Mulher-Maravilha: Rumor afirma que filme solo da heroína será de época

A Mulher-Maravilha no filme, vivida por Gal Gadot.

A Mulher-Maravilha no filme, vivida por Gal Gadot.

A Mulher-Maravilha, a mais icônica das super-heroínas, estreará no cinema em Batman v. Superman – Dawn of Justice, sequência de Superman – O Homem de Aço, o reinício da franquia cinematográfica da Warner Bros. sobre o personagem da DC Comics, que colocará o homem-morcego contra o último filho de Krypton, para depois ganhar um filme solo em 2017. O que se sabe é que Dawn of Justice irá pavimentar o caminho para a formação da Liga da Justiça, cujo o primeiro (de dois prometidos) longametragem estreia no mesmo ano. Presumia-se, então, que o filme solo da heroína iria se colocar neste contexto. Não é o que afirma um recente rumor divulgado pelo sempre confiável site Bleeding Cool. Segundo suas fontes, o filme Mulher-Maravilha se passará na década de 1920!

De acordo com o site, Mulher-Maravilha será o primeiro de uma trilogia que mostrará a evolução da personagem ao longo do tempo. No primeiro filme, ela estará vivendo na Ilha Paraíso (lar secreto das Amazonas, que vivem isoladas lá desde a Antiguidade numa sociedade só de mulheres) na década de 1920 quando a trama mobilizaria os elementos clássicos de sua origem nos quadrinhos: um avião pilotado por um homem (e o site diz que não é Steve Trevor, como nas HQs), colocando a necessidade das Amazonas devolverem o sujeito à sua sociedade; aproveitando a oportunidade para enviar uma das suas – que acaba sendo Diana – para apresentar-se como embaixadora no “mundo do patriarcado”.

O segundo filme seria ambientado na II Guerra Mundial, com Diana participando dos eventos e, por fim, o terceiro filme estaria situado no presente, coexistindo com a Liga da Justiça.

É uma teoria interessante e uma oportunidade para a Warner/DC explorar a existência da personagem através das eras e ainda lhe dar aquele toque de Capitão América da Marvel, que caiu tão bem nos cinemas. A abordagem cinematográfica da Mulher-Maravilha será, segundo revelou um dos produtores do filme, igual à nova origem da personagem apresentada na iniciativa Os Novos 52, pela DC Comics, em 2011: Diana é uma semideusa, filha de Hipólita (a rainha das Amazonas) com Zeus (o todopoderoso deus da mitologia grega).

Quem sabe?

Não há nenhum tipo de detalhe relacionado com o filme Wonder-Woman, ainda, exceto que a Warner quer uma mulher para dirigi-lo e que a data de estreia está marcada para 23 de junho de 2017. A personagem será vivida pela atriz israelense Gal Gadot em Batman v Superman – Dawn of Justice e em Justice League – Part 1, antes de seu filme solo.

A Mulher-Maravilha foi criada pelo psicólogo norteamericano William Moulton Marston e o desenhista H. G. Peters, aparecendo na revista All-American Comics 08, em 1941. A ideia de Marston era apresentar um arquétipo do força do feminino e, em segredo, explorar tendências sexuais não tradicionais à sociedade da época (como bigamia, lesbianismo e sadomasoquismo). A personagem fez bastante sucesso e se manteve sendo publicada até hoje pela DC Comics. Ela foi uma dos membros-fundadores da Liga da Justiça em 1960. A Mulher-Maravilha continua representando um símbolo da força das mulheres no mundo atual, sendo a mais icônica das super-heroínas.

Marvel Studios anuncia nove filmes da Fase 3, incluindo Os Vingadores 3 e 4, Capitão América 3, Pantera Negra, Capitã Marvel, Dr. Estranho, Inumanos e mais!

Thanos: Guerra Infinita vem aí...

Thanos: Guerra Infinita vem aí…

O Marvel Studios, o braço cinematográfico da editora Marvel Comics, realizou um grande evento hoje, nos EUA, e anunciou nove filmes que comporão a Fase 3 de seu Universo Cinematográfico. Segue abaixo a lista dos filmes e as datas de lançamento! Depois os comentários…

  • Capitão América – Guerra Civil:  06 de maio de 2016;
  • Doutor Estranho: 04 de novembro de 2016;
  • Guardiões da Galáxia 2: 05 de Maio de 2017 (nova data);
  • Thor 3 – Ragnarok : 28 de julho de 2017;
  • Pantera Negra: 03 de novembro de 2017 (com Chadwick Boseman como Pantera Negra);
  • Capitã Marvel: 06 de julho de 2018;
  • Inumanos: 02 de novembro de 2018;
  • Avengers: Infinity War – Parte I: 04 de maio de 2018;
  • Avengers: Infinity War – Parte II: 03 de maio de 2019.
Arte conceitual com o Pantera Negra: finalmente nos cinemas.

Arte conceitual com o Pantera Negra: finalmente nos cinemas.

A Marvel já havia divulgado a lista de datas, mas sem especificar os títulos. O anúncio confirma que Capitão América 3 será mesmo focado em Guerra Civil, um dos mais emblemáticos arcos de histórias da Marvel em todos os tempos. Doutor Estranho já se sabia. Guardiões da Galáxia 2 ganhou uma nova data, que mostra que o cacife da equipe cósmica está mais em alta, entrando em uma data do altíssimo verão dos EUA. Thor 3 ganhou título: Ragnarok, que é o apocalipse dos deuses nórdicos. Pantera Negra finalmente ganha seu filme próprio. Capitã Marvel é outra nova adesão ao universo. Inumanos é outra aposta arriscada da Marvel, na mesma linha de Guardiões da Galáxia, mas este deu muito certo.

Chad Boseman é o Pantera Negra.

Chad Boseman é o Pantera Negra.

Por fim, Os Vingadores 3 será dividido em dois filmes, conforme diziam alguns rumores recentes. Os Vingadores – Guerra Infinita, Parte 1 e Parte 2 virão em 2018 e 2019, respectivamente, deixando claro o confronto da equipe com o supervilão Thanos, inclusive, divulgando uma imagem do titã louco com a Manopla do Infinito, um objeto de extremo poder.

O anúncio da Marvel confirma as especulações que o HQRock realizou há algum tempo sobre o futuro do estúdio no cinema. Adotando a medida de três filmes por ano a partir de 2017, a Marvel vai intercalar franquias já estabelecidas com outras novas.

Com base nos rumores, confirmações e especulações, o HQRock já montou um panorama do que será o Universo Marvel nos cinemas daqui para frente. Possivelmente, há spoilers à frente, mas tudo são especulações também. Vamos lá!

Os Vingadores depressivos no trailer: fim.

Os Vingadores depressivos no trailer: fim.

Os Vingadores – A Era de Ultron vai destruir os Vingadores por dentro, pelo fato de Tony Stark ser o criador do vilão do título, que vai causar um grande mal. Como consequência, no fim do filme, Homem de Ferro, Thor, Hulk e talvez a Viúva Negra saiam dos Vingadores. Na última cena, o Capitão América montará uma nova equipe com Feiticeira Escarlate, Mercúrio, Visão, Capitã Marvel e Pantera Negra (apresentando esses dois pela primeira vez ao grande público).

O Homem-Aranha ainda pode estar dentro do jogo, segundo os rumores de que haveria um acordo entre a Sony (detentora dos direitos de adaptação do cabeça de teia aos cinemas) e a Marvel para usá-lo nos filmes da equipe; enquanto a Sony continua a desenvolver os filmes solo. É difícil, mas não impossível. Fique ligado!

Guerra Civil: Homem de FErro versus Capitão América.

Guerra Civil: Homem de FErro versus Capitão América.

Capitão América – Guerra Civil mostrará o grande racha entre os heróis da Marvel, seguindo a famosa minissérie de Mark Millar e Steve McNiven (leia mais aqui), publicada em 2006 e 2007. Ao contrário da disputa pelo controle das identidades secretas, como na HQ, o próprio presidente do Marvel Studios, Kevin Feige, afirmou hoje que o mote da trama será a quem os heróis devem se reportar. O Homem de Ferro estará no filme e será o vilão, comprando a ideia da Lei de Registro de Super-Humanos, enquanto o Capitão América se voltará contra isso, por achar que isso fere os direitos civis. É guerra de herói contra herói.

Capitão América é assassinado no fim de Guerra Civil.

Capitão América é assassinado no fim de Guerra Civil.

Há uma grande questão envolvendo esse filme. Uma das maiores consequências de Guerra Civil (você leu o link acima?) nos quadrinhos é a morte do Capitão América. Steve Rogers é preso e levado a julgamento, sendo alvejado nas escadarias do tribunal. O papel do herói, então, é ocupado por Bucky Barnes, o Soldado Invernal. Como as mortes não duram muito nas HQs, Rogers retornou depois de um tempo. Terá a Marvel a coragem de matar o Capitão América num filme? Irão desperdiçar a presença de Chris Evans como o personagem para o futuro?

Parece-me que não. É improvável que a Marvel use o recurso “morre agora e volta depois” nos cinemas. Menos ainda nos filmes mais realistas do Capitão. Ainda mais depois de já terem usado uma versão disso com Nick Fury em Capitão América 2 – O Soldado Invernal. Eu apostaria que Rogers será ou preso (difícil) ou ficará seriamente ferido (levando os tiros no tribunal), mas escapará e, numa releitura da fase Nômade nos quadrinhos (veja aqui), irá se refugiar no interior dos EUA rodando por aí para se reconectar ao seu país e conhecê-lo novamente. Isso abre a possibilidade de o Soldado Invernal realmente se tornar um novo Capitão América no fim do filme.

Doutor Estranho deverá ser meio isolado dos outros filmes até por mexer com magia (elemento inédito nos cinemas). Mas deve trazer mais uma das Joias do Infinito na trama para conectar-se ao panorama geral. O ator Benedict Cumberbatch está quase certo para estrelar o longametragem, mas ainda não assinou contrato.

Guardiões da Galáxia 2 irá explorar as origens de Peter Quill, o Senhor das Estrelas, bem como a identidade de seu pai; além de trazer novos membros à equipe. Nova? Quasar? Warlock?

Capitã Marvel também nos cinemas.

Capitã Marvel também nos cinemas.

Thor 3 – Ragnarok deverá trazer um grande evento cataclismático envolvendo os Nove Reinos e Asgard. O que acontece quando Loki é o rei?

Pantera Negra deverá se focar em apresentar para o grande público esse grande herói. Primeiro super-herói negro dos quadrinhos e um dos mais queridos dos fãs mais dedicados. Era uma aposta que todos fariam e tem a vantagem de dar a possibilidade da Marvel de fazer um filme étnico.

Capitã Marvel será o primeiro filme solo de uma heroína da Marvel. Esta personagem também é desconhecida do grande público e muito querida dos leitores. É uma aposta ousada, mas certeira. Carol Danvers é uma das vingadoras mais poderosas que existem. (Veja mais aqui).

Inumanos é a oportunidade da Marvel apresentar um universo mais ou menos parecido com os X-Men (que também são da Marvel, mas cujos direitos de adaptação aos cinemas está nas mãos da 20th Century Fox). Seres com poderes incríveis e diferentes vivendo escondidos na Terra. A trama geral deve ter algo a ver com A Era de Ultron e, muito possivelmente, com os Guardiões da Galáxia.

Thanos e a Manopla do Infinito nos quadrinhos.

Thanos e a Manopla do Infinito nos quadrinhos.

Por fim, temos Os Vingadores – Guerra Infinita, Parte 1 e 2 fechando a Fase 3. É a guerra dos heróis Marvel contra Thanos, que terá se apossado das seis Joias do Infinito para formar a Manopla do Infinito e se tornar um dos seres mais poderosos do universo. A aposta do HQRock é a seguinte: Parte 1 trará os Novos Vingadores (Pantera Negra, Feiticeira Escarlate, Mercúrio, Visão, Capitã Marvel; talvez o novo Capitão América; talvez o Homem-Aranha; Falcão e Máquina de Combate também?) enfrentando Thanos e sendo derrotados miseravelmente no final.

Na Parte 2, obrigados a colocar suas diferenças de lado, os Vingadores originais (com Capitão América, Homem de Ferro, Thor e Hulk) terão que se reunir para resgatar a outra equipe e derrotar Thanos. É uma sacada genial da Marvel para que possa usar seus atores que estarão todos em final de contrato. Não aparecendo no anterior, podem fazer este. Os Vingadores – Guerra Infinita, Parte 2 será o grande fechamento de tudo o que o Marvel Studios construir até lá.

O que vem a seguir?

Virá a Fase 4, claro. Com mais sequências de Guardiões da Galáxia, Homem-Formiga, Dr. Estranho, Pantera Negra, Miss Marvel, Inumanos, se esses filmes fizerem sucesso. Com os contratos vencidos e já envolvidos na Marvel há uma década, os atores principais que encarnam os Vingadores podem decidir não voltar para outros filmes. Então, caberá à Marvel substituí-los por outros atores mais jovens e seguir adiante. Após um tempo para esfriar o mercado, deverão vir novas trilogias de Capitão América, Homem de Ferro e Thor; talvez filmes solo de Hulk e Viúva Negra; e mais Vingadores, agora combinando novos e velhos personagens.

Mas deixemos a Fase 4 para o futuro distante (2019). A Fase 3 e seus nove filmes darão muito espaço para especulações.

[Atualizado: A Marvel liberou uma versão estendida do trailer de A Era de Ultron, com a cena da festa que é interrompida por Ultron, que já tinha sido vista na Comic-Con deste ano. Veja abaixo a versão já legendada em português, que também revela que o título oficial do filme em português será Vingadores - Era de Ultron e não Os Vingadores 2 - A Era de Ultron, como se pensava.

Fim da Atualização].

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Os Vingadores 2: Rumores colocam Capitã Marvel de novo no filme e produtor confirma mudança na formação da equipe

Miss Marvel: vai ou não vai?

Miss Marvel: vai ou não vai?

Há tempos vão e voltam os rumores de que a heroína Miss Marvel – também conhecida como Capitã Marvel – irá ter uma pequena participação em Os Vingadores 2 – A Era de Ultron, a sequência de Os Vingadores, o épico do Marvel Studios que reuniu nos cinemas pela primeira vez a equipe de super-heróis da Marvel Comics formada por Capitão América, Thor, Homem de Ferro e Hulk. Agora, o sempre confiável site Bleeding Cool afirma que o “vai e vem” reflete a hesitação da própria Marvel em tê-la no filme; mas que isso acabou e o estúdio decidiu apresentá-la definitivamente. As condições em que isso aconteceria não estão totalmente claras – A Era de Ultron até já terminou de ser filmado – mas aparentemente a personagem Carol Danvers será apresentada apenas em uma pequeníssima participação e, provavelmente, apresentada como membro da equipe ao final. Segundo um forte rumor que corre há algum tempo, em consequência ao devastador ataque de Ultron, alguns dos membros-chave dos Vingadores decidem sair da equipe, como Homem de Ferro, Thor, Hulk e, talvez, a Viúva Negra. Em consequência, o Capitão América formaria uma nova equipe com Feiticeira Escarlate, Mercúrio, Visão e alguns membros novos que seriam introduzidos para os próximos filmes (o Pantera Negra é o mais forte candidato, mas é possível que a Miss/ Capitã Marvel seja incluída aí).

A Miss Marvel com os Vingadores nos anos 1970. Mudanças no time nos cinemas também.

A Miss Marvel (esq.) com os Vingadores nos anos 1970. Mudanças no time nos cinemas também.

(Os rumores dizem até que o Homem-Aranha estará entre esses novos membros, fruto de um acordo entre a Marvel e a Sony, que detém os direitos de adaptação do cabeça de teia aos cinemas – veja mais aqui). No típico estilo Marvel, a cena final, em que o Capitão América apresenta os novos membros só será filmada no ano que vem, em meio às gravações do terceiro filme do personagem. É um modo de manter o segredo por mais tempo. Segundo o Bleeding Cool, o que teria motivado a Marvel a seguir em frente com os planos em torno de Carol Danvers foi o anúncio por parte dos concorrentes DC Comics/ Warner Bros. de um filme solo da Mulher-Maravilha para 2017. Somado ao boom de filmes de heroínas – como Jogos Vorazes e Divergente – a Marvel estaria ficando para trás ao não ter nenhum filme focado em realmente em uma heroína. (Mesmo que seus filmes sempre tenham heroínas fortes).

O visual mais tradicional da Miss Marvel nos quadrinhos.

O visual mais tradicional da Miss Marvel nos quadrinhos.

O site também diz que o fato de apresentar a Capitã Marvel (parece que esse será o nome adotado no cinema) em A Era de Ultron é o motivo da Marvel Comics manter a revista mensal da personagem sendo publicada, apesar das vendas baixas. Há uma década a Marvel investe na personagem, tornando-a uma das principais heroínas de seu universo. A empreitada deu certo – hoje ela é uma personagem muito querida pelos fãs e tem sua revista própria – mas ainda não conseguiu fazê-la um supersucesso de vendas. Nos quadrinhos, a Miss Marvel surgiu primeiramente como uma militar, a major Carol Danvers da Força Aérea dos EUA, criada por Roy Thomas e Gene Colan, em Marvel Super-Heroes 13, de 1968, como coadjuvante de uma aventura do Capitão Marvel. Bem mais tarde, teve histórias solo escritas por Gerry Conway, que a transformou em uma super-heroína na revista Ms. Marvel 01, de 1977, com design criado por John Romita. Na trama, Danvers teve o seu DNA fundido com o DNA alienígena Kree, o que lhe deu superpoderes, como força, invulnerabilidade e capacidade de voar. Por fim, parece que o rumor sobre a nova equipe de Vingadores ser apresentada ao fim do filme está praticamente confirmado, já que o próprio Presidente do Marvel Studios, Kevin Feige, afirmou isso em uma entrevista ao site Buzzfeed:

Os filmes dos Vingadores, idealisticamente, no plano geral são sempre grandes, ganchos gigantes. É como era nas publicações, quando cada um dos personagens tinha suas próprias aventuras e, então, ocasionalmente uniam-se para um grande evento de 12 edições. Depois, eles voltavam para suas próprias revistas e estavam mudados pelo o quê quer que tenha ocorrido no evento. Eu enxergo o mesmo acontecendo após esse filme, porque a formação [dos Vingadores] é alterada no final desse filme.

A Capitã Marvel mantém sua revista mensal apoiada em sua estreia no cinema?

A Capitã Marvel mantém sua revista mensal apoiada em sua estreia no cinema?

Pelo o que as premissas dão a entender, haverá um grande pesar pelo fato de Tony Stark ser o criador de Ultron, o que vai colocar muita pressão em seu personagem ao fim do filme e deve ser o motivo pelo qual ele se desliga dos Vingadores. Desse modo, isso deve levar ao eventos que formarão Capitão América 3, que ao que indica irá adaptar a história Guerra Civil (veja mais aqui). Os Vingadores – A Era de Ultron será o fechamento da chamada Fase 2 do Marvel Studios, que se desenvolve em Homem de Ferro 3, Thor – O Mundo Sombrio, Capitão América – O Soldado Invernal e Guardiões da Galáxia. O filme envolverá a ameaça da inteligência artificial Ultron, um dos maiores vilões dos quadrinhos, que constrói para si um corpo robótico indestrutível e quer simplesmente eliminar a humanidade.  No filme, ele criará um exército de drones para auxiliá-lo. A trama envolverá a dificuldade dos Vingadores existirem como equipe, que é potencializada pela chegada dos irmãos Feiticeira Escarlate e Mercúrio, que pelo menos no início não serão muito amigáveis. O andróide Visão também é parte do filme e, nos quadrinhos, é um ser artificial criado por Ultron para destruir os Vingadores, mas desenvolve consciência e se alia a equipe contra seu criador. Além de Ultron, também estará presente a organização terrorista HIDRA e seu líder, o Barão Von Strucker. O supervilão Thanos, que já apareceu brevemente no primeiro filme, também deve aparecer nas sombras, movendo a trama em direção ao fecho da trilogia. Avengers – Age of Ultron é escrito e dirigido por Joss Whedon. O elenco reúne Robert Downey Jr. (Tony Stark/Homem de Ferro), Chris Evans (Steve Rogers/Capitão América), Chris Hemsworth (Thor), Mark Ruffalo (Bruce Banner/Hulk), Samuel L. Jackson (Nick Fury), Scarlett Johansson (Natasha Romanoff/Viúva Negra), Jeremy Renner (Clint Barton/Gavião Arqueiro), Elizabeth Olsen (Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate), Aaron Taylor-Johnson (Pietro Maximoff/Mercúrio), James Spader (Ultron), Don Cheadle (Coronel James Rhodes), Cobie Smulder (Agente Maria Hill), Thomas Krestschmann (Barão Wolfgan Von Strucker), Paul Bettany (JARVIS/ Visão), Andy Serkis (Ulysses Klaw) e Kim Soo Hyun (papel não-revelado), com participações especiais de Josh Brolin (Thanos), Anthony Mackie (Sam Wilson/Falcão) e Hayley Atwell (Peggy Carter). As filmagens passaram pela África do Sul, Itália, Coreia do Sul e Grã-Bretanha. O lançamento será em 1º de maio de 2015, nos EUA. Os Vingadores surgiram em 1963, criados por Stan Lee e Jack Kirby, publicados em The Avengers 01, reunindo personagens já criados previamente. Mais importante supergrupo da Marvel Comics, fazer parte da equipe significa ter um status diferenciado de importância no Universo da editora.

Superman: Warner desenvolve nova série de TV chamada Krypton

Superman ganha uma série de TV em que o Superman não aparece.

Superman ganha uma série de TV em que o Superman não aparece.

Superman, o mais icônico dos super-heróis, publicado pela editora DC Comics, pertencente ao conglomerado Warner Bros. sempre foi um dos personagens que mais foi adaptado às outras mídias. E sua carreira prossegue. Além de uma série de TV Supergirl, pautada na heroína que é prima do homem de aço, a Warner TV também desenvolve outro projeto: uma série de TV chamada Krypton. É o que diz o site Bleeding Cool hoje. Segundo suas fontes, o estúdio está mais do que satisfeito com o sucesso da série Gotham, que mostra as longínquas origens do Batman (saiba mais aqui); por isso, quer ir pelo mesmo caminho com o Superman.

Segundo o site, Krypton mostraria não o herói, mas os últimos dias do planeta homônimo, “talvez envolvendo A Casa de El, talvez Brainiac, talvez um culto do fim do mundo, talvez dragões voando ao redor”. Ou seja, uma série que poderia expandir o rico panorama que envolve o nascimento de Kal-El, a criança que, no futuro, será o Superman, e a trama que culmina na destruição de Krypton; fatos mostrados de maneira competente (mas acelerada) em filmes como Superman – O Homem de Aço, sem esquecer a clássica abordagem de Superman – O Filme, de 1978.

Krypton na órbita do sol Rao na versão de Smallville.

Krypton na órbita do sol Rao na versão de Smallville.

A história todo mundo conhece: o cientista Jor-El descobre que o planeta Krypton está à beira da destruição, mas o Conselho que administra o planeta não lhe dá créditos. As descobertas de Jor-El causam o surgimento de cultos fanáticos sobre o fim do mundo, ao mesmo tempo em que o renegado General Zod tenta dar um golpe de Estado e tomar o poder. Zod é preso e Jor-El é impedido de sair alardeando suas teorias. Convicto que a vida em Krypton vai mesmo chegar ao fim, Jor-El e sua esposa Lara Lor-Van criam um plano mirabolante de enviar seu filho recém-nascido, Kal-El, em uma nave protótipo, à Terra, onde poderia sobreviver e teria habilidades especiais. A nave com o bebê parte quase que imediatamente ao momento em que Krypton explode, matando todos os seus habitantes.

O design da cidade de Kandor, capital de Krypton, em Smallville.

O design da cidade de Kandor, capital de Krypton, em Smallville.

Expandido, esse pano de fundo pode mesmo render uma grande trama de ficção científica em uma série de TV. Krypton poderia até adaptar o romance Os Últimos Dias de Krypton, do escritor Kevin J. Anderson, que narra toda essa trama em detalhes, focando na ambiência política, num livro bastante elogiado pela crítica especializada. Está disponível nas livrarias brasileiras pela editora Fantasy.

O livro de Anderson: inspiração?

O livro de Anderson: inspiração?

Segundo o Bleeding Cool, o escritor David S. Goyer está envolvido com a produção de Krypton. Ele é o roteirista de Superman – O Homem de Aço, bem como de outros produtos da TV, como a série Da Vince Demon’s. Com seu envolvimento, Krypton poderia expandir os eventos narrados naquele filme, utilizando-se do mesmo universo ficcional e ligando-se às produções cinematográficas recentes do homem de aço. Seria bem possível.

Não há detalhes sobre a série e sequer uma confirmação.

A nave de Kal-El decola de Krypton em seu momento final por John Byrne.

A nave de Kal-El decola de Krypton em seu momento final por John Byrne.

Enquanto isso, Supergirl irá mesmo acontecer, trazendo as aventuras de Kara Zor-El, uma prima kryptoniana do Superman que também sobrevive e chega à Terra. O Superman já teve várias versões na TV, sendo as mais recentes a série Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman, com 4 temporadas nos anos 1990; e Smallville, narrando as aventuras do jovem Clark Kent da adolescência à vida adulta, antes de se tornar o homem de aço, com 10 temporadas, encerrando-se em 2012.

Superman voltará aos cinemas em 2016 com o filme Batman v Superman – Dawn of Justice, que serve tanto como sequência de O Homem de Aço, como o pontapé inicial para a formação da Liga da Justiça nos cinemas.

Superman foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938 e desde então é publicado pela DC Comics.

 

Batman: Diretor Joel Schumacher irá escrever HQ do personagem adaptando seus filmes

Joel Schumacher: levando sua visão para as HQs também.

Joel Schumacher: levando sua visão para as HQs também.

O diretor Joel Schumacher é sempre lembrado (e odiado) por ter realizado os filmes Batman Eternamente e Batman & Robin, que destruíram a rentável franquia do homem-morcego nos anos 1990. Apesar de ter um catálogo até respeitável de longametragens – O primeiro ano do resto de nossas vidas (1985), Os Garotos Perdidos (1987), Tudo por Amor (1991), Um Dia de Fúria (1993), O Cliente (1994), 8mm (1999), Em Má Compania (2002), Por um Fio (2002), O Fantasma da Ópera (2004) – Schumacher maculou sua obra com o par de filmes do mais famoso dos super-heróis dos quadrinhos da DC Comics.

Mas não é o suficiente! O site Bleeding Cool noticiou esta semana que o diretor irá escrever uma HQ do personagem, no formato de maxissérie de 12 capítulos, onde irá adaptar seus filmes como uma trilogia, trazendo também a trama de Batman Triunphant, um longametragem nunca produzido que teria sido programado para 1999 e nunca foi realizado por causa do fracasso de Batman & Robin em 1997.

O Batman de Tim Burton e Michael Keaton: sombrio e gótico.

O Batman de Tim Burton e Michael Keaton: sombrio e gótico.

Para quem é novo na história, a franquia cinematográfica do homem-morcego iniciou em 1989 com Batman – O Filme, de Tim Burton, estrelado por Michael Keaton. O longa foi um grande sucesso, valeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Jack Nicholson pelo papel do vilão Coringa e venceu na categoria de Direção de Arte.

Isso tudo garantiu uma sequência: Batman – O Retorno, foi lançado em 1992, também com sucesso, trazendo a bizarra versão do Pinguim de Danny DeVito e a icônica interpretação de Michelle Pfeiter como a Mulher-Gato.

O cartaz de Batman Eternamente: espalhafatoso e colorido.

O cartaz de Batman Eternamente: espalhafatoso e colorido.

Contudo, os filmes de Tim Burton eram muito sombrios e góticos e a Warner Bros. queria filmes “mais família”. Por isso, após uma série de conflitos para dirigir o terceiro longa da franquia, Burton se desligou do projeto e Joel Schumacher foi contratado. Este atendeu o pedido do estúdio de fazer um filme mais leve, colorido e até com bastante comédia. Como Michael Keaton se negou a retornar ao papel, foi contratado Val Kilmer para viver Bruce Wayne em Batman Eternamente, de 1995, além de ter Jim Carrey como o Charada e Tommy Lee Jones como o Duas Caras, ambos em versões espalhafatosas. O filme ainda fez algum sucesso e trouxe o Robin pela primeira vez, vivido por Chris O’Donnell.

Batman e Robin: não dá para ser pior do que isso. Ou dá?

Batman e Robin: não dá para ser pior do que isso. Ou dá?

Seguindo em frente, em 1997, saiu Batman & Robin, dessa vez com George Clooney como Bruce Wayne, trazendo Chris O’Donnell de volta como Robin, Alicia Silverstone como Batgirl e os vilões Sr. Frio, por Arnold Schwarzenegger; Hera Venenosa, por Uma Turner; e até um inexpressivo Bane. O filme foi um fiasco completo de público e crítica.

Os planos para Batman Triunphant, então, foram cancelados. (Para saber mais sobre os filmes não realizados do homem-morcego, leia este especial do HQRock sobre o tema e se surpreenda!).

Duas Caras e Charada na visão de Schumacher.

Duas Caras e Charada na visão de Schumacher.

Agora, Batman Eternamente, Batman & Robin e Batman Triunphant serão levados aos quadrinhos como uma maxissérie em 12 partes, com roteiros de Joel Schumacher e desenhos de Dustin Nguyen. O Bleeding Cool afirma que os três longas serão narrados como se fossem uma única história, trazendo a abordagem pessoal do diretor para os personagens. Não houve anúncio oficial da empreitada, mas o site afirma que virá em breve, com a publicação começando em 2015.

O constrangedor trio de Batman & Robin: Sem comentários.

O constrangedor trio de Batman & Robin: Sem comentários.

Recentemente, em uma entrevista em vídeo, Joel Schumacher pediu desculpas por Batman & Robin, afirmando que a culpa do fracasso da obra é toda dele. Veja o comentário corajoso do diretor:

Val [Kimer] deixou [a produção de Batman & Robin] no último minuto para fazer A Ilha do Dr. Moreau. Isso mudou tudo! George [Clooney] fez um esforço notável. Eu fui o problema de Batman & Robin. Eu nunca havia feito uma sequência de qualquer um de meus filmes e sequências são feitas apenas por um único motivo: para fazer mais dinheiro e vender mais brinquedos. Eu fiz meu trabalho; mas eu nunca sentei meu traseiro direito na cadeira [de diretor]. (…) Eles [Warner] queriam uma sequência imediatamente, e eu disse sim. Não há ninguém mais para culpar a não ser eu. Poderia ter dito: “Não, não irei fazê-lo”. Apenas espero que eu nunca veja uma lista com os piores filmes já feitos e eu esteja lá. Eu não fiz um bom trabalho. George fez. Chris [O'Donnell] fez. Uma [Turner] está brilhante nele. Arnold é Arnold.

Após o grande fracasso de público e crítica do filme e o mal-estar medonho que ele gerou em seguida, a Warner passou diversos anos colocando e tirando vários projetos ligados ao Batman, até se decidir por zerar tudo e dar início a uma nova franquia, A Trilogia Cavaleiro das Trevas, realizada por Christopher Nolan entre 2005 e 2012, que agradou crítica e público.

Como será ter o Batman de Schumacher de volta? As HQs serão ainda piores do que os filmes? Ou não? Veremos no ano que vem.

Batman foi criado pelo cartunista Bob Kane em 1939 e desde então é publicado pela DC Comics.

Morre Jack Bruce, baixista da banda Cream, aos 71 anos

BRUCE CREAM

Jack Bruce: um dos maiores baixistas da história do rock e voz da banda Cream.

Um comunicado oficial anunciou ontem a morte do compositor, cantor e baixista Jack Bruce, mais famoso por ter integrado a lendária banda Cream, uma das mais importantes da história do rock. Por sua extrema habilidade musical, também é um dos maiores baixistas da história do rock e um músico extremamente influente nas novas gerações. No site oficial do músico, sua família publicou uma nota informando seu falecimento aos 71 anos:

É com grande tristeza que nós, a família de Jack, anunciamos a morte de nosso amado Jack: marido, pai, avô e lenda. O mundo da música será um lugar mais pobre sem ele, mas ele vive em sua música e eternamente em seus corações.

Jack Bruce sofria de uma doença hepática e já havia se submetido a um transplante de fígado em 2003. Segundo a agente do artista, Claire Singers, ele morreu rodeado por sua família em sua casa de campo em Suffolk, na Inglaterra.

Nascido com o nome de John Symon Asher Bruce (sendo o “Jack” um mero apelido) em 14 de maio de 1943, em Bishopsbriggs, em Larnakshire, na Escócia; era filho de um casal de músicos, o que fez com que se mudasse constantemente na infância e estudasse em 14 escolas diferentes. A instituição que lhe marcou mais foi a Royal Scottish Academy of Music and Drama, que ingressou ao fim do Ensino Médio, após ter começado a tocar Jazz ainda adolescente. Na Academia, estudou violoncelo e composição musical, mas terminou se desligando após um tempo, porque não se permitia tocar jazz na escola.

Um Mick Jagger adolescente canta no Blues Incorporated, com Jack Bruce ao fundo no baixo acústico.

Um Mick Jagger adolescente canta no Blues Incorporated, com Jack Bruce ao fundo no baixo acústico.

Adotando o contrabaixo como instrumento “popular”, sua carreira profissional se iniciou por meio da Murray Campbell Big Band, um grupo de jazz. Em 1962, Bruce ingressou na lendária banda The Blues Incorporated, liderada por Alexis Korner. A banda foi a mais importante da cena de R&B de Londres, sendo o grande catalizador de todo o movimento e celeiro de grandes astros futuros. Inicialmente, faziam parte da banda: Alexis Korner (guitarra), Long John Baldry (vocais), Cyrill Davis (gaita), Jack Bruce (baixo), Dick Heckstall-Smith (sax) e Charles Watts (bateria, futuro membro dos Rolling Stones).

Korner tinha uma postura muito gregária e, apesar do conjunto ter um núcleo base fixo, estava sempre aberto às contribuições de vários artistas jovens, em início de carreira. Isso permitiu que inúmeros futuros famosos tocassem com a banda como o trio fundador dos Rolling Stones Mick Jagger, Keith Richards e Brian Jones (este, foi membro fixo da banda); Rod Stewart, Jimmy Page, Paul Jones (da banda Manfred Mann), o tecladista John Mayall, o pianista Nick Hopkins; e o baterista Ginger Baker.

Vários grupos se formaram a partir do Blues Incorporated, reunindo esses músicos que circulavam em torno da banda. Além dos Rolling Stones, formaram-se o Cyrill Davis’ All Star Band (que reunia os guitarristas Jimmy Page e Jeck Beck); The John Mayall’s Bluesbreakers; e o The Graham Bond Organisation.

O Graham Bond Organisation, com Bruce (dir.).

O Graham Bond Organisation, com Bruce (dir.).

Foi nesta última em que se agregaram Graham Bond (vocais, teclados e sax), Jack Bruce (baixo), John McLaughlin (guitarra), Dick Heckstall-Smith (sax) e Ginger Baker (bateria). O grupo estreou em 1963 e, apesar de nunca ter feito sucesso comercial, lançou dois álbuns (The Sound of ’65 e There a Bond Between Us, ambos lançados em 1965) e causou algum tipo de impacto no circuito restrito do R&B por causa de sua mistura de blues e jazz, trazendo, portanto, o elemento da improvisação como algo importante nos shows.

Entretanto, as relações pessoais entre Bruce e Baker eram simplesmente impossíveis. Os dois se odiavam, brigavam o tempo inteiro e chegavam até a sabotar o equipamento um do outro na hora dos concertos, ou mesmo, trocarem socos durante as apresentações! Existem dezenas de estórias escabrosas envolvendo a dupla e é difícil saber o que é verdade e o que não é – afirmam que Baker chegou até a tentar esfaquear Bruce em uma ocasião – mas o fato é que os dois tinham personalidades muito difíceis, cheias de ego.

Os Bluesbreakers com Eric Clapton (de listras), mas sem Jack Bruce...

Os Bluesbreakers com Eric Clapton (de listras), mas sem Jack Bruce…

Em agosto de 1965, Bruce terminou demitido do Organisation e pensou em seguir carreira solo (cantando e compondo), porém, não tardou muito e surgiu a oportunidade de tocar o baixo para o John Mayall’s Bluesbreakers. A banda de Mayall já era, então, a principal da cena de R&B de Londres – pois houvera o esvaziamento do Blues Incorporated, com tantas bandas derivadas – e era um grupo muitíssimo apreciado pelo público. Além disso, os Bluesbreakers tinham se renovado recentemente com a adesão de Eric Clapton na guitarra, tornando-o o guitarrista mais famoso do país com seus solos bonitos e cheios de classe.

Mayall demitiu o baixista John McVie porque este estava exagerando nas drogas (havia uma política de “ficar limpo” na banda, o que renderia muito trabalho para o líder e uma constante mudança de membros) e Jack Bruce assumiu seu lugar. De imediato, se mostrou uma química excelente entre Bruce e Clapton e os shows dos Bluesbreakers viraram uma enorme sensação. Infelizmente, Bruce ficou pouco tempo (seu ego e a política do “ficar limpo” impediram continuar) e foi McVie quem gravou o célebre álbum The Bluesbreakers with Eric Clapton, lançado em 1966, e o primeiro disco de blues a entrar no Top10 das paradas britânicas.

A banda Manfred Mann com Jack Bruce (esq.).

A banda Manfred Mann com Jack Bruce (esq.).

Ainda assim, algumas apresentações ao vivo dos Bluesbreakers com Bruce e Clapton foram registradas e incluídas em uma edição especial do álbum como um CD bônus.

Ao sair dos Bluesbreakers, Bruce aceitou o convite de ingressar na banda The Manfred Mann, que vinha do circuito R&B, mas tinha uma pegada mais pop e uma boa carreira nas paradas de sucesso. Curiosamente, o single Pretty flamingo, gravado com Bruce, chegou ao 1º lugar das paradas britânicas, sendo a primeira vez que o músico flertou com o sucesso das massas. Mesmo assim, no típico espírito purista dos blueseiros da época, o músico não estava feliz tocando em uma banda mais pop.

No início de 1966, o jornal Melody Maker fez uma enquete para escolher os melhores instrumentistas da Grã-Bretanha e os vencedores foram Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker em seus respectivos instrumentos. Coincidência ou não, Clapton também cansou da política “ficar limpo” dos Bluesbreakers e propôs a Bruce montarem uma nova banda com Baker. Apesar das relações nada amistosas entre a velha dupla Baker-Bruce, todos toparam e num momento de “às favas com a modéstia” batizaram a banda de Cream, porque eles eram “a nata” da música britânica.

O Cream em 1967: Ginger Baker, Jack Bruce e Clapton.

O Cream em 1967: Ginger Baker, Jack Bruce e Clapton.

Como não podia deixar de ser diferente, a formação do Cream caiu como uma bomba no circuito musical londrino e o grupo já era um sucesso antes mesmo de fazer seu primeiro show. A crítica se rendeu à banda imediatamente e o público mostrou que não discordava: os singles Wrapping paper e I fell free foram grandes sucessos (mesmo nenhum deles sendo o rock pesado esperado pela audiência) e o álbum Fresh Cream também foi bem nas paradas.

O som do Cream era uma explosão: combinava o rock com o blues e trazia toneladas daqueles tons jazzísticos que Bruce adorava. À moda do jazz, a banda improvisava o tempo inteiro, fazendo cada canção se transformar em uma jornada virtuosa e sinuosa de 10 ou 16 minutos, com cada um levando seus instrumentos ao limites. O Cream foi a banda mais pesada já surgida até então, seu som era destruidor ao vivo. Em estúdio, a banda maneirava mais e investia em mais classe; mas ainda assim, deixava antever nos discos os motivos pelos quais eram famosos ao vivo.

Apesar de Eric Clapton ser a grande estrela do Cream desde o começo – o talento e o carisma do guitarrista conferiam um rosto ao grupo e consolidavam sua fama de “deus da guitarra”, conforme foi pichado nos muros de Londres – Bruce era a alma da banda; não apenas porque era o principal cantor e compositor (Clapton e Baker também contribuíam em ambos os campos), mas também porque seu baixo cheio de melodias e seus riffs eram a “cama” perfeita para os belos e potentes solos de Clapton nas longas jams instrumentais da banda.

Trabalhando quase sempre com o poeta Pete Brown como letrista, Jack Bruce assina a maioria das mais famosas canções do Cream, como I fell free, Sunshine of your love (esta em coautoria com Clapton), Swalbr, White room e Polititian.

O Cream psicodélico em 1967.

O Cream psicodélico em 1967.

A carreira do Cream foi meteórica: foram apenas dois anos, mas ainda renderam turnês incessantes turnês na Grã-Bretanha e nos EUA e quatro álbuns de estúdio: Fresh Cream (1966), Disraeli Gears (1967), Wheels of Fire (1968, duplo) e Goodbye (1969); os dois últimos trazendo também material ao vivo para exibir a potência da banda. Posteriormente, também saíram as coletâneas ao vivo Live Cream I e II que mostram porque o grupo era tão admirado na época. (Veja mais detalhes dos álbuns do Cream na Discografia Completa de Eric Clapton, publicada aqui no HQRock).

O fim foi causado pela completa impossibilidade de Bruce e Baker continuarem trabalhando juntos, ao mesmo tempo em que Eric Clapton queria investir em um tipo de música mais relaxada e simples. Ainda assim, numa rara demonstração de maturidade, o grupo decidiu encerrar as atividades programadamente, gravando as faixas de Goodbye e fazendo um show de despedida chamado Farewell Concert, no Royal Albert Hall, em novembro de 1968.

Jack Bruce e seu baixo: influência decisiva.

Jack Bruce e seu baixo: influência decisiva.

Após o fim do Cream, Jack Bruce saiu do mainstream e voltou às suas origens, criando trabalhos com a sonoridade voltada mais para o jazz.

O Cream ainda se reuniu duas vezes: em 1993 (quando foram incluídos no Hall da Fama) e com uma série de concertos (que viraram CD e DVD) em 2005.

Jack Bruce se vai, mas sua música fica. Seu estilo de tocar baixo irá sempre influenciar os roqueiros que querem ir (muito) além das notas básicas. Além disso, o legado do Cream permitiu a criação do que chamamos hoje de rock pesado, sendo as bases incontestes do hard rock e do heavy metal.

 

Os Vingadores 2: Marvel divulga primeiro trailer oficial do filme

A Era de Ultron: primeiro trailer.

A Era de Ultron: primeiro trailer.

Surpreendendo todo mundo, foi liberado oficialmente hoje o primeiro trailer de Os Vingadores 2 – A Era de Ultron, a sequência de Os Vingadores, o épico do Marvel Studios que reuniu nos cinemas pela primeira vez a equipe de super-heróis da Marvel Comics formada por Capitão América, Thor, Homem de Ferro e Hulk. A Marvel havia anunciado que o vídeo chegaria na próxima semana, por meio de um episódio da série de TV Agents of SHIELD, mas o estúdio acelerou o processo.

Veja abaixo o trailer completo (e não apenas um teaser como é mais comum):

O vídeo apresenta os personagens principais, dando destaque a cada um dos membros da equipe e dá alguns vislumbres do que é a trama.

Merece destaque, claro, as primeiras imagens do vilão Ultron e, claro, a grande briga entre o Hulk e o Homem de Ferro dentro da armadura especial hulkbuster!

[Atualizado: Vejamos uma rápida análise do vídeo. O tom geral é bem mais sombrio - muito mais do que do filme anterior. É claro que a edição final do longa trará as típicas piadinhas comuns aos filmes do Marvel Studios, mas dessa vez, o trailer promete uma abordagem diferente. Em entrevistas, Joss Whedon prometeu um filme mais "íntimo" do que o anterior, no sentido de que os problemas internos da equipe serão mais explorados.

O vídeo dá uma ideia de "lidar com consequências de seus atos", especialmente aos personagens Tony Stark (ele é o criador de Ultron) e Viúva Negra (uma cena dela cabisbaixa no que parece um prédio abandonado). Entrevistas também afirmam que seu passado será explorado.

A abordagem do vilão - que narra o trailer - é bem interessante pela escolha: em vez de algo mecanizado, Ultron aparece quase como um humano, cheio de motivação e emoção, exatamente como nos quadrinhos clássicos da equipe. Destaque à voz do ator James Spader.

Enquanto o filme anterior tem um quê de fantasia, este novo capítulo soa (pelo menos pelo trailer) mais duro e com uma ameaça mais real (inteligência artificial e drones em vez de aliens). As cenas de ação também dão a impressão de que os Vingadores (como equipe) serão tensionados ao limite. Daí, faz sentido os rumores de que haverá uma nova equipe formada no fim do filme. Fim da Atualização].

Os Vingadores – A Era de Ultron será o fechamento da chamada Fase 2 do Marvel Studios, que se desenvolve em Homem de Ferro 3, Thor – O Mundo Sombrio, Capitão América – O Soldado Invernal e Guardiões da Galáxia. O filme envolverá a ameaça da inteligência artificial Ultron, um dos maiores vilões dos quadrinhos, que constrói para si um corpo robótico indestrutível e quer simplesmente eliminar a humanidade.  No filme, ele criará um exército de drones para auxiliá-lo. A trama envolverá a dificuldade dos Vingadores existirem como equipe, que é potencializada pela chegada dos irmãos Feiticeira Escarlate e Mercúrio, que pelo menos no início não serão muito amigáveis. O andróide Visão também é parte do filme e, nos quadrinhos, é um ser artificial criado por Ultron para destruir os Vingadores, mas desenvolve consciência e se alia a equipe contra seu criador. Além de Ultron, também estará presente a organização terrorista HIDRA e seu líder, o Barão Von Strucker. O supervilão Thanos, que já apareceu brevemente no primeiro filme, também deve aparecer nas sombras, movendo a trama em direção ao fecho da trilogia.

Avengers – Age of Ultron é escrito e dirigido por Joss Whedon. O elenco reúne Robert Downey Jr. (Tony Stark/Homem de Ferro), Chris Evans (Steve Rogers/Capitão América), Chris Hemsworth (Thor), Mark Ruffalo (Bruce Banner/Hulk), Samuel L. Jackson (Nick Fury), Scarlett Johansson (Natasha Romanoff/Viúva Negra), Jeremy Renner (Clint Barton/Gavião Arqueiro), Elizabeth Olsen (Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate), Aaron Taylor-Johnson (Pietro Maximoff/Mercúrio), James Spader (Ultron), Don Cheadle (Coronel James Rhodes), Cobie Smulder (Agente Maria Hill), Thomas Krestschmann (Barão Wolfgan Von Strucker), Paul Bettany (JARVIS/ Visão) e Kim Soo Hyun (papel não-revelado), com participações especiais de Josh Brolin (Thanos), Anthony Mackie (Sam Wilson/Falcão) e Hayley Atwell (Peggy Carter). As filmagens passaram pela África do Sul, Itália, Coreia do Sul e Grã-Bretanha. O lançamento será em 1º de maio de 2015, nos EUA.

Os Vingadores surgiram em 1963, criados por Stan Lee e Jack Kirby, publicados em The Avengers 01, reunindo personagens já criados previamente. Mais importante supergrupo da Marvel Comics, fazer parte da equipe significa ter um status diferenciado de importância no Universo da editora.

DC Comics: novidades nos quadrinhos, Superman ganha novos poderes e uniforme e a identidade do novo Robin é revelada

Capa de Superman 38, por John Romita Jr.

Capa de Superman 38, por John Romita Jr.

A editora DC Comics divulgou algumas novidades hoje sobre seus quadrinhos e duas deles surpreendem: Superman ganhará novos poderes e uniforme; e a identidade do novo Robin é revelada.

O homem de aço ganhará novos poderes e um novo uniforme no fim do arco atual que causa estardalhaço atualmente por reunir o escritor Geoff Johns (o principal do personagens na última década) e o desenhista John Romita Jr. (um dos maiores da história da Marvel, trabalhando na DC pela primeira vez). O arco se encerrará em Superman 38, de janeiro de 2015. A capa foi divulgada, mas não revela nada.

A dinâmica arte de John Romita Jr. pela primeira vez na DC Comics.

A dinâmica arte de John Romita Jr. pela primeira vez na DC Comics.

Embora isso possa render algumas histórias – talvez até um uniforme mais orgânico do que o atual de Os Novos 52 (a nova fase da DC que se iniciou em 2011) – o fato também preocupa os leitores mais antigos, que já viram essa história antes. Na segunda metade dos anos 1990, o Superman ganhou novos poderes e uniformes e o resultado não apenas foi péssimo, como bizarro. (Saiba mais clicando aqui). É esperar que Johns e Romita possam fazer melhor do que isso.

Na outra notícia, a saga Robin Rises, que atualmente corre nas revistas do Batman finalmente irá revelar a identidade do novo Robin. Não sabemos se isso é exatamente um spoiler, já que a própria DC já divulgou o fato. Então, lá vai: na verdade, não é novo Robin, nada; teremos a volta de Damian Wayne, personagem que foi morto numa história do ano passado e que, como é comum nas HQs, irá voltar do além-vida.

Damian Wayne retorna ao papel de Robin (agora com superpoderes) na capa de Batman & Robin 38.

Damian Wayne retorna ao papel de Robin (agora com superpoderes) na capa de Batman & Robin 38.

Segundo o comunicado, Batman irá em Apokalips (planeta comandado pelo vilão Darkseid) e irá resgatar o corpo de seu filho Damian, que terminará não apenas voltando à vida, como também ganhará superpoderes, o que irá alterar a dinâmica entre o homem-morcego e seu ajudante.

Não está claro que poderes são esses, mas a imagem divulgada mostra Robin à prova de balas.

Damian Wayne é o mais recente Robin, criado pelo escritor Grant Morrison e o desenhista Andy Kubert em 2006. Filho de Bruce Wayne com a vilã Talia Head (a filha de Ra’s Al Ghul), Damian compensa a pouca idade com uma habilidade física incomparável.

O retorno do personagem se dará em Batman & Robin 38, também de janeiro de 2015, nas mãos do escritor Peter J. Tomasi e do desenhista Patrick Gleason.

Superman foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938 e desde então é publicado pela DC Comics.

Batman foi criado pelo cartunista Bob Kane em 1939 e desde então é publicado pela DC Comics.

Resenha de Gotham, a série de TV

O logo de Gotham, a série de TV.

O logo de Gotham, a série de TV.

Já há algum tempo, vários pedidos chegam ao HQRock para que produzamos uma resenha sobre Gotham, nova série de TV baseada no universo de personagens de Batman, da DC Comics, a ser levada ao ar pelo conglomerado Warner Bros. e a ser exibido pelo canal Fox, trazendo a história do jovem detetive James Gordon em paralelo às consequências das mortes dos pais de Bruce Wayne. Então, a pedidos, aí vai!

Para objetivar nossa análise, diferentemente do que fazemos com os filmes, vamos resenhar os três primeiros episódios da série e tecer alguns comentários gerais.

O detetive James Gordon: como ser incorruptível em uma cidade corrupta?

O detetive James Gordon: como ser incorruptível em uma cidade corrupta?

Comecemos pelo Episódio 1 – Piloto.

O primeiro episódio de Gotham sofre um pouco do mal da maioria dos pilotos, na urgência de mostrar “o que é” a série, termina despejando informação demais no telespectador, inclusive, apresentando personagens totalmente desnecessários apenas para “apresentá-los” aos capítulos seguintes. A trama de Piloto é bem elaborada e densa, o que é positivo, mas por outro lado, os 40 min do capítulo terminam sendo pouco para desenvolvê-la, então, alguns pontos ficam apressados.

Dito isso, é importante salientar que, no cômpito geral, Piloto é um episódio extremamente promissor. A premissa da série é excelente e os personagens principais são muito bons. E até algumas surpresas no meio do caminho impressionam.

A morte dos pais de Bruce Wayne: foco da série em seu início.

A morte dos pais de Bruce Wayne: foco da série em seu início.

A trama básica é aquela já pré-definida no cânone do Batman: os milionários Thomas e Martha Wayne são assassinados na saída de um cinema, aparentemente em um assalto banal, na frente do filho Bruce, que tem algo em torno de 10 ou 12 anos. A partir daqui, Gotham começa a amarrar novas pontas e relacionar personagens de modo inédito, mas com um bom resultado. A polícia precisa, então, investigar o crime e a bomba cai em cima da dupla de detetives James Gordon e Harvey Bullock.

Gordon é um novato na corporação; herói de guerra que ingressou na polícia há pouco tempo e, diferentemente da maior parte da força, é um homem honesto e corajoso. Bullock, ao contrário, é um veterano da polícia e, por isso, tem todas as manhas, ligações com o crime organizado e uma visão muito própria do que é certo ou errado. Um tira corrupto e omisso. É interessante essa abordagem por ela não difere muito do personagem original dos quadrinhos, onde Bullock surgiu como um policial corrupto e, depois, ficou honesto. Quem sabe este é o arco do personagem na série? Não está claro. Ele é justamente a maior incógnita do programa.

O Pinguim é um dos destaques.

O Pinguim é um dos destaques.

Os outros personagens são bastante interessantes: Bruce Wayne aparece como um garoto obviamente perturbado após o crime; Alfred tem uma presença de tela interessantíssima; Fish Mooney combina arrogância e ambição; Selina Kyle é uma típica “menina de rua”; e Oswald Cobblepot tem um arco bem promissor.

A série cria uma ligação entre Gordon e o jovem Wayne, que inexiste nas HQs originais (na origem oficial, Batman: Ano Um, Gordon só chega à cidade quando Wayne é adulto e se torna o Batman); mas é insinuada em outra versões, como por exemplo, na Trilogia Cavaleiro das Trevas (em que o jovem policial Gordon conforta o pequeno Bruce logo após o crime; mesmo que esse contato tenha sido meramente pontual, já que no segundo filme, ao encontrar Gordon, Bruce Wayne age como se não o conhecesse e o policial lhe pergunta: “você é Bruce Wayne, não é?”).

O confronto entre Gordon e o Pinguim define a jornada de ambos.

O confronto entre Gordon e o Pinguim define a jornada de ambos.

O assassinato dos Wayne é o primeiro grande caso que Gordon investiga como Detetive do DPGC em Gotham, então, lhe dá muita importância. O policial também é cativado pela situação de Bruce, revelando ao jovem que também ficou órfão cedo. Assim, se cria uma conexão entre os dois e Gordon promete desvendar o caso, algo que não consegue fazer de imediato. Ele se sente em dívida com o garoto e isso aumenta seu desejo de solucionar o caso.

Piloto impressiona ao desenvolver a trama que corre por trás do assassinato dos Wayne: foi um crime acidental ou há algo mais? Esta parece ser a grande questão da Primeira Temporada e vai ser interessante vê-la sendo desenvolvida. A investigação serve para revelar o bandidinho Mario Pepper e sua filha Ivy Pepper, que fica claro será a Hera Venenosa no futuro.

É impactante a aparição de Carmine Falcone no fim do episódio. Cheio de presença de tela, o chefe máximo do crime organizado de Gotham City vem mostrar que o assassinato dos Wayne “não foi bom para os negócios” e também quer saber quem o cometeu.

Piloto resolve alguns pontos básico da trama – para servir como capítulo isolado – mas, apesar dos “senões” do início do texto, deixa uma série de boas promessas ao fim.

Episódio 2 – Selina Kyle

Selina Kyle: peça chave na investigação.

Selina Kyle: peça chave na investigação.

O segundo episódio tem uma linha principal mais banal – um casal de malucos que sequestra crianças de rua para vendê-las a um tal de “sr. dos bonecos” (gancho para algo no futuro parece. Para mim tem cheiro de Ra’s Al Ghul e a Liga das Sombras no ar, mas deixe isso para depois, né?). Contudo, as tramas paralelas são bem mais interessantes, mostrando um pouco de quem é Selina Kyle (que presenciou o assassinato dos Wayne), do crescimento de Oswald Cobblepot, das ligações do crime organizado e da vida íntima de James Gordon e sua noiva, Barbara Kean.

Os detetives Allen e Montoya: ela tem uma história com a noiva de Gordon.

Os detetives Allen e Montoya: ela tem uma história com a noiva de Gordon.

Se no Piloto havia sido apenas insinuado um tipo de “ligação” entre Barbara e a detetive Renee Montoya; este segundo episódio deixa tudo claro e explícito: as duas foram amantes e há até um beijo entre elas. (Fazendo inveja à hipócrita TV brasileira) Gotham toma uma decisão arriscada e bem-vinda, pois dá toda uma sensação de mundo real à trama e, claro, adiciona toneladas de drama em cima do personagem Jim Gordon, que não sabe, nem suspeita de nada do que houve no passado dela.

É interessante que Montoya é realmente lésbica nos quadrinhos, mas a ligação com Barbara Kean, futura esposa de Gordon (e mãe de James Gordon Jr. e – dependendo da versão – de Barbara Gordon, a futura Batgirl), é totalmente nova, criada pela série.

Fish Mooney quer crescer na hierarquia do crime.

Fish Mooney quer crescer na hierarquia do crime.

Episódio 3 – The Balloom-Man

O terceiro episódio tem mais “cara de HQ” do que os demais por trazer um assassino em série que usa um método totalmente bizarro de matar suas vítimas. Na trama, a abordagem do “homem-balão” desperta a curiosidade (e dá várias ideias) a Bruce Wayne.

Selina Kyle continua a ser desenvolvida e se mostra importante para a polícia por ter visto o rosto do assassino dos Wayne. Ao mesmo tempo, vemos se desenvolver uma pequena guerra de poder no submundo de Gotham, que vai ganhando novos peões importantes: Sal Maroni vem se juntar à complexa rede de relações entre Falcone e Fish Mooney; bem como Oswald Cobblepot vai desempenhar um papel importante em tudo isso.

O episódio também deixa claro que, como não confiam no DPGC, a Unidade de Crimes Especiais – representada por Renee Montoya e Crispus Allen – desenvolve uma investigação paralela do crime dos Wayne.

Oswald cresce como personagem.

Oswald cresce como personagem.

Panorama Geral

Gotham tem até agora vários trunfos. A fotografia da série é diferenciada, dando relevo aos tons sujos e sombrios, porém, sem abusar da escuridão, que aparentemente é um elemento que não funciona muito bem na TV. Gotham City deve ir ganhando cada vez mais identidade visual ao longo dos episódio, mas desde o início tenta não ser uma mera “imitação” de Nova York. É curiosa a abordagem estética do programa: não é uma cidade gótica, mas sombria.

Ao mesmo tempo, a Direção de Arte faz uma brincadeira com o tempo. A lógica é que a série se passaria por volta dos anos 1980, para que o Batman fosse adulto nos dias de hoje; desse modo, muitos elementos da série refletem esse período (sem as cores berrantes daquela década, contudo), que aparecem em móveis, objetos de cena, roupas e carros. Entretanto, os personagens usam telefones celulares e, mais raramente, computadores. Desse modo, Gotham fica localizada em um tipo de limbo temporal que mistura os anos 1980 – o jovem Bruce Wayne sempre aparece usando suéteres bem ao estilo antigo – com o mundo contemporâneo. Tomando a premissa de que a história se passa nos dias atuais, o uso dos elementos vintage dá um tom de decadência à cidade que cai muito bem com a trama.

Outro trunfo são os personagens. Embora alguns ainda precisem ser desenvolvidos no futuro – como a Capitã Sarah Essen, a chefe de Gordon e Bullock, ou o perito (que ocupação genial para ele) Edward Nyga, que todos sabem será o Charada no futuro – o núcleo principal e o de apoio é muito bom.

Gordon e Bullock: tira bom e tira mal.

Gordon e Bullock: tira bom e tira mal.

Destaque ao Pinguim que, embora escrito com muita pressa no Piloto, cresce bem mais lentamente (e melhor) nos outros dois episódios, que vão construindo um arco no qual o jovem Oswald deixa de ser um filhinho da mamãe mimado e covarde para um psicopata em desenvolvimento, cheio de ambição e com uma “visão” do que Gotham será no futuro. Bruce Wayne e Alfred são, curiosamente, pouco atrativos no Piloto, mas também crescem bastante nos episódios seguintes, garantindo elementos interessantes à dinâmica da dupla com o detetive Gordon.

O personagem Bruce Wayne será o grande desafio da série, afinal, será complicado manter a audiência preocupada com ele com o restante das tramas se desenvolvendo. Mas talvez, a série mostre ele se aliando com Selina Kyle na busca pelo assassino e, provavelmente, essa busca levará a uma série de novos personagens.

Gordon e Wayne: relação deve crescer ao longo da série.

Gordon e Wayne: relação deve crescer ao longo da série.

A trama da máfia é um prato cheio e a dinâmica Falcone-Mooney-Maroni-Cobblepot pode render uma temporada cheia de grandes emoções. No campo pessoal e dramático, o triângulo entre Gordon, Barbara e Montoya também pode ir a caminhos surpreendentes, inclusive, porque – se seguir a linha de Batman: Ano Um – é esperado o detetive se envolver com Sarah Essen. Talvez no futuro, tipo na Segunda Temporada?

Após um começo promissor, Gotham tem pela frente um grande desafio: manter-se fiel às promessas. O meio de temporada é a parte mais difícil, já que os produtores se preocupam demais com o início e o fim e deixam a metade meio solta. Veremos…

Gotham tem produção executiva de Bruno Heller (de The Mentalist) e é produzida pela DC Entertainment, Primrose Hill e Warner Bros. Television, sendo exibida no canal Fox. A estreia do programa foi em 22 de setembro de 2014. Os episódios 1 e 2 foram escritos por Bruno Heller e dirigidos por Danny Cannon; enquanto o 3 foi escrito por Dermott Downs e dirigido por John Sthephens.

Bruce Wayne é claramente perturbado nessa versão.

Bruce Wayne é claramente perturbado nessa versão.

O elenco fixo traz: Ben Mckenzie (Detetive James Gordon), Donal Logue (Detetive Harvey Bullock), David Mazouz (Bruce Wayne aos 12 anos), Robin Lord Taylor (Oswald Cobblepot, o Pinguim), Jada Pinkett Smith (Fish Mooney), Erin Richards (Barbara Kean), Sean Pertwee (Alfred Pennyworth),  Camren Bicondova (Selina Kyle aos 12 anos), Zabrina Guevara (Sarah Essen), Victoria Cartagena (detetive Renee Montoya), Andrew Stewart-Jones (detetive Crispus Allen), John Doman (Carmine Falcone), Cory Michael Smith (Edward Nyga).

Saiba mais sobre a cidade de Gotham City nos quadrinhos clicando aqui.

O Comissário James Gordon é o mais antigo personagem coadjuvante das histórias do Batman, tendo surgido junto com o herói em Detective Comics 27, de 1939, pelas mãos de Bob Kane e Bill Finger. Na trilogia Cavaleiro das Trevas foi vivido com extrema competência por Gary Oldman.

Batman foi criado pelo cartunista Bob Kane em 1939 e desde então é publicado pela DC Comics.

 

 

Batman v Superman: Robin feminina pode estar no filme, imagens da Ilha Paraíso e detalhes sobre a festa de Lex Luthor numa rodada sobre as gravações

Jena Malone pode interpretar a Robin Carrie Kelley.

Jena Malone pode interpretar a Robin Carrie Kelley.

Prosseguem as gravações de Batman v. Superman – Dawn of Justice, sequência de Superman – O Homem de Aço, o reinício da franquia cinematográfica da Warner Bros. sobre o personagem da DC Comics, que colocará o homem-morcego contra o último filho de Krypton, resultando no primeiro encontro cinematográfico dos dois mais icônicos de todos os super-heróis, mas algumas notícias continuam aparecendo, inclusive, sobre contratações do elenco. O site da Variety relatou que a atriz Jena Malone foi contratada para o filme. O fato dela estar com os cabelos ruivos imediatamente levou os especialistas a supor que seu papel será o de Carrie Kelley, adolescente que assume o papel de Robin na minissérie Batman: O Cavaleiro das Trevas, que todos sabem, influencia bastante o roteiro do longametragem. Em seguida à publicação da notícia, o Hollywood Reporter confirmou a atriz no filme, sem contudo demarcar qual o seu papel exatamente.

A citada minissérie se passa em um futuro possível, onde um Bruce Wayne de quase 60 anos de idade retoma suas atividades como Batman para conter a crescente onde de violência em Gotham City. Nisso, ele ganha a adesão da jovem Carrie Kelley, que se torna a nova Robin. Tendo em vista o clamor da reaparição do homem-morcego, o Governo dos EUA encarrega o Superman de detê-lo.

Os Robins em sentido horário: Dick Greyson, Jason Todd, Tim Drake, Damian Wayne, Stephannie Brown e Carrie Kelley.

Os Robins em sentido horário: Dick Greyson, Jason Todd, Tim Drake, Damian Wayne, Stephannie Brown e Carrie Kelley.

Nos quadrinhos, Robin é uma espécie de “estágio” pelo qual o Batman submete seus discípulos no treinamento para se tornarem vigilantes urbanos. Já houveram vários deles. O mais famoso é o primeiro, Dick Greyson, que atualmente atua com o nome de Asa Noturna. A ele seguiram outros como Jason Todd (Capuz Vermelho), Tim Drake (Robin Vermelho), Stephanie Brown (Salteadora) e Damian Wayne (o mais recente). Nas HQs atuais, Carrie Kelley acabou de ser introduzida em nosso presente, podendo se tornar a Robin em nossa linha temporal em breve.

Os cenários no Novo México.

Os cenários no Novo México.

Em outra notícia sobre o filme, um canal de TV dos EUA conseguiu imagens dos cenários da produção construídos no Estado do Novo México, para onde irão as filmagens no início do próximo mês, após terminarem as sequências em Detroit. As imagens sugerem se tratar de Themysciria, mais conhecida como Ilha Paraíso, a habitação secreta da Mulher-Maravilha e das Amazonas.

Por fim, o site Latino Review trouxe mais detalhes sobre a cena da briga entre Bruce Wayne e Lex Luthor que o HQRockcomentou esses dias. Segundo o site, não seria uma festa na casa de Luthor, mas a reinauguração da Biblioteca Pública de Metróplis – após a destruição que a cidade sofreu no filme O Homem de Aço – numa cerimônia que terá Clark Kent e Lois Lane entrevistando “celebridades” sobre o que eles pensam sobre o Superman; já que o filme mostrará que uma parcela da população simplesmente odeia o kryptoniano pela destruição do filme anterior; enquanto outra facção o adora.

Themysciria?

Themysciria?

A cena da festa ainda está sendo filmada no The Eli and Edythe Broad Art Museum, no campus da Michigan State University. O site diz que haverá mesmo um tipo de confronto físico entre Luthor e Wayne. (Leia mais no link acima).

Em Batman v. Superman – Dawn of Justice, um Batman mais experiente irá se contrapor ao recém-surgido Superman, criando algum tipo de conflito entre ambos, mais ou menos nos parâmetros da minissérie Batman: O Cavaleiro das Trevas, escrita e desenhada por Frank Miller, em 1986. Segundo os informes até agora, será um “novo” Batman e não uma sequência da Trilogia Cavaleiro das Trevas, embora a premissa de um homem-morcego mais experiente seja justamente adequada a isso.

Mulher-Maravilha também terá uma (pequena?) participação no filme. Lex Luthor é o vilão principal, mas haverá outro antagonista, provavelmente, mais físico, que pode ser alguém como Doomsday (Apocalypse), Metallo ou Parasita. A cidade de Detroit será o modelo para Metrópolis e para Gotham City também. As filmagens principais estão ocorrendo no Estado de Michigan.

Batman v. Superman – Dawn of Justice  é produzido por Deborah Snyder e Charles Roven, com história de David S. Goyer (dos filmes do Batman e O Homem de Aço), roteiro de Chris Terrio (de Argo) e dirigido por Zack Snyder (de 300 Watchmen), funcionando como uma sequência de Superman – O Homem de Aço. O elenco traz Henry Cavill (Superman/Clark Kent), Ben Affleck (Batman/Bruce Wayne), Amy Adams (Lois Lane),  Jesse Eisenberg (Lex Luthor), Gal Gadot (Diana Prince/ Mulher-Maravilha), Laurence Fishburne (Perry White), Diane Lane (Martha Kent), Jeremy Irons (Alfred Pennyworth), Tao Okamoto (Mercy Graves), além de Holly Hunter, Callan Mulvey e Scoot McNairy em papeis não revelados; e a participação especial de Jason Mamoa (Orin/ Aquaman). O lançamento será em 25 de março de 2016.

Superman foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938 e desde então é publicado pela DC Comics.

Batman foi criado pelo cartunista Bob Kane em 1939 e desde então é publicado pela DC Comics.

A Mulher-Maravilha foi criada pelo psicólogo norteamericano William Moulton Marston e o desenhista H. G. Peters, aparecendo na revista All-American Comics 08, em 1941. A ideia de Marston era apresentar um arquétipo do força do feminino e, em segredo, explorar tendências sexuais não tradicionais à sociedade da época (como bigamia, lesbianismo e sadomasoquismo). A personagem fez bastante sucesso e se manteve sendo publicada até hoje pela DC Comics. Ela foi uma dos membros-fundadores da Liga da Justiça em 1960. A Mulher-Maravilha continua representando um símbolo da força das mulheres no mundo atual, sendo a mais icônica das super-heroínas.

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