti Boyd: a musa seguiu o coração e se uniu a Clapton. Os dois viveram juntos de 1974 até o fim dos anos 1980.

Solo:

No início de 1974, Clapton voltou aos EUA e se juntou a uma banda que havia sido montada por Carl Randle (The Tulsa Boys), gravando e lançando 461 Ocean Boulevard, álbum que fez grande sucesso com o hit I shot the sheriff, regravação do então desconhecido Bob Marley. O disco reúne algumas composições novas (Let it grow a melhor delas) e alguns covers e foi um grande sucesso de vendas, chegando ao n.º 1 das paradas dos EUA.

O sucesso não foi apenas profissional. Naquela mesma época, Patti Boyd se separou de George Harrison e, como era inevitável, terminou cruzando seu caminho de novo com Clapton. O casal finalmente ficou unido oficialmente e chegaram ao matrimônio em 1979. Por outro lado, Clapton e Harrison retomaram normalmente sua amizade e continuaram gravando um no disco do outro quase sempre.

Slowhand: grande sucesso.

Slowhand: grande sucesso.

Em 1975, conseguiu outro grande hit com sua versão de Kockin’ on heavens doors de Bob Dylan , mas não no álbum There’s One in Every Crowd, mas recuperou o sucesso com No Reason To Cry (1976) e mais ainda com Slowhand (1977), que emplacou três grandes hits: Cocaine, Wonderfull tonight e Lay down Sally.

Com o início dos anos 1980, a carreira do guitarrista decaiu um pouco, motivada pelos seus problemas com o álcool. Mas depois, apesar de uma grave crise matrimonial, enfrentou uma lufada de sucesso em discos produzidos pelo baterista, cantor e compositor Phil Collins (do Genesis), Behind the Sun (1985) e August (1986).

Clapton e o filho Connor: chega de álcool!

Clapton e o filho Connor: chega de álcool!

O caso extraconjugal com uma produtora de TV italiana gerou seu primeiro filho, chamado Connor Clapton, que nasceu em 1986. Foi a pá de cal para o casamento com Patti Boyd, mas gerou ânimo o suficiente para que Clapton se internasse em uma clínica de recuperação (pela enésima vez), mas dessa vez, realmente decidisse ficar sóbrio, seguindo a cartilha dos 12 passos e frequentando os Alcoólatras Anônimos.

O álbum Journeyman (1989) fez um sucesso maior ainda – com hits como Forever man, Pretending e Bad love – e seguiu uma grande turnê mundial, encerrando o ciclo de shows em 1991 com uma série de concertos no seu amado Royal Albert Hall, que seriam lançados mais tarde no disco ao vivo e vídeo 24 Nights.

O álbum "Unplugged" ajudou Clapton a se tornar um dos maiores fenômenos de vendas dos anos 1990.

O álbum “Unplugged” ajudou Clapton a se tornar um dos maiores fenômenos de vendas dos anos 1990.

Infelizmente, seu filho Connor morreu em um acidente ao cair da janela de um apartamento, no fim de 1991. Seu requiém, Tears in heaven, lançada no ano seguinte, foi um de seus maiores sucessos e uma das mais dolorosas canções dos últimos tempos. Mostrando uma força interior incomum, o deus da guitarra não recaiu em sua dependência, e lidou com a dor trabalhando: gravou um show MTV Unplugged, em 1992, que se transformou em um dos maiores fenômenos de vendas da década e um disco premiado, coroando a fase mais celebrada de sua carreira recente.

Na impossibilidade de assumir um compromisso como frontman em termos de turnê, Clapton endossou uma turnê de seu amigo George Harrison pelo Japão, na qual forneceu sua banda como apoio e tocando ao seu lado.

Eric Clapton: início da despedida dos palcos em 2014.

Eric Clapton: início da despedida dos palcos em 2014.

E o sucesso ainda não acabou, prosseguindo com From the Cradle (1994), Pilgrim (1998) e Reptile (2001). Depois de uma longa turnê mundial em 2001-2002, Clapton não conseguiu mais retomar o sucesso da década anterior, mas encontrou espaço para realizar projetos pessoais: trabalhou com músicos como o bluesman B.B. King e o guitarrista J.J. Cale; e retomou projetos antigos, como uma reunião especial do Cream em 2005, uma sequência de turnês anuais com Steve Winwood e concertos com Jeff Beck em 2010. Também gravou um álbum em homenagem ao seu ídolo Robert Johnson e organizou várias edições anuais do Crossroad Festival, dedicado a reunir grandes nomes do rock e do blues e arrecadar fundos para uma instituição para adictos que mantém.

Clapton anda há muito afastado das paradas de sucesso e fala seriamente em se despedir das grandes turnês, mas o “deus da guitarra” continua produzindo. Sua obra imortal do passado lhe garante um lugar inquestionável no panteão do rock e do blues. E da música em geral, como um dos maiores gênios da história recente.

Clique aqui para conhecer a Discografia Completa de Eric Clapton.

Wolverine 3: Hugh Jackman diz que filme será sua “última vez” vivendo o personagem

Wolverine: Última vez de Hugh Jackman?

Wolverine: Última vez de Hugh Jackman?

Já há algum tempo, o ator australiano Hugh Jackman vem refletindo sobre sua idade e a capacidade de interpretar Wolverine, o herói mutante mais famoso da Marvel Comics, membro dos X-Men e adaptado aos cinemas pela 20th Century Fox. O astro parece ter uma ideia mais definitiva sobre isso nesses dias: hoje, postou na sua conta no Twitter que irá viver o personagem pela última vez, juntamente a uma imagem das garras metálicas do personagem.

O comentário logo causou algum frisson na internet não tanto pelo fim de sua temporada como o mutante Logan, afinal, depois de 15 anos e sete filmes não é surpresa alguma, pois ele não poderá viver o personagem para sempre (E já tem 46 anos de idade!). O ponto da repercussão foi sobre qual seria essa última vez: X-Men – Apocalipse, que está iniciando as filmagens agora e será lançado em 2016, ou já anunciado Wolverine 3, que chega aos cinemas em 2017.

Quem tirou as dúvidas foi o diretor deste último longa, James Mangold, que respondeu ao post de Jackman com a frase “não vejo a hora de fazer isso”.

Hugh Jackman como Wolverine em Dias de Um Futuro Esquecido.

Hugh Jackman como Wolverine em Dias de Um Futuro Esquecido.

Até a esta altura, não está totalmente claro se Wolverine estará presente em Apocalipse e, caso esteja, qual o grau de sua  participação. Tendo em vista que Logan só é “encontrado” pelos X-Men no primeiro filme da franquia, que se passa “no presente”, não faria muito sentido ele estar presente em Apocalipse, que se passa em 1983. O que deixa dúvidas nos fãs é que X-Men – Dias de Um Futuro Esquecido mudou toda a linha temporal da franquia dos mutantes, então, não se sabe o que vale e o que não vale em termos de cronologia. Honestamente, acho que nem a Fox sabe.

Os rumores dizem que Wolverine apareceria em Apocalipse em uma cena com Tempestade e Magneto no presente, ou seja, encarnados por Halle Berry e Ian McKellen, respectivamente. Qual seria o propósito dessa cena?

De qualquer modo, não seria mal ter um filme não-centrado em Wolverine para variar. X-Men – Primeira Classe foi assim e se deu muito bem. Afinal de contas, Wolverine 3, a sequência de Imortal, chega logo, logo, em 2017.

Agora, sem dúvidas, caso Hugh Jackman realmente se aposente de Wolverine em 2017, será o fim de uma era.

Só não é uma boa notícia para a Fox, afinal, a atriz Jennifer Lawrence também disse em uma entrevistas esta semana que, após Apocalipse, está disposta a se despedir de Mística. O estúdio perderia dois de seus astros numa cajadada só.

De qualquer modo, renovar às vezes é bom.

Wolverine 3 será dirigido por James Mangold (o mesmo de Wolverine – Imortal) e chega aos cinemas em 03 de março de 2017. A história deve girar em torno da parceria entre Logan e o professor Charles Xavier.

Wolverine foi criado pelo roteirista Len Wein e o desenhista John Romita como coadjuvante de uma história do Hulk, em 1974. Um ano depois, foi incorporado (também por Wein) à novíssima formação dos X-Men, e desde então, é um dos principais membros da equipe. Nos anos 1980, começou a ter suas aventuras solo e mantém-se como um dos personagens mais populares da Marvel Comics. Atualmente, também é membros dos Vingadores.

 

007 – Spectre: Veja o primeiro trailer do próximo filme de James Bond

Finalmente, foi lançado o primeiro trailer de 007 – Spectre, próximo filme da série de cinema sobre James Bond, o agente secreto 007, da longeva franquia da EON Productions, levada ao cinema pela MGM Studios e Sony Pictures. Veja abaixo:

Poster oficial de Spectre.

Poster oficial de Spectre.

O vídeo dá o gancho da história: um tipo de arquivo secreto é encontrado pelo MI6 nas ruínas de Skyfall, a fazenda da família de James Bond destruída no filme anterior. Esse arquivo o levará à busca de um grande segredo, provavelmente, à SPECTRE, uma misteriosa organização terrorista. Praticamente sem ação – o que é impressionante em se tratando de um filme de 007 – o trailer foca na tensão dos personagens, fazendo um clímax no fim com a aparição do ator Christoph Waltz como “você sabe quem”.

Craig como Bond na primeira foto oficial de Spectre.

Craig como Bond na primeira foto oficial de Spectre.

Esse clima dá ótimos indícios de que o diretor Sam Mendes vai investir ainda mais na seriedade, tensão, suspense e construção de personagens do que em Operação Skyfall, que para muitos foi o melhor filme de 007 já realizado!

007 – Spectre tem história de John Logan, roteiro de Robert Wade e Neal Purvis; e direção de Sam Mendes, o mesmo do anterior Operação Skyfall. O elenco traz Daniel Craig (James Bond), Christoph Waltz (Oberhauser), Ralph Fiennes (M), Monica Bellucci (Lucia Sciarra), Naomie Harris (Moneypenny), Ben Whishaw (Q), Léa Seydoux (Madelaine Swann), Andrew Scott (Denbigh), Dave Bautista (Sr. Hinx) e Rory Kinnear. As filmagens iniciaram em dezembro e passaram por Londres, Cidade do México, Roma, Tânger e Efourd, no Marrocos, e na Áustria. A data de lançamento será em 06 de novembro de 2015.

James Bond, o 007, foi criado pelo escritor escocês Ian Fleming em 1953 como personagem de um romance de espionagem. Com o estrondoso sucesso, o autor produziu vários livros e o espião chegou aos cinemas pela primeira vez em 1962, fundando a mais longeva e bem-sucedida franquia do cinema em todos os tempos.

Deadpool: Veja a primeira imagem do herói com todo o seu uniforme

Logo do filme.

Logo do filme.

O ator Ryan Reynolds parece mesmo querer manter o interesse do público em Deadpool, filme que leva aos cinemas o louco personagem do universo dos X-Men da Marvel Comics, e produzido pela 20th Century Fox. Em seu Twitter hoje, o ator postou a primeira imagem oficial do filme, com ele inteiramente uniformizado como o mercenário de boca suja. Veja ao lado.

Digam o que quiser, mas poucas vezes um uniforme foi tão fiel aos quadrinhos quanto este!

Ryan Reynolds vestido como o personagem: fiel.

Ryan Reynolds vestido como o personagem: fiel.

Reynolds tem que trabalhar pesado, depois da má recepção de sua interpretação de (uma versão inicial) de Deadpool em X-Men Origens – Wolverine, sem contar o fiasco completo de Lanterna Verde, da concorrente da Marvel, DC Comics.

Apesar da imagem captar o espírito nonsense de Deadpool, parece mais uma montagem em CGI do que uma fotografia propriamente dita.

Nos quadrinhos, Deadpool surgiu na revista dos Novos Mutantes, uma equipe derivada dos X-Men, classificado como “vilão“, mas logo o clima de comédia prevaleceu e ele virou um tipo de anti-herói cômico, adepto da violência gratuita e do humor negro. Uma de suas maiores características é o fato de saber que é um personagem de HQ e “conversar” com o leitor, sendo irônico com as situações absurdas que vive. Seu auge foi no fim dos anos 1990, quando sua popularidade garantiu uma revista-solo de sucesso, nas mãos do escritor Joe Kelly e do desenhista Ed McGuinness. Saiba mais sobre ele clicando aqui.

Deadpool, o filme, é produzido por Laura Shulen Donner, a mesma dos filmes dos X-Men e a direção será do estreante Tim Miller, com roteiro de Rhett Reese. A intenção inicial é fazer um filme Censura 18 anos para não precisar podar o personagem. O elenco tem até agora: Ryan Reynolds (Wade Wilson/ Deadpool), Morena Baccarin (papel não revelado), Gina Carano(Angel Dust), Ed Skrein T.J. Miller (papeis não-revelados). A estreia será em 12 de fevereiro de 2016.

Deadpool foi criado na revista The New Mutants 98 por Fabian Nicieza Rob Liefeld, em 1991.

 

Legião Urbana: Discografia Completa

A Legião Urbana com Renato Russo ao centro.

A Legião Urbana com Renato Russo ao centro.

Hoje, o cantor e compositor Renato Russo completaria 55 anos, caso não tivesse falecido em 1996 aos 36 anos. Lendário já em vida, o líder da Legião Urbana virou um ícone e ídolo após a morte, sendo ainda hoje um dos compositores mais importantes do Brasil. Sua influência na juventude ainda é considerável, o que não é pouco em tempos em que o rock nacional anda tão em baixa quanto nos anos 1970!

Assim, para celebrar a obra do maior ídolo do rock brasileiro e da banda mais importante e de maior sucesso da história de nosso país, o HQRock traz a discografia completa comentada da Legião Urbana!

Pegue seu violão, um livro de poesia, faça um lual na praia e cante esse hinos juvenis imortais.

Biografia

A Legião Urbana ainda em Brasília: retratos de que país é este...

A Legião Urbana ainda em Brasília: retratos de que país é este…

A Legião Urbana se formou em Brasília no início dos anos 1980, advindos da forte cena punk local. O vocalista Renato Russo foi o principal catalisador daquela cena que se formou numa região chamada de Colina, que terminou batizando o movimento que daria origem a várias bandas. Em 1978, Renato Russo fundou a banda Aborto Elétrico, a primeira e principal banda punk da Capital Federal. Russo saiu do grupo em 1979, mas a banda continuou na ativa, mudando o nome para Capital Inicial e se tornando também uma das principais dos anos 1980.

Após passar um tempo se apresentando sozinho como O Trovador Solitário, num repertório mais folk, Renato Russo fundou a Legião Urbana junto ao baterista Marcelo Bonfá em 1982, num núcleo de baixo e bateria. Após alguns outros guitarristas passarem pelo grupo, Dado Villa-Lobos entrou em 1984, criando o núcleo duro do conjunto. No mesmo ano, uma crise pessoal fez Renato Russo cortar os pulsos e ficar impossibilitado de tocar o baixo, de modo que Renato Rocha entrou para a banda para ocupar tal função.

O disco de estreia, com o quarteto, foi lançado em 1985 e levou o nome da banda, já fazendo sucesso. No ano seguinte, Dois se tornou um fenômeno de vendas, sendo até hoje um dos mais vendidos da história fonográfica brasileira. O sucesso prosseguiu com Que País é Este? (1987), mas Renato Rocha saiu da banda depois deste, tornando-a novamente um trio. Vieram em seguida As Quatro Estações (1989), o maior sucesso da banda; e então uma guinada na carreira, rumo a uma sonoridade menos enérgica e mais melancólica, que refletia a descoberta, por parte de Russo, de que era portador do vírus HIV, rendendo os álbuns (1991), O Descobrimento do Brasil (1993) e A Tempestade (1996), este lançado concomitante à morte do artista.

A Discografia

LEGIÃO URBANA – 1985

Capa do primeiro álbum, de 1985.

Capa do primeiro álbum, de 1985.

A Legião Urbana estreou com um álbum homônimo que já fez sucesso no eixo Rio-São Paulo, mas que chegou um “pouco atrasado” na cena do BRock, que desde 1982 já vinha apresentando artistas de sucesso como Blitz, Barão Vermelho, Ultraje a Rigor, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, Titãs etc. Até o Biquíni Cavadão já tinha lançado seu primeiro disco! Por outro lado, a Legião Urbana já era cultuada antes do disco por um pequeno mercado alternativo de shows e gravações demo em fita k7. E o Paralamas do Sucesso já havia gravado a canção Química, de autoria de Renato Russo. Também não custa lembrar que quando do lançamento do disco, Russo já compunha há sete anos e tinha um grande volume de composições que iriam preencher os primeiros discos da banda (e os do Capital Inicial, também…).

Legião Urbana, o disco, é ainda marcantemente influenciado pelo punk dos anos 1970, embora a cena pós-punk britânica – dos Smiths, particularmente – já possa ser sentida em algumas faixas. O disco abre com a quase balada Será, que foi um grande sucesso nas rádios. Outra quase balada também fez sucesso em seguida: Ainda é cedo, que leva coautoria dos outros membros da banda (Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha), mais o ex-guitarrista Ico Ouro-Preto. Porém, o lado mais punk da banda também encontrou seu público com Geração Coca-Cola.

Ainda assim, o disco traz outras pérolas escondidas, como O reggae, Teorema e Baader-Meinhoff blues. O álbum é encerrado pela balada eletrônica Por enquanto, que passou despercebida há época, mas uma década depois se transformaria em um grande clássico da música brasileira na interpretação da cantora Cássia Eller.

DOIS – 1986

legiao_urbana_dois_1986O segundo disco foi um sucesso ainda maior, mas já trazia uma banda menos punk e mais sintonizada com o pós-punk dos Smiths. Este disco foi um grande fenômeno de vendas na época, puxado por grandes clássicos, como Tempo perdido, Quase sem querer e Eduardo e Mônica, que foram lançadas em compactos e verdadeiros arrasa-quarteirões nas rádios. Também ganharam destaque Índios, Fábrica e Daniel na cova dos leões.

As canções deste álbum eram em grande parte mais novas do que as do anterior – carregado de heranças dos tempos do Aborto Elétrico – o que faz serem composições mais maduras, mais melancólicas e com letras muito melhores. Renato Russo já era um letrista de destaque no primeiro álbum, mas em Dois se transforma mesmo em um dos grandes poetas da música brasileira recente, ocupando um cenário até então “monopolizado” por Cazuza, que há essa altura, já havia saído do Barão Vermelho para a carreira solo.

Outro detalhe acerca das composições novas é a grande participação do baixista Renato Rocha nas coautorias, creditado em três canções: Daniel na cova dos leões, Quase sem querer e Acrilic on canvas.

Apesar de Legião Urbana ser um bom disco, Dois é efetivamente o primeiro grande clássico da Legião Urbana e um dos melhores álbuns da carreira da banda (e do rock nacional como um todo). Também traz a primeira canção-história de Renato Russo, aquelas com longas biografias cantadas em letras quilométricas, quase como um poema épico da contemporaneidade, como se vê em Eduardo e Mônica, a historinha de um casal totalmente oposto que dá certo. A canção é até hoje uma das mais queridas do público brasileiro.

O megaclássico Tempo perdido sintetiza em certo sentido a carreira de Renato Russo e é uma das principais canções do cancioneiro recente brasileiro. Sua frase máxima “somos tão jovens” não apenas virou hino, mas também batiza a referida cinebiografia do músico.

QUE PAÍS É ESTE? (1978-1987) – 1987

Que País é Este encerra o primeiro ciclo da banda.

Que País é Este encerra o primeiro ciclo da banda.

Com o grande sucesso da Legião Urbana, a agenda de shows da banda cresceu e ela teve que se mudar de Brasília para o Rio de Janeiro. Enquanto circulavam pelo Brasil, a gravadora EMI queira mais um álbum para aproveitar as vendas esmagadoras do disco anterior. Sem ter material novo para isso, o grupo decidiu gravar o repertório já existente, mas ainda não utilizado de canções que circulavam desde 1978. Muitas dessas canções ainda apareciam nos shows e eram conhecidas do público mais fiel. A banda decidiu assumir isso e transformou seu terceiro álbum em um tipo de fechamento de ciclo autorreconhecido. Tanto que o disco ganhou um subtítulo chamado 1978-1987 para enfatizar o sentido de “sobras“.

Assim, grande parte das faixas de Que país é este? são heranças do Aborto Elétrico, como a faixa-título, Conexão Amazônia, Tédio e Química. Outras, são da fase O Trovador Solitário de Renato Russo, quando se apresentava apenas com voz e violão nos bares de Brasília, antes da fundação da Legião Urbana, como Eu sei e Faroeste Caboclo. Esta última é mais uma das canções-histórias do autor: são nove minutos e 129 versos da épica história de João de Santo Cristo, um baiano que vai tentar a vida em Brasília e termina se envolvendo com o mundo do crime.

Faroeste caboclo, claro, virou um grande clássico da música brasileira e é outra das mais queridas do público até hoje. Ela também causou uma grande sensação, porque obrigava as rádios a tocar seus quase 9 minutos várias vezes ao dia. E aqueles que a ouviram nas rádios no fim dos anos 1980 devem lembrar da versão censurada da canção, que trocava alguns dos palavrões originais por palavras mais brandas. (A Ditadura Militar já tinha acabado, mas a censura, não). De qualquer modo, a letra original continuou no disco e é a que toca até hoje. E não custa lembrar: em 2013 chegou aos cinemas uma adaptação cinematográfica da canção, que fez bastante sucesso.

Que País é Este?, o disco, fez um grande sucesso, mas deixou um gosto amargo por se tratar de material reciclado. Apenas duas canções eram novas: a balada Angra dos Reis e a punk Mais do mesmo. De qualquer modo, foi outro fenômeno e sua faixa-título virou outro hino da juventude e da crítica política brasileira. Anos mais tarde, o Paralamas do Sucesso regravaria a faixa, incorporando-a definitivamente ao seu repertório.

Este também é o último álbum gravado com a participação do baixista Renato Rocha, que teria uma biografia trágica daqui em diante (saiba mais aqui).

AS QUATRO ESTAÇÕES – 1989

Legião_Urbana_-_As_Quatro_EstaçõesMais marcante do que a saída de Renato Rocha da banda no início das gravações deste álbum, foi a confusão gerada após o concerto da banda no Estádio Mané Garrincha em Brasília. O reencontro da banda com seu primeiro público não foi tranquilo, resultando em uma confusão generalizada, que rendeu prisões e feridos. Renato Russo já vinha manifestando, desde o início do sucesso da Legião Urbana, certa fobia de palco e ela se generalizou após esse evento. Assim, a banda deixou os concertos por um tempo e se trancou nos estúdios para gravar aquela que muitos consideram a sua maior obra-prima, o álbum As Quatro Estações.

Enquanto Que País é Este? é mais parecido com Legião Urbana, As Quatro Estações é uma progressão natural de Dois, retomando não apenas a verve mais lírica de Renato Russo, como a sonoridade mais indie e melancólica daquele. O resultado é um disco de rock pungente com letras fortes (e belíssimas) e um sucesso de vendas sem igual. Até hoje, o álbum permanece como um dos discos de maior sucesso de vendas da fonografia brasileira.

A sucessão de sucessos radiofônicos toma quase o álbum inteiro: Há tempos, Pais e filhos, Quando o sol bater na janela do teu quarto, Monte Castelo e Meninos e meninas. Além disso, há outras peças, menos populares, mas igualmente notáveis, como Feedback song for a dying friend, 1965 (Duas tribos), Maurício e Se fiquei esperando meu amor passar.

Há tempos traz a crítica social relacionada à dor interna e ao sofrimento; Pais e filhos se tornou uma das canções mais populares da banda, discutindo as relações familiares, mas também trazendo o hino máximo “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã” até hoje cantado a plenos pulmões pelo público; Monte castelo traz uma letra belíssima misturando trechos da Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios com um soneto de Luis Vaz de Camões; em Meninos e meninas (uma “irmã” sonora de Quase sem querer) Renato Russo assume sua bissexualidade para quem quer ouvir; Maurício retoma o mesmo tema; e Feedback song for a dying friend traz uma singela homenagem ao amigo Cazuza, que realmente morria de AIDS na época e faleceria pouco tempo depois do lançamento do disco.

Apesar de ser cantada em inglês – língua na qual Renato Russo era fluente, por ter morado nos Estados Unidos quando criança e por ter sido professor de inglês antes da fama – Feedback song… tem uma tradução escrita no encarte do disco, adaptação de Millor Fernandes.

Assim, As Quatro Estações é um marco não só na carreira da Legião Urbana, mas da música brasileira. E seu legado permanece por meio de suas canções. A gravadora EMI até lançou uma versão ao vivo do disco, em 2004, chamado As Quatro Estações Ao Vivo. Por fim, uma curiosidade: a banda Barão Vermelho gravou uma versão de Quando o sol bater na janela do teu quarto e a incorporou definitivamente ao seu repertório.

V – 1991

Legião_Urbana_-_VO quinto álbum é o mais estranho e diferente entre todos os álbuns da banda. Se o público da época esperava que a Legião Urbana iria deitar e rolar em cima do supersucesso de As Quatro Estações e manter a pegada, deve ter ficado chocado. V é um disco duro, difícil e arrastado; marcado por faixas de estrutura não usual e letras enigmáticas, falando quase sempre de situações dramáticas e melancólicas. Na verdade, tudo refletia a descoberta de Renato Russo de que era portador do vírus HIV, fato que ficou em segredo nos cinco anos seguintes.

Apesar de ter rendido três hitsVento no litoral (mais tarde gravada também pela Cássia Eller), O mundo anda tão complicado (a faixa mais leve do disco) e O teatro dos vampiros – o disco não fez tanto sucesso quando do lançamento. O maior destaque é Metal contra as nuvens, um épico de mais de 11 minutos de duração, marcado por longas passagens instrumentais e várias mudanças de andamento e de arranjo. Para completar o “clima” estranho, o disco abre com uma canção medieval do século XV e possui duas faixas instrumentais. Talvez por isso e pelo grande uso de violões, de fato V tem uma “aparência” medieval mesmo…

Por tudo isso, V é um daqueles discos “ame-o ou deixe-o”. Mas é uma peça singular na carreira do grupo, marcando a passagem para uma outra fase, em que a melancolia se sobrepõe a qualquer ardor punk que ainda pudesse existir entre seus membros. Nessa nova fase, também haveria maior participação de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá como coautores das canções, o que rendeu um estilo distinto de melodia, às vezes forçadas a abrigar as letras cada vez menos estruturadas de Renato Russo, conferindo aquele ar desigual das melodias da Legião da última fase, remetendo diretamente ao estilo trovador de Bob Dylan (e do próprio Russo em sua encarnação anterior).

Por fim, uma curiosidade: em vez do baixo ser tocado por membros da banda – como no anterior e em todos os posteriores, dessa vez, é um músico contratado quem o faz: Bruno Araújo.

MÚSICA PARA ACAMPAMENTOS (ao vivo) – 1992

Legião_Urbana_-_Música_para_AcampamentosApesar de lançado após V, Música para Acampamentos na verdade se encaixa muito mais na segunda curta fase da Legião Urbana, fazendo par com As Quatro Estações. Isso porque esta primeira copilação ao vivo do grupo enfatiza muito mais os grandes sucessos da banda, embora traga algumas surpresas, quase sempre por meio de músicas incidentais (ou seja, a banda incluindo canções conhecidas, como Stand by me e Gimme shelter, em meio aos seus sucessos). Mas também há uma canção inédita: Canção do senhor da guerra, na verdade uma demo na qual Renato Russo toca todos os instrumentos (voz, guitarra e teclado, junto a uma bateria eletrônica), que “vazou” para uma rádio da época. Clássico instantâneo.

Embora com certa dose de oportunismo, era uma maneira da Legião dar um “cala boca” à gravadora EMI, que há anos fazia pressão para uma coletânea dos hits do grupo. Este álbum cumpriu mais ou menos esse papel, trazendo material de shows diversos (alguns inclusive com Renato Rocha ainda no baixo) e material do especial de TV Acústico MTV, gravado naquele mesmo ano e que muito mais tarde seria lançado na íntegra em vídeo e disco. Também era uma maneira de recompensar a gravadora pelas baixas vendas de V.

O DESCOBRIMENTO DO BRASIL – 1993

Legião_Urbana_-_O_Descobrimento_do_BrasilAgora sim, a terceira fase da Legião Urbana ganha sequência com este álbum, prosseguindo um pouco no estilo de V, mas de modo um pouco mais tradicional. Agora, os anos 1980 pareciam bem distantes e o cenário musical brasileiro era outro totalmente diferente. E a Legião garantia seu espaço e relevância em um disco que fez bastante sucesso e rendeu vários hits: 29, Perfeição, Giz, Love in afternoon. Mantendo as grandes colaborações com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá (agora com todos tocando vários instrumentos), as canções mantêm as melodias irregulares que marcam essa fase, mas a abordagem geral é bem mais convencional do que no álbum de estúdio anterior, dando-lhe até certo frescor pop.

Por muito pouco, O Descobrimento do Brasil não foi uma despedida, pois na turnê subsequente, uma grave crise se abateu sobre a banda, resultando que os shows foram interrompidos em 1994 e a banda entrou em estado de espera. Para piorar, Renato Russo gravou dois álbuns soloThe Stonewall Celebration Concert, de 1994 (apenas com covers em inglês) e Equilíbrio Distante, de 1995 (apenas com covers em italiano) – que aumentaram os rumores do fim da banda. Mesmo que todos negassem em entrevistas.

A TEMPESTADE – 1996

Legião_Urbana_-_A_Tempestade_ou_O_Livro_dos_DiasNa verdade, A Tempestade (ou O Livro dos Dias) é um ato de desespero. Em termos de conteúdo e de biografia. A saúde de Renato Russo se deteriorou por completo em 1995, devido à ação do vírus HIV, e o compositor começou a perceber que iria morrer em breve. De verdade.

Assim, começou a escrever letras furiosamente e repassá-las para Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá musicá-las para gravarem um disco antes que fosse tarde demais. Russo sabia o que estava fazendo, vira o amigo Cazuza fazer o mesmo seis anos antes. Assim, não houve ensaios. Após as canções ficarem pelo menos estruturadas, o compositor foi ao estúdio e gravou suas vozes primeiro, em estilo demo, para garantir que, na pior das hipóteses, pelo menos os outros poderiam trabalhar os arranjos em cima da voz já pronta. E isso seria feito. Russo ainda tocou um pouco em algumas faixas (violão, baixo, teclado), mas logo, não tinha mais condições para isso.

Para suprir sua ausência no estúdio, Villa-Lobos e Bonfá novamente gravaram vários instrumentos cada um – como no álbum anterior – e convidaram o tecladista e produtor Carlos Trilha (que acompanhara a Legião em turnê em 1993-1994, além de ter sido o grande maestro em torno dos álbuns solo do vocalista) para dar uma força nos arranjos.

O trio gravava as faixas e mostrava para Renato Russo, a essa altura, já convalescente em uma cama.

Como não podia deixar de ser, o conteúdo de A Tempestade é turbulento. Não em som – pois segue a tendência um pouco mais pop do anterior – mas nas letras, que são as mais tristes e pessimistas da carreira do compositor famoso pela melancolia. Isso torna o álbum muito tocante, especialmente àqueles que gostam de verdade de Renato Russo.

O disco não rendeu hits propriamente ditos, apesar de A Via-Láctea, L’avventura e 1º de julho terem tocado bastante nas rádios, inclusive, com a última já tendo sido um sucesso na voz de Cássia Eller ainda antes do lançamento do álbum. Mas há várias outras pérolas, como Canção de trabalho, Longe demais do meu lado, Aloha, Dezesseis e Esperando por mim.

A Tempestade ou o Livro dos Dias foi lançado, em sua primeira edição, em um formato de livro, sem a caixa acrílica do CD e com o próprio encarte de papelão servindo de embalagem. Em vez da frase Urbana Legio Omnia Vincit (A Legião Urbana a Tudo Vence, em latim) presente em todos os discos, há no encarte uma frase de Oswald de Andrade: “O Brasil é uma República Federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus”.

Obviamente, é muito difícil analisar a recepção do álbum, tendo em vista que Renato Russo faleceu duas semanas depois do lançamento, causando uma comoção nacional que poucas vezes se viu.

UMA OUTRA ESTAÇÃO – 1997

Legião_Urbana_-_Uma_Outra_EstaçãoApesar do título péssimo (e algo oportunista), Uma Outra Estação é um trabalho já esperado. Em entrevistas da época do lançamento de A Tempestade, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá já informavam que o grupo tinha material para lançar um álbum-duplo, mas decidiu fazer um álbum simples naquela vez. Sobrava a outra metade, então.

Passado um tempo, a dupla voltou ao estúdio, então, para terminar as faixas inacabadas deixadas já registradas por Renato Russo em voz. Contudo, apesar das promessas, não havia mesmo material suficiente para encher um disco, sendo preciso resgatar canções da época do Aborto Elétrico (Dado viciado) e do Trovador Solitário (Marcianos invadem a Terra e Marianne). Há uma faixa instrumental preenchida com trechos de uma entrevista da banda nos anos 1980 (Riding song), uma sonata de Schubert (Schubert Landler) e uma faixa (Sagrado Coração) ficou sem a voz de Renato Russo, mas Bonfá e Villa-Lobos a mantiveram mesmo assim, como um instrumental.

Infelizmente, a banda gravara as melhores canções em A Tempestade e Uma Outra Estação é aquilo mesmo que parece: uma coleção de Lados B, que pode até interessar o fã mais dedicado, mas não gera grande impressão ao ouvinte médio. Os únicos destaques de verdade são Flores do mal e Depois das seis, que virou o único hit do disco.

Além da banda, participa novamente Carlos Trilha nos teclados, mais vários convidados especiais, inclusive, Renato Rocha e Bi Ribeiro (do Paralamas do Sucesso), ambos no baixo em faixas diferentes.

Outros discos póstumos:

MAIS DO MESMO (coletânea) – 1998

Legião_Urbana_-_Mais_do_MesmoApós a morte de Renato Russo, a EMI percebeu que a Legião Urbana não tinha nenhuma coletânea em seu catálogo. Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá foram contra o projeto, mas terminaram cedendo e escolhendo as faixas do álbum, sob a condição de que Mais do Mesmo ficasse apenas um ano em catálogo. A gravadora aceitou e o disco foi um grande sucesso. Obviamente, a EMI descumpriu o acordo e manteve a coletânea em catálogo. O disco traz as 16 mais famosas faixas de cada um dos oito álbuns de estúdio da banda.

ACÚSTICO MTV (ao vivo) – 1999

Legião_Urbana_-_Acústico_MTVEm 1991, a MTV abriu uma filial no Brasil e também importou parte da programação de sua matriz. Já naquela época, uma das cerejas do bolo era o programa Unplugged, que gerou clássicos acústicos em vídeo e áudio por artistas como Paul McCartney, Eric Clapton, Bob Dylan e Nirvana. A MTV Brasil, então, criou o Acústico, que também teria programas célebres, como de Gilberto Gil e Cássia Eller. O primeiro de todos foi da banda Barão Vermelho, mas coube à Legião Urbana o segundo Acústico MTV, gravado em janeiro de 1992.

O grupo tinha acabado de lançar o álbum V e pensou que seria uma maneira interessante de divulgar o disco, em vez de fazer um vídeoclipe. O programa foi exibido com sucesso, mas a Legião se negou, na época, a transformá-lo em um disco ao vivo. Em vez disso, parte do material foi adicionado a outras peças ao vivo em Música Para Acampamento, lançado em 1992.

Após a morte de Renato Russo, a gravadora EMI e a família do compositor insistiram no lançamento integral do material, o que foi feito. Pela primeira vez, todas as canções gravadas foram lançadas, tanto na versão em vídeo como no “inédito” disco. A grande surpresa – e maior sucesso do álbum – foi a balada pop Hoje a noite não tem luar, uma versão em português de Hoy me voy para México, canção da boyband portoriquenha Menudo, dos anos 1980, que revelou o cantor Ricky Martin. Renato Russo tocou (sozinho) a faixa durante um intervalo das filmagens, pensando que não estava sendo gravado.

No restante, a apresentação traz algumas canções dos álbuns – Baader-Meinhoff blues, Índios, Mais do mesmo, Pais e filhos; algumas canções de V (Sereníssima, Teatro dos vampiros e Metal contra as nuvens) e canções internacionais das quais a banda gostava, como On the way home (do canção de Neil Young gravada pelo Buffalo Springfield), Rise (do PIL), Hold on (do Jesus and Mary Chains).

COMO É QUE SE DIZ EU TE AMO? (vol 1 e 2) (ao vivo) – 2001

Legião_Urbana_-_Como_É_que_Se_Diz_Eu_Te_AmoOutro álbum ao vivo, agora trazendo o melhor de duas apresentações realizadas no antigo Metropolitan, em São Paulo, em outubro de 1994, na última turnê que a Legião Urbana realizou. No fim das contas, apesar da repetição, termina sendo melhor do que Música para Acampamentos e Acústico porque se tratar de um show de verdade, com a cadência e o repertório típicos de uma apresentação integral da banda. Por ter sido realizado já na fase final da banda, o repertório também é mais amplo, envolvendo canções de todos os álbuns até O Descobrimento do Brasil, passando desde sucessos óbvios (Será, Meninos e Meninas, Pais e filhos) até canções mais obscuras (La nuova guventú, Os anjos, Andrea Doria).

Lançado em dois volumes (dois CDs separados com metade do show cada) e uma capa simples com o ingresso do show, Como é Que Se Diz Eu Te Amo acaba sendo a melhor compilação da Legião Urbana ao vivo, com direito a tudo o que os shows tinham, inclusive, discursos de Renato Russo e covers de artistas como Rolling Stones e Caetano Veloso. Além de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, há uma banda de apoio formada por Gian Fabra no baixo, Fred Nascimento na guitarra e violão auxiliares e Carlos Trilha nos teclados.

AS QUATRO ESTAÇÕES AO VIVO (ao vivo) – 2004

Legião_Urbana_-_As_Quatro_Estações_ao_VivoCom o fundo do tacho já sendo raspado, a EMI começa a se repetir para garantir que material inédito da Legião Urbana chegue às lojas, o que causou uma briga entre os herdeiros de Renato Russo e os remanescentes Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá.

De qualquer modo, chegou às lojas As Quatro Estações Ao Vivo, trazendo, como promete, uma versão ao vivo de seu álbum mais famoso. Montado a partir de dois shows no Estádio Palestra Itália, em São Paulo, em 1990, em meio à turnê de divulgação de As Quatro Estações. Por isso mesmo, quase a totalidade deste disco é executada ao vivo, juntamente às faixas dos discos anteriores. Parte do material já tinha sido lançado, contudo, em Música Para Acampamentos.

O trio da Legião é acompanhado, dessa vez, por Bruno Araújo no baixo, Fred Nascimento no violão e Mú Carvalho nos teclados.

PERFIL (coletânea) – 2011

Legião_Urbana_-_PerfilCom a família de Renato Russo assumindo o controle dos negócios da Legião Urbana, é feito um acordo com a gravadora Som Livre, que edita esta nova coletânea dentro da série Perfil, que engloba vários outros artistas brasileiros. O repertório é muito similar ao de Mais do Mesmo, só que com ainda menos faixas (apenas 14) e sem ser em ordem cronológica.

Batman v Superman: Primeira imagem de Lex Luthor, novidades sobre os motivos da luta entre os heróis e conexões com Esquadrão Suicida

Primeira imagem oficial de Lex Luthor no filme.

Primeira imagem oficial de Lex Luthor no filme.

Estamos há um ano do lançamento de Batman vs Superman – A Origem da Justiça, sequência de Superman – O Homem de Aço, o reinício da franquia cinematográfica da Warner Bros. sobre o personagem da DC Comics, que colocará o homem-morcego contra o último filho de Krypton, resultando no primeiro encontro cinematográfico dos dois mais icônicos de todos os super-heróis, e, de presente, ganhamos a primeira imagem oficial do vilão Lex Luthor, vivido pelo ator Jesse Eisenberg. Além da imagem também temos alguns rumores interessantes sobre a trama, especialmente, os motivos que levam ao confronto entre os dois heróis que dá título ao longametragem.

Curiosamente, os motivos da luta têm a ver com a imagem: segundo o site Badass Digest, o Superman irá a Gotham City atrás do Batman a pedido de Lex Luthor! O site não tem detalhes dos por quês, mas dá a entender que Luthor irá bancar o bom moço e manipular o homem de aço para se livrar da “ameaça” (terrorista urbano?) do Batman.

O papel de Luthor como manipulador lhe cabe muito bem e faz sentido dentro do contexto do filme.

Sabemos por reportes antigos que Clark Kent e Lois Lane irão a Gotham City para cobrir um jogo entre os times de futebol americano Gotham City University e Metropolis State University. A dupla, inclusive, aparentemente, entrevista o milionário playboy Bruce Wayne na ocasião. Do meu ponto de vista, um jogo da liga universitária é muito pouco para o Planeta Diário enviar dois repórteres do calibre de Lois e Clark para cobri-lo, daí que pode haver um outro motivo. O aumento da violência na cidade? O Batman?

Henry Cavill grava cena como Clark Kent em uma prisão de Gotham City.

Henry Cavill grava cena como Clark Kent em uma prisão de Gotham City.

Durante as filmagens, pudemos acompanhar uma cena em que Clark Kent vai a uma prisão de Gotham City, o que deve estar relacionado à tal matéria (e não a um jogo de futebol).

De volta ao reporte do Badass Digest, o site ressalta que Origens da Justiça é inspirado (e não baseado) na minissérie Batman: O Cavaleiro das Trevas, assim, ao contrário desta, em que o homem de aço chega disposto a conversar, no filme, o Superman chega a Gotham City partindo com tudo para cima do homem-morcego, inclusive, destruindo o batmóvel com um único soco. O site coloca uma afirmação interessante dizendo que o modo como as coisas transcorrem permitem ao Batman dizer depois do fim da briga “ele começou”.

Quem leu O Cavaleiro das Trevas sabe quem é o vencedor.

Famosa cena de O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller. Filme trará armadura similar.

Famosa cena de O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller. Filme trará armadura similar.

Antes de encerrar o tópico, contudo, tais descrições dão a entender que haverá dois confrontos entre os heróis ao longo do filme, pois sabemos – pelo teaser trailer revelado na Comic-Con do ano passado – que o Batman usará uma armadura – muito similar àquela de O Cavaleiro das Trevas – em seu combate com o Superman. Tendo em vista que o Superman desferirá um ataque ao Batman, segundo diz o site, não parece realista que o homem-morcego estivesse com a armadura à mão, o que passa uma ideia de uma revanche mais programada depois.

Aquaman: aparecerá em Origens da JUstiça e terá menção em Esquadrão Suicida.

Aquaman: aparecerá em Origens da JUstiça e terá menção em Esquadrão Suicida.

Por fim, um outro tópico sobre Origens da Justiça veio à tona hoje na figura de mais uma conexão com o filme Esquadrão Suicida, que trará uma equipe de vilões reunida pelo Governo dos EUA para missões impossíveis e que estará situada dentro do mesmo universo ficcional daquele. Segundo o site Latino Review, Esquadrão Suicida mostrará Amanda Waller, a responsável pela equipe, de posse do tridente do Aquaman. O que isso significa para o rei dos sete mares ninguém sabe ainda, mas é certo que o personagem também chamado Orin terá uma breve aparição em Batman vs. Superman.

Há tempos rumores falam que o Batman será citado em Esquadrão Suicida como um alvo prioritário de Amanda Waller e até se cogita que o homem-morcego apareça fisicamente no filme no final em uma participação especial motivada por uma fuga da prisão que terá o Coringa como causador.

Montagem de fã com as imagens oficiais de Origens da Justiça.

Montagem de fã com as imagens oficiais de Origens da Justiça.

Em Batman vs. Superman – Origens da Justiça, um Batman mais experiente irá se contrapor ao recém-surgido Superman, criando algum tipo de conflito entre ambos, mais ou menos nos parâmetros da minissérie Batman: O Cavaleiro das Trevas, escrita e desenhada por Frank Miller, em 1986. Segundo os informes até agora, será um “novo” Batman e não uma sequência da Trilogia Cavaleiro das Trevas, embora a premissa de um homem-morcego mais experiente seja justamente adequada a isso.

Mulher-Maravilha também terá uma participação no filme. Lex Luthor é o vilão principal, mas haverá outro antagonista, provavelmente, mais físico, que pode ser alguém como Doomsday (Apocalypse), Metallo ou Parasita. Outros personagens da DC Comics, como Aquaman e Ciborgue, terão pequenas participações no filme. A cidade de Detroit serve de modelo para Metrópolis e para Gotham City também. As filmagens ocorreram no Estado de Michigan e já se encerraram.

Batman v. Superman – Dawn of Justice  é produzido por Deborah Snyder e Charles Roven, com história de David S. Goyer (dos filmes do Batman e O Homem de Aço), roteiro de Chris Terrio (de Argo) e dirigido por Zack Snyder (de 300 Watchmen), funcionando como uma sequência de Superman – O Homem de Aço. O elenco traz Henry Cavill (Superman/Clark Kent), Ben Affleck (Batman/Bruce Wayne), Amy Adams (Lois Lane),  Jesse Eisenberg (Lex Luthor), Gal Gadot (Diana Prince/ Mulher-Maravilha), Laurence Fishburne (Perry White), Diane Lane (Martha Kent), Jeremy Irons (Alfred Pennyworth), Tao Okamoto (Mercy Graves), além de Holly Hunter, Callan Mulvey e Scoot McNairy em papeis não revelados; e a participação especial de Jason Mamoa (Orin/ Aquaman). O lançamento será em 25 de março de 2016.

Superman foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938, estreando na revista Action Comics 01, e desde então é publicado pela DC Comics.

Batman foi criado pelo cartunista Bob Kane, estreando na revista Detective Comics 27, de1939 e desde então é publicado pela DC Comics.

Capitã Marvel: Site diz que Marvel já escalou atriz para o papel e que ela está em Vingadores – Era de Ultron

Capitã Marvel: já escalada?

Capitã Marvel: já escalada?

O site Latino Review trouxe hoje um ousado rumor sobre a personagem Capitã Marvel, criada nos quadrinhos da Marvel Comics e que será levada aos cinemas em breve pelo Marvel Studios dentro do mesmo universo ficcional dos Vingadores. Segundo o site, uma atriz já foi escalada para o papel de Carol Danvers, a identidade da heroína. E não apenas isso: ela já aparece em Vingadores – Era de Ultron, que estreia no Brasil dentro de um mês.

O visual atual da Capitã Marvel: em breve nos cinemas.

O visual atual da Capitã Marvel: em breve nos cinemas.

Os rumores da presença de Carol Danvers no filme são muito antigos. Antes mesmo das filmagens começarem, sites que afirmam ter tido acesso às versões prévias do roteiro já diziam que a personagem estava lá. Claro que roteiros sofrem muitas modificações no processo de escrita, pré-produção e filmagens – no primeiro Os Vingadores, a personagem Janet Van Dyne, a Vespa, estava presente nos primeiros esboços de roteiro e foi totalmente eliminada – mas é possível que ela tenha se mantido.

O diretor e roteirista Joss Whedon é conhecido por escrever mulheres fortes – ele tem a criação de Buffy, a Caça-Vampiros e Felicity no currículo – e já declarou em entrevistas gostar da Capitã Marvel. Outra coisa interessantíssima é uma antiga e famosa declaração de Joss Whedon (da época em que as filmagens de Era de Ultron começaram) de que o filme tinha quatro personagens femininas de destaque. Isso deixou todo mundo com uma pulga atrás da orelha: faça as contas – Viúva Negra, Feiticeira Escarlate e Maria Hill. Quem é a quarta?

Cosplay com a Capitã (Miss) Marvel.

Cosplay com a Capitã (Miss) Marvel.

Sabemos que a agente Peggy Carter – o amor de Steve Rogers na época da II Guerra Mundial, que aparece em Capitão América – O Primeiro Vingador e estreou agora uma série de TV própria – aparecerá em uma cena de flashback, mas não deve ter muito tempo de tela. Também há a Dra. Cho – que inclusive está junto aos Vingadores na cena da festa que já vimos nos trailers – mas será que ela preenche a categoria de “destaque” citada por Whedon?

É possível, sim, que a major (ou coronel) Carol Danvers seja a quarta personagem feminina de destaque?

Se for, a Marvel mostrará mais uma vez o seu talento não apenas para surpreender o público, mas mais ainda, para manter segredos! Afinal, não é simples contratar uma atriz na surdina e colocá-la em um filme visado como Era de Ultron sem que a imprensa especializada descubra isso. É incrível! Mas a Marvel tem antecedentes que a credenciam para esse tipo de feito.

Carol Danvers está em Era de Ultron?

Carol Danvers está em Era de Ultron?

Na ausência de um comunicado oficial – que não deve vir – só descobriremos de verdade na estreia de Era de Ultron.

E mais um detalhe: há muito tempo se cogita que a cena final (ou pós-créditos) de Era de Ultron irá trazer o Capitão América anunciando uma nova formação dos Vingadores, com Feiticeira Escarlate e Visão como certos. Estipula-se que a Capitã Marvel e o Pantera Negra (que ganharão filmes solo em breve) também estarão no filme. Outros heróis que podem ingressar no time são aqueles já apresentados, como Máquina de Combate e Falcão. Pelo menos um destes é praticamente certo. Por fim, o Homem-Aranha também deve ser um deles, por causa do acordo com a Sony.

Dos velhos membros, além do Capitão, aparentemente, apenas a Viúva Negra permanecerá no time. Thor, Hulk e Homem de Ferro terão motivos distintos para não continuar na equipe. (Veja quais aqui). Sobre o Gavião Arqueiro não se tem nenhum informe.

A Miss Marvel com os Vingadores nos anos 1970.

A Miss Marvel com os Vingadores nos anos 1970.

Se Carol Danvers aparecer mesmo no filme em sua identidade militar, faz bastante sentido que reapareça no fim como Capitã Marvel. A fonte de seus poderes também é fácil de ser deduzida: pode vir da mesma Joia do Infinito do Cajado de Loki que deu os poderes especiais aos gêmeros Maximoff, Feiticeira Escarlate e Mercúrio.

Nos quadrinhos, a personagem agora conhecida como Capitã Marvel surgiu primeiramente como uma militar humana comum: a major Carol Danvers da Força Aérea dos EUA, coadjuvante das aventuras do super-herói Capitão Marvel. Bem mais tarde, foi criada a história em que Danvers teve o seu DNA fundido com o DNA alienígena Kree, o que lhe deu superpoderes, como força, invulnerabilidade e capacidade de voar e se tornou a Miss Marvel.

Lançada em aventuras próprias, em 1977, a Miss Marvel se tornou uma vingadora no ano seguinte, participando de sagas importantes como A Noiva Ultron e A Saga de Korvac. A personagem chegou a adotar outros codinomes, como Binária e Warbird, mas sempre voltava ao original. Recentemente, a personagem assumiu uma postura mais afirmativa e mudou o nome para Capitã Marvel.

Ela é uma das vingadores mais poderosas que existem.

Captain Marvel, o filme, ainda não tem diretor, roteirista, elenco ou premissa divulgados, mas a estreia é em 06 de julho de 2018. Rumores vinculam Angelina Jolie para dirigir o longametragem. O filme terá grandes conexões com Vingadores – Guerra Infinita, Parte 1 e Parte 2, que sairão em 2018 e 2019, respectivamente. Contudo, rumores garantem que a personagem fará uma pequena participação especial em Vingadores – Era de Ultron, que chega aos cinemas em abril.

A personagem Carol Danvers foi criada por Roy Thomas e Gene Colan, em Marvel Super-Heroes 13, de 1968, numa aventura do Capitão Marvel. Anos mais tarde, foi transformada na Miss Marvel por Gerry Conway e John Romita em Ms. Marvel 01, de 1977. Há poucos anos, a personagem adotou o nome de Capitã Marvel.

Vingadores 3 e 4: Sequências serão mesmo dirigidas pelos irmãos Anthony e Joe Russo

O logo de Guerra Infinita Parte 1 e 2: sob o comando dos irmãos Russo.

O logo de Guerra Infinita Parte 1 e 2: sob o comando dos irmãos Russo.

Os rumores já existiam e ganharam força recentemente, mas agora é (praticamente) oficial: os irmãos Joe e Anthony Russo irão dirigir Vingadores – Guerra Infinita, Parte 1 e Parte 2, que serão lançados em 2018 e 2019, respectivamente, como os terceiro e quarto filmes da franquia do Marvel Studios sobre a equipe de super-heróis publicados pela Marvel Comics. Os Russo Brothers já são os responsáveis por Capitão América 2 – O Soldado Invernal (lançado ano passado) e do vindouro Capitão América – Guerra Civil, que chega aos cinemas em 2016.

Os irmãos Russo: no comando dos Vingadores também.

Os irmãos Russo: no comando dos Vingadores também.

Os rumores de que os irmãos Russo iriam comandar Vingadores 3 e 4 surgiram já quando a Marvel anunciou sua leva de filmes para os próximos quatro anos, mas ganharam ainda mais força algumas semanas atrás quando o diretor de Os Vingadores e do prestes a estrear Vingadores – Era de Ultron, Joss Whedon, disse à revista Empire que não se imaginava voltando a comandar um filme da equipe, porque já está envolvido nisso há cinco anos e queria produzir outras coisas. (Leia aqui no HQRock!). A informação nova veio do Badass Digest, um site para lá de respeitável, mas está praticamente confirmado por causa do endosso do The Hollywood Reporter, o mais sério dos sites desse tipo. Falta uma confirmação oficial da Marvel, que deve vir nos próximos dias, juntamente com algumas outras novidades. Os dois sites, inclusive, acrescentam que os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely – responsáveis por Capitão América – O Primeiro Vingador, Capitão América 2 – O Soldado Invernal, Capitão América – Guerra Civil e Thor – O Mundo Sombrio – também estão à abordo. Segundo suas fontes, Guerra Civil já irá pavimentar de forma sólida Guerra Infinita, Parte 1, o que faz sentido manter a mesma equipe no comando de tudo.

Joss Whedon (centro) não volta para Vingadores 3 e 4.

Joss Whedon (centro) não volta para Vingadores 3 e 4.

Apesar de nenhuma menção dos sites, o HQRock não descartaria algum envolvimento de Joss Whedon na dupla de filmes. Um crédito de Produtor Executivo é praticamente certo (um tipo de cortesia por ter consolidado a franquia). Mas ele pode vir a servir como consultor e, quem sabe, até assinar a versão final do roteiro, partindo da base de Markus e McFeely. Assim, Whedon não ficaria “preso” ao filme por quatro anos (contando produção, filmagem e lançamento), mas ainda manteria algo da sua mão na franquia. Quem sabe? Pelo o que se pode entender, Vingadores – Era de Ultron será um momento crucial para a equipe de heróis, de modo que o filme terminará com uma nova formação do time assumindo os postos deixados vagos por Homem de Ferro, Hulk e Thor. Caberia ao Capitão América a liderança dos novatos, que podem incluir Pantera Negra e Capitã Marvel (dois personagens que terão filmes solo em breve), além do Homem-Aranha (que será incluído no universo dos Vingadores por causa de um acordo com a Sony Pictures).

O logo de Capitão América - Guerra Civil: ruptura.

O logo de Capitão América – Guerra Civil: ruptura.

Em seguida, Capitão América – Guerra Civil mostrará um racha ideológico entre este e o Homem de Ferro, quando Tony Stark defende um controle ferrenho dos super-humanos, de modo que anula os direitos civis das pessoas. A batalha “quebrará” os Vingadores em duas bandas e pode ter grandes consequências.

Thanos e a Manopla do Infinito: no comando de dois filmes.

Thanos e a Manopla do Infinito: no comando de dois filmes.

Isso levará a Vingadores – Guerra Infinita Parte 1, na qual uma nova equipe de heróis terá que enfrentar a ameaça do vilão Thanos (já mostrado brevemente em Os Vingadores e Guardiões da Galáxia), que se apossará da Manopla do Infinito, um artefato cósmico de imenso poder que reúne as Joias do Infinito, como o Tesseract, o Éter, a Orbe (de Guardiões da Galáxia) e a pedra do Cajado de Loki. A aposta é que esse novo time de Vingadores seja derrotado, obrigando que em Vingadores – Guerra Infinita Parte 2 a equipe original precise por suas diferenças de lado e reúna as forças novamente para derrotar a ameaça quase invencível de Thanos. Será épico! Guerra Infinita deve começar a ser filmado em 2017, com as duas partes gravadas concomitantemente para economizar custos e facilitar as agendas de todos os envolvidos, o que deve cobrir um período de quase dois anos de trabalho. Mas antes de tudo isso, veja Vingadores – Era de Ultron, que estreia no Brasil dentro de um mês. Avengers – Age of Ultron é escrito e dirigido por Joss Whedon. O elenco reúne Robert Downey Jr. (Tony Stark/Homem de Ferro), Chris Evans (Steve Rogers/Capitão América), Chris Hemsworth (Thor), Mark Ruffalo (Bruce Banner/Hulk), Scarlett Johansson (Natasha Romanoff/Viúva Negra), Jeremy Renner (Clint Barton/Gavião Arqueiro), Samuel L. Jackson (Nick Fury), Elizabeth Olsen (Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate), Aaron Taylor-Johnson (Pietro Maximoff/Mercúrio), James Spader (Ultron), Don Cheadle (Coronel James Rhodes), Cobie Smulder (Agente Maria Hill), Thomas Krestschmann (Barão Wolfgan Von Strucker), Paul Bettany (JARVIS/ Visão), Andy Serkis (Ulysses Klaw) e Kim Soo Hyun (Dra. Cho), com participações especiais de Josh Brolin (Thanos), Anthony Mackie (Sam Wilson/Falcão) e Hayley Atwell (Peggy Carter). As filmagens passaram pela África do Sul, Itália, Coreia do Sul e Grã-Bretanha. O lançamento no Brasil será em 23 de abril de 2015, uma semana antes dos EUA, onde chega em 1º de maio. Os Vingadores surgiram em 1963, criados por Stan Lee e Jack Kirby, publicados em The Avengers 01, reunindo personagens já criados previamente. Mais importante supergrupo da Marvel Comics, fazer parte da equipe significa ter um status diferenciado de importância no Universo da editora.

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