Os Vingadores 2: Marvel divulga primeiro trailer oficial do filme

A Era de Ultron: primeiro trailer.

A Era de Ultron: primeiro trailer.

Surpreendendo todo mundo, foi liberado oficialmente hoje o primeiro trailer de Os Vingadores 2 – A Era de Ultron, a sequência de Os Vingadores, o épico do Marvel Studios que reuniu nos cinemas pela primeira vez a equipe de super-heróis da Marvel Comics formada por Capitão América, Thor, Homem de Ferro e Hulk. A Marvel havia anunciado que o vídeo chegaria na próxima semana, por meio de um episódio da série de TV Agents of SHIELD, mas o estúdio acelerou o processo.

Veja abaixo o trailer completo (e não apenas um teaser como é mais comum):

O vídeo apresenta os personagens principais, dando destaque a cada um dos membros da equipe e dá alguns vislumbres do que é a trama.

Merece destaque, claro, as primeiras imagens do vilão Ultron e, claro, a grande briga entre o Hulk e o Homem de Ferro dentro da armadura especial hulkbuster!

[Atualizado: Vejamos uma rápida análise do vídeo. O tom geral é bem mais sombrio - muito mais do que do filme anterior. É claro que a edição final do longa trará as típicas piadinhas comuns aos filmes do Marvel Studios, mas dessa vez, o trailer promete uma abordagem diferente. Em entrevistas, Joss Whedon prometeu um filme mais "íntimo" do que o anterior, no sentido de que os problemas internos da equipe serão mais explorados.

O vídeo dá uma ideia de "lidar com consequências de seus atos", especialmente aos personagens Tony Stark (ele é o criador de Ultron) e Viúva Negra (uma cena dela cabisbaixa no que parece um prédio abandonado). Entrevistas também afirmam que seu passado será explorado.

A abordagem do vilão - que narra o trailer - é bem interessante pela escolha: em vez de algo mecanizado, Ultron aparece quase como um humano, cheio de motivação e emoção, exatamente como nos quadrinhos clássicos da equipe. Destaque à voz do ator James Spader.

Enquanto o filme anterior tem um quê de fantasia, este novo capítulo soa (pelo menos pelo trailer) mais duro e com uma ameaça mais real (inteligência artificial e drones em vez de aliens). As cenas de ação também dão a impressão de que os Vingadores (como equipe) serão tensionados ao limite. Daí, faz sentido os rumores de que haverá uma nova equipe formada no fim do filme. Fim da Atualização].

Os Vingadores – A Era de Ultron será o fechamento da chamada Fase 2 do Marvel Studios, que se desenvolve em Homem de Ferro 3, Thor – O Mundo Sombrio, Capitão América – O Soldado Invernal e Guardiões da Galáxia. O filme envolverá a ameaça da inteligência artificial Ultron, um dos maiores vilões dos quadrinhos, que constrói para si um corpo robótico indestrutível e quer simplesmente eliminar a humanidade.  No filme, ele criará um exército de drones para auxiliá-lo. A trama envolverá a dificuldade dos Vingadores existirem como equipe, que é potencializada pela chegada dos irmãos Feiticeira Escarlate e Mercúrio, que pelo menos no início não serão muito amigáveis. O andróide Visão também é parte do filme e, nos quadrinhos, é um ser artificial criado por Ultron para destruir os Vingadores, mas desenvolve consciência e se alia a equipe contra seu criador. Além de Ultron, também estará presente a organização terrorista HIDRA e seu líder, o Barão Von Strucker. O supervilão Thanos, que já apareceu brevemente no primeiro filme, também deve aparecer nas sombras, movendo a trama em direção ao fecho da trilogia.

Avengers – Age of Ultron é escrito e dirigido por Joss Whedon. O elenco reúne Robert Downey Jr. (Tony Stark/Homem de Ferro), Chris Evans (Steve Rogers/Capitão América), Chris Hemsworth (Thor), Mark Ruffalo (Bruce Banner/Hulk), Samuel L. Jackson (Nick Fury), Scarlett Johansson (Natasha Romanoff/Viúva Negra), Jeremy Renner (Clint Barton/Gavião Arqueiro), Elizabeth Olsen (Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate), Aaron Taylor-Johnson (Pietro Maximoff/Mercúrio), James Spader (Ultron), Don Cheadle (Coronel James Rhodes), Cobie Smulder (Agente Maria Hill), Thomas Krestschmann (Barão Wolfgan Von Strucker), Paul Bettany (JARVIS/ Visão) e Kim Soo Hyun (papel não-revelado), com participações especiais de Josh Brolin (Thanos), Anthony Mackie (Sam Wilson/Falcão) e Hayley Atwell (Peggy Carter). As filmagens passaram pela África do Sul, Itália, Coreia do Sul e Grã-Bretanha. O lançamento será em 1º de maio de 2015, nos EUA.

Os Vingadores surgiram em 1963, criados por Stan Lee e Jack Kirby, publicados em The Avengers 01, reunindo personagens já criados previamente. Mais importante supergrupo da Marvel Comics, fazer parte da equipe significa ter um status diferenciado de importância no Universo da editora.

DC Comics: novidades nos quadrinhos, Superman ganha novos poderes e uniforme e a identidade do novo Robin é revelada

Capa de Superman 38, por John Romita Jr.

Capa de Superman 38, por John Romita Jr.

A editora DC Comics divulgou algumas novidades hoje sobre seus quadrinhos e duas deles surpreendem: Superman ganhará novos poderes e uniforme; e a identidade do novo Robin é revelada.

O homem de aço ganhará novos poderes e um novo uniforme no fim do arco atual que causa estardalhaço atualmente por reunir o escritor Geoff Johns (o principal do personagens na última década) e o desenhista John Romita Jr. (um dos maiores da história da Marvel, trabalhando na DC pela primeira vez). O arco se encerrará em Superman 38, de janeiro de 2015. A capa foi divulgada, mas não revela nada.

A dinâmica arte de John Romita Jr. pela primeira vez na DC Comics.

A dinâmica arte de John Romita Jr. pela primeira vez na DC Comics.

Embora isso possa render algumas histórias – talvez até um uniforme mais orgânico do que o atual de Os Novos 52 (a nova fase da DC que se iniciou em 2011) – o fato também preocupa os leitores mais antigos, que já viram essa história antes. Na segunda metade dos anos 1990, o Superman ganhou novos poderes e uniformes e o resultado não apenas foi péssimo, como bizarro. (Saiba mais clicando aqui). É esperar que Johns e Romita possam fazer melhor do que isso.

Na outra notícia, a saga Robin Rises, que atualmente corre nas revistas do Batman finalmente irá revelar a identidade do novo Robin. Não sabemos se isso é exatamente um spoiler, já que a própria DC já divulgou o fato. Então, lá vai: na verdade, não é novo Robin, nada; teremos a volta de Damian Wayne, personagem que foi morto numa história do ano passado e que, como é comum nas HQs, irá voltar do além-vida.

Damian Wayne retorna ao papel de Robin (agora com superpoderes) na capa de Batman & Robin 38.

Damian Wayne retorna ao papel de Robin (agora com superpoderes) na capa de Batman & Robin 38.

Segundo o comunicado, Batman irá em Apokalips (planeta comandado pelo vilão Darkseid) e irá resgatar o corpo de seu filho Damian, que terminará não apenas voltando à vida, como também ganhará superpoderes, o que irá alterar a dinâmica entre o homem-morcego e seu ajudante.

Não está claro que poderes são esses, mas a imagem divulgada mostra Robin à prova de balas.

Damian Wayne é o mais recente Robin, criado pelo escritor Grant Morrison e o desenhista Andy Kubert em 2006. Filho de Bruce Wayne com a vilã Talia Head (a filha de Ra’s Al Ghul), Damian compensa a pouca idade com uma habilidade física incomparável.

O retorno do personagem se dará em Batman & Robin 38, também de janeiro de 2015, nas mãos do escritor Peter J. Tomasi e do desenhista Patrick Gleason.

Superman foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938 e desde então é publicado pela DC Comics.

Batman foi criado pelo cartunista Bob Kane em 1939 e desde então é publicado pela DC Comics.

Resenha de Gotham, a série de TV

O logo de Gotham, a série de TV.

O logo de Gotham, a série de TV.

Já há algum tempo, vários pedidos chegam ao HQRock para que produzamos uma resenha sobre Gotham, nova série de TV baseada no universo de personagens de Batman, da DC Comics, a ser levada ao ar pelo conglomerado Warner Bros. e a ser exibido pelo canal Fox, trazendo a história do jovem detetive James Gordon em paralelo às consequências das mortes dos pais de Bruce Wayne. Então, a pedidos, aí vai!

Para objetivar nossa análise, diferentemente do que fazemos com os filmes, vamos resenhar os três primeiros episódios da série e tecer alguns comentários gerais.

O detetive James Gordon: como ser incorruptível em uma cidade corrupta?

O detetive James Gordon: como ser incorruptível em uma cidade corrupta?

Comecemos pelo Episódio 1 – Piloto.

O primeiro episódio de Gotham sofre um pouco do mal da maioria dos pilotos, na urgência de mostrar “o que é” a série, termina despejando informação demais no telespectador, inclusive, apresentando personagens totalmente desnecessários apenas para “apresentá-los” aos capítulos seguintes. A trama de Piloto é bem elaborada e densa, o que é positivo, mas por outro lado, os 40 min do capítulo terminam sendo pouco para desenvolvê-la, então, alguns pontos ficam apressados.

Dito isso, é importante salientar que, no cômpito geral, Piloto é um episódio extremamente promissor. A premissa da série é excelente e os personagens principais são muito bons. E até algumas surpresas no meio do caminho impressionam.

A morte dos pais de Bruce Wayne: foco da série em seu início.

A morte dos pais de Bruce Wayne: foco da série em seu início.

A trama básica é aquela já pré-definida no cânone do Batman: os milionários Thomas e Martha Wayne são assassinados na saída de um cinema, aparentemente em um assalto banal, na frente do filho Bruce, que tem algo em torno de 10 ou 12 anos. A partir daqui, Gotham começa a amarrar novas pontas e relacionar personagens de modo inédito, mas com um bom resultado. A polícia precisa, então, investigar o crime e a bomba cai em cima da dupla de detetives James Gordon e Harvey Bullock.

Gordon é um novato na corporação; herói de guerra que ingressou na polícia há pouco tempo e, diferentemente da maior parte da força, é um homem honesto e corajoso. Bullock, ao contrário, é um veterano da polícia e, por isso, tem todas as manhas, ligações com o crime organizado e uma visão muito própria do que é certo ou errado. Um tira corrupto e omisso. É interessante essa abordagem por ela não difere muito do personagem original dos quadrinhos, onde Bullock surgiu como um policial corrupto e, depois, ficou honesto. Quem sabe este é o arco do personagem na série? Não está claro. Ele é justamente a maior incógnita do programa.

O Pinguim é um dos destaques.

O Pinguim é um dos destaques.

Os outros personagens são bastante interessantes: Bruce Wayne aparece como um garoto obviamente perturbado após o crime; Alfred tem uma presença de tela interessantíssima; Fish Mooney combina arrogância e ambição; Selina Kyle é uma típica “menina de rua”; e Oswald Cobblepot tem um arco bem promissor.

A série cria uma ligação entre Gordon e o jovem Wayne, que inexiste nas HQs originais (na origem oficial, Batman: Ano Um, Gordon só chega à cidade quando Wayne é adulto e se torna o Batman); mas é insinuada em outra versões, como por exemplo, na Trilogia Cavaleiro das Trevas (em que o jovem policial Gordon conforta o pequeno Bruce logo após o crime; mesmo que esse contato tenha sido meramente pontual, já que no segundo filme, ao encontrar Gordon, Bruce Wayne age como se não o conhecesse e o policial lhe pergunta: “você é Bruce Wayne, não é?”).

O confronto entre Gordon e o Pinguim define a jornada de ambos.

O confronto entre Gordon e o Pinguim define a jornada de ambos.

O assassinato dos Wayne é o primeiro grande caso que Gordon investiga como Detetive do DPGC em Gotham, então, lhe dá muita importância. O policial também é cativado pela situação de Bruce, revelando ao jovem que também ficou órfão cedo. Assim, se cria uma conexão entre os dois e Gordon promete desvendar o caso, algo que não consegue fazer de imediato. Ele se sente em dívida com o garoto e isso aumenta seu desejo de solucionar o caso.

Piloto impressiona ao desenvolver a trama que corre por trás do assassinato dos Wayne: foi um crime acidental ou há algo mais? Esta parece ser a grande questão da Primeira Temporada e vai ser interessante vê-la sendo desenvolvida. A investigação serve para revelar o bandidinho Mario Pepper e sua filha Ivy Pepper, que fica claro será a Hera Venenosa no futuro.

É impactante a aparição de Carmine Falcone no fim do episódio. Cheio de presença de tela, o chefe máximo do crime organizado de Gotham City vem mostrar que o assassinato dos Wayne “não foi bom para os negócios” e também quer saber quem o cometeu.

Piloto resolve alguns pontos básico da trama – para servir como capítulo isolado – mas, apesar dos “senões” do início do texto, deixa uma série de boas promessas ao fim.

Episódio 2 – Selina Kyle

Selina Kyle: peça chave na investigação.

Selina Kyle: peça chave na investigação.

O segundo episódio tem uma linha principal mais banal – um casal de malucos que sequestra crianças de rua para vendê-las a um tal de “sr. dos bonecos” (gancho para algo no futuro parece. Para mim tem cheiro de Ra’s Al Ghul e a Liga das Sombras no ar, mas deixe isso para depois, né?). Contudo, as tramas paralelas são bem mais interessantes, mostrando um pouco de quem é Selina Kyle (que presenciou o assassinato dos Wayne), do crescimento de Oswald Cobblepot, das ligações do crime organizado e da vida íntima de James Gordon e sua noiva, Barbara Kean.

Os detetives Allen e Montoya: ela tem uma história com a noiva de Gordon.

Os detetives Allen e Montoya: ela tem uma história com a noiva de Gordon.

Se no Piloto havia sido apenas insinuado um tipo de “ligação” entre Barbara e a detetive Renee Montoya; este segundo episódio deixa tudo claro e explícito: as duas foram amantes e há até um beijo entre elas. (Fazendo inveja à hipócrita TV brasileira) Gotham toma uma decisão arriscada e bem-vinda, pois dá toda uma sensação de mundo real à trama e, claro, adiciona toneladas de drama em cima do personagem Jim Gordon, que não sabe, nem suspeita de nada do que houve no passado dela.

É interessante que Montoya é realmente lésbica nos quadrinhos, mas a ligação com Barbara Kean, futura esposa de Gordon (e mãe de James Gordon Jr. e – dependendo da versão – de Barbara Gordon, a futura Batgirl), é totalmente nova, criada pela série.

Fish Mooney quer crescer na hierarquia do crime.

Fish Mooney quer crescer na hierarquia do crime.

Episódio 3 – The Balloom-Man

O terceiro episódio tem mais “cara de HQ” do que os demais por trazer um assassino em série que usa um método totalmente bizarro de matar suas vítimas. Na trama, a abordagem do “homem-balão” desperta a curiosidade (e dá várias ideias) a Bruce Wayne.

Selina Kyle continua a ser desenvolvida e se mostra importante para a polícia por ter visto o rosto do assassino dos Wayne. Ao mesmo tempo, vemos se desenvolver uma pequena guerra de poder no submundo de Gotham, que vai ganhando novos peões importantes: Sal Maroni vem se juntar à complexa rede de relações entre Falcone e Fish Mooney; bem como Oswald Cobblepot vai desempenhar um papel importante em tudo isso.

O episódio também deixa claro que, como não confiam no DPGC, a Unidade de Crimes Especiais – representada por Renee Montoya e Crispus Allen – desenvolve uma investigação paralela do crime dos Wayne.

Oswald cresce como personagem.

Oswald cresce como personagem.

Panorama Geral

Gotham tem até agora vários trunfos. A fotografia da série é diferenciada, dando relevo aos tons sujos e sombrios, porém, sem abusar da escuridão, que aparentemente é um elemento que não funciona muito bem na TV. Gotham City deve ir ganhando cada vez mais identidade visual ao longo dos episódio, mas desde o início tenta não ser uma mera “imitação” de Nova York. É curiosa a abordagem estética do programa: não é uma cidade gótica, mas sombria.

Ao mesmo tempo, a Direção de Arte faz uma brincadeira com o tempo. A lógica é que a série se passaria por volta dos anos 1980, para que o Batman fosse adulto nos dias de hoje; desse modo, muitos elementos da série refletem esse período (sem as cores berrantes daquela década, contudo), que aparecem em móveis, objetos de cena, roupas e carros. Entretanto, os personagens usam telefones celulares e, mais raramente, computadores. Desse modo, Gotham fica localizada em um tipo de limbo temporal que mistura os anos 1980 – o jovem Bruce Wayne sempre aparece usando suéteres bem ao estilo antigo – com o mundo contemporâneo. Tomando a premissa de que a história se passa nos dias atuais, o uso dos elementos vintage dá um tom de decadência à cidade que cai muito bem com a trama.

Outro trunfo são os personagens. Embora alguns ainda precisem ser desenvolvidos no futuro – como a Capitã Sarah Essen, a chefe de Gordon e Bullock, ou o perito (que ocupação genial para ele) Edward Nyga, que todos sabem será o Charada no futuro – o núcleo principal e o de apoio é muito bom.

Gordon e Bullock: tira bom e tira mal.

Gordon e Bullock: tira bom e tira mal.

Destaque ao Pinguim que, embora escrito com muita pressa no Piloto, cresce bem mais lentamente (e melhor) nos outros dois episódios, que vão construindo um arco no qual o jovem Oswald deixa de ser um filhinho da mamãe mimado e covarde para um psicopata em desenvolvimento, cheio de ambição e com uma “visão” do que Gotham será no futuro. Bruce Wayne e Alfred são, curiosamente, pouco atrativos no Piloto, mas também crescem bastante nos episódios seguintes, garantindo elementos interessantes à dinâmica da dupla com o detetive Gordon.

O personagem Bruce Wayne será o grande desafio da série, afinal, será complicado manter a audiência preocupada com ele com o restante das tramas se desenvolvendo. Mas talvez, a série mostre ele se aliando com Selina Kyle na busca pelo assassino e, provavelmente, essa busca levará a uma série de novos personagens.

Gordon e Wayne: relação deve crescer ao longo da série.

Gordon e Wayne: relação deve crescer ao longo da série.

A trama da máfia é um prato cheio e a dinâmica Falcone-Mooney-Maroni-Cobblepot pode render uma temporada cheia de grandes emoções. No campo pessoal e dramático, o triângulo entre Gordon, Barbara e Montoya também pode ir a caminhos surpreendentes, inclusive, porque – se seguir a linha de Batman: Ano Um – é esperado o detetive se envolver com Sarah Essen. Talvez no futuro, tipo na Segunda Temporada?

Após um começo promissor, Gotham tem pela frente um grande desafio: manter-se fiel às promessas. O meio de temporada é a parte mais difícil, já que os produtores se preocupam demais com o início e o fim e deixam a metade meio solta. Veremos…

Gotham tem produção executiva de Bruno Heller (de The Mentalist) e é produzida pela DC Entertainment, Primrose Hill e Warner Bros. Television, sendo exibida no canal Fox. A estreia do programa foi em 22 de setembro de 2014. Os episódios 1 e 2 foram escritos por Bruno Heller e dirigidos por Danny Cannon; enquanto o 3 foi escrito por Dermott Downs e dirigido por John Sthephens.

Bruce Wayne é claramente perturbado nessa versão.

Bruce Wayne é claramente perturbado nessa versão.

O elenco fixo traz: Ben Mckenzie (Detetive James Gordon), Donal Logue (Detetive Harvey Bullock), David Mazouz (Bruce Wayne aos 12 anos), Robin Lord Taylor (Oswald Cobblepot, o Pinguim), Jada Pinkett Smith (Fish Mooney), Erin Richards (Barbara Kean), Sean Pertwee (Alfred Pennyworth),  Camren Bicondova (Selina Kyle aos 12 anos), Zabrina Guevara (Sarah Essen), Victoria Cartagena (detetive Renee Montoya), Andrew Stewart-Jones (detetive Crispus Allen), John Doman (Carmine Falcone), Cory Michael Smith (Edward Nyga).

Saiba mais sobre a cidade de Gotham City nos quadrinhos clicando aqui.

O Comissário James Gordon é o mais antigo personagem coadjuvante das histórias do Batman, tendo surgido junto com o herói em Detective Comics 27, de 1939, pelas mãos de Bob Kane e Bill Finger. Na trilogia Cavaleiro das Trevas foi vivido com extrema competência por Gary Oldman.

Batman foi criado pelo cartunista Bob Kane em 1939 e desde então é publicado pela DC Comics.

 

 

Batman v Superman: Robin feminina pode estar no filme, imagens da Ilha Paraíso e detalhes sobre a festa de Lex Luthor numa rodada sobre as gravações

Jena Malone pode interpretar a Robin Carrie Kelley.

Jena Malone pode interpretar a Robin Carrie Kelley.

Prosseguem as gravações de Batman v. Superman – Dawn of Justice, sequência de Superman – O Homem de Aço, o reinício da franquia cinematográfica da Warner Bros. sobre o personagem da DC Comics, que colocará o homem-morcego contra o último filho de Krypton, resultando no primeiro encontro cinematográfico dos dois mais icônicos de todos os super-heróis, mas algumas notícias continuam aparecendo, inclusive, sobre contratações do elenco. O site da Variety relatou que a atriz Jena Malone foi contratada para o filme. O fato dela estar com os cabelos ruivos imediatamente levou os especialistas a supor que seu papel será o de Carrie Kelley, adolescente que assume o papel de Robin na minissérie Batman: O Cavaleiro das Trevas, que todos sabem, influencia bastante o roteiro do longametragem. Em seguida à publicação da notícia, o Hollywood Reporter confirmou a atriz no filme, sem contudo demarcar qual o seu papel exatamente.

A citada minissérie se passa em um futuro possível, onde um Bruce Wayne de quase 60 anos de idade retoma suas atividades como Batman para conter a crescente onde de violência em Gotham City. Nisso, ele ganha a adesão da jovem Carrie Kelley, que se torna a nova Robin. Tendo em vista o clamor da reaparição do homem-morcego, o Governo dos EUA encarrega o Superman de detê-lo.

Os Robins em sentido horário: Dick Greyson, Jason Todd, Tim Drake, Damian Wayne, Stephannie Brown e Carrie Kelley.

Os Robins em sentido horário: Dick Greyson, Jason Todd, Tim Drake, Damian Wayne, Stephannie Brown e Carrie Kelley.

Nos quadrinhos, Robin é uma espécie de “estágio” pelo qual o Batman submete seus discípulos no treinamento para se tornarem vigilantes urbanos. Já houveram vários deles. O mais famoso é o primeiro, Dick Greyson, que atualmente atua com o nome de Asa Noturna. A ele seguiram outros como Jason Todd (Capuz Vermelho), Tim Drake (Robin Vermelho), Stephanie Brown (Salteadora) e Damian Wayne (o mais recente). Nas HQs atuais, Carrie Kelley acabou de ser introduzida em nosso presente, podendo se tornar a Robin em nossa linha temporal em breve.

Os cenários no Novo México.

Os cenários no Novo México.

Em outra notícia sobre o filme, um canal de TV dos EUA conseguiu imagens dos cenários da produção construídos no Estado do Novo México, para onde irão as filmagens no início do próximo mês, após terminarem as sequências em Detroit. As imagens sugerem se tratar de Themysciria, mais conhecida como Ilha Paraíso, a habitação secreta da Mulher-Maravilha e das Amazonas.

Por fim, o site Latino Review trouxe mais detalhes sobre a cena da briga entre Bruce Wayne e Lex Luthor que o HQRockcomentou esses dias. Segundo o site, não seria uma festa na casa de Luthor, mas a reinauguração da Biblioteca Pública de Metróplis – após a destruição que a cidade sofreu no filme O Homem de Aço – numa cerimônia que terá Clark Kent e Lois Lane entrevistando “celebridades” sobre o que eles pensam sobre o Superman; já que o filme mostrará que uma parcela da população simplesmente odeia o kryptoniano pela destruição do filme anterior; enquanto outra facção o adora.

Themysciria?

Themysciria?

A cena da festa ainda está sendo filmada no The Eli and Edythe Broad Art Museum, no campus da Michigan State University. O site diz que haverá mesmo um tipo de confronto físico entre Luthor e Wayne. (Leia mais no link acima).

Em Batman v. Superman – Dawn of Justice, um Batman mais experiente irá se contrapor ao recém-surgido Superman, criando algum tipo de conflito entre ambos, mais ou menos nos parâmetros da minissérie Batman: O Cavaleiro das Trevas, escrita e desenhada por Frank Miller, em 1986. Segundo os informes até agora, será um “novo” Batman e não uma sequência da Trilogia Cavaleiro das Trevas, embora a premissa de um homem-morcego mais experiente seja justamente adequada a isso.

Mulher-Maravilha também terá uma (pequena?) participação no filme. Lex Luthor é o vilão principal, mas haverá outro antagonista, provavelmente, mais físico, que pode ser alguém como Doomsday (Apocalypse), Metallo ou Parasita. A cidade de Detroit será o modelo para Metrópolis e para Gotham City também. As filmagens principais estão ocorrendo no Estado de Michigan.

Batman v. Superman – Dawn of Justice  é produzido por Deborah Snyder e Charles Roven, com história de David S. Goyer (dos filmes do Batman e O Homem de Aço), roteiro de Chris Terrio (de Argo) e dirigido por Zack Snyder (de 300 Watchmen), funcionando como uma sequência de Superman – O Homem de Aço. O elenco traz Henry Cavill (Superman/Clark Kent), Ben Affleck (Batman/Bruce Wayne), Amy Adams (Lois Lane),  Jesse Eisenberg (Lex Luthor), Gal Gadot (Diana Prince/ Mulher-Maravilha), Laurence Fishburne (Perry White), Diane Lane (Martha Kent), Jeremy Irons (Alfred Pennyworth), Tao Okamoto (Mercy Graves), além de Holly Hunter, Callan Mulvey e Scoot McNairy em papeis não revelados; e a participação especial de Jason Mamoa (Orin/ Aquaman). O lançamento será em 25 de março de 2016.

Superman foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938 e desde então é publicado pela DC Comics.

Batman foi criado pelo cartunista Bob Kane em 1939 e desde então é publicado pela DC Comics.

A Mulher-Maravilha foi criada pelo psicólogo norteamericano William Moulton Marston e o desenhista H. G. Peters, aparecendo na revista All-American Comics 08, em 1941. A ideia de Marston era apresentar um arquétipo do força do feminino e, em segredo, explorar tendências sexuais não tradicionais à sociedade da época (como bigamia, lesbianismo e sadomasoquismo). A personagem fez bastante sucesso e se manteve sendo publicada até hoje pela DC Comics. Ela foi uma dos membros-fundadores da Liga da Justiça em 1960. A Mulher-Maravilha continua representando um símbolo da força das mulheres no mundo atual, sendo a mais icônica das super-heroínas.

X-Men – Apocalipse: Fox quer Tom Hardy como o vilão

... Apocalypse.

… Apocalypse.

Tom Hardy: cotado para viver o vilão...

Tom Hardy: cotado para viver o vilão…

Segundo o site The Wrap, o ator Tom Hardy é o favorito para viver o vilão principal de X-Men – Apocalipse, sequência de X-Men – Dias de um Futuro Esquecido, terceiro filme da série que mostra as origens do supergrupo de heróis mutantes da Marvel Comics levado aos cinemas pela 20th Century Fox. Famoso por filmes como Bronson, A Origem e o vilão Bane em Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Hardy está muito bem cotado ultimamente, inclusive, apontado para vários outros filmes de super-heróis: a Marvel o quer como Dr. Estranho e a Warner/DC Comics o quer como um dos membros do Esquadrão Suicida.

Nos quadrinhos, Apocalypse é um dos principais vilões dos X-Men. Criado pelo casal Louise Simonson (texto) e Walter Simonson (desenhos) na revista X-Factor 06, de 1986, que trazia aventuras de uma equipe derivada dos X-Men, o vilão se transformou em uma figura central do Universo Mutante da Marvel nos anos 1990. Sua história de origem o coloca como o primeiro mutante a surgir na Terra, nascendo há mais de 5 mil anos, no Egito, com o nome de En Sabah Nur. Imortal, viveu através das eras acumulando cada vez mais poder.

X-Men – Apocalypse terá história de Bryan Singer e Simon Kinberg (de X-Men – Dias de Um Futuro Esquecido); com roteiro de Kinberg, Dan Harris e Michael Dougherty (de X-Men 2 e Superman – O Retorno); e será dirigido por Bryan Singer. O filme será uma sequência de Dias de Um Futuro Esquecido e trará de volta de James McAvoy (Charles Xavier), Michael Fassbender (Erik Lehnsherr/ Magneto), Jennifer Lawrence (Raven/ Mística), Hugh Jackman (Logan/Wolverine), Nicolas Hoult (Hank McCoy/ Fera), Evans Peters (Peter Maximoff/ Mercúrio). O lançamento será 27 de maio de 2016.

Os X-Men foram criados em 1963 por Stan Lee e Jack Kirby, mas só foram bem-sucedidos comercialmente nos anos 1970, a partir da reformulação idealizada pelo escritor Len Wein e tocada à frente por Chris Claremont, Dave Cockrum e John Byrne. Daí em diante, se tornaram uma das revistas de maior sucesso da Marvel Comics.

Esquadrão Suicida: Warner/DC querem elenco estrelar para filme da equipe de vilões. Will Smith, Ryan Goslin e Tom Hardy estão cotados

Will Smith, Tom Hardy, Margot Robbie e Ryan Goslin cotados para o Esquadrão Suicida.

Will Smith, Tom Hardy, Margot Robbie e Ryan Goslin cotados para o Esquadrão Suicida.

Anunciado oficialmente esta semana juntamente ao pacote de filmes da editora DC Comics levados aos cinemas pelo estúdio Warner Bros., Esquadrão Suicida, filme que adaptará as aventuras do grupo de vilões forçados a trabalhar para o Governo dos EUA, pode ter um superelenco estrelar. O estúdio quer pesos-pesados para levar o longametragem adiante, afinal, os personagens são desconhecidos do grande público. Dentro da lista de atores cotados para o filme, diz o confiável The Hollywood Reporter, estão Will Smith, Ryan Goslin, Tom Hardy e Margot Robbie.

O informe foi atualizado pela Variety, que acrescenta que pelo menos Smith, Hardy e Robbie estão muito próximos de fechar acordo com a Warner/DC.

O Esquadrão Suicida em sua encarnação mais recente nos quadrinhos.

O Esquadrão Suicida em sua encarnação mais recente nos quadrinhos.

Nos quadrinhos, o Esquadrão Suicida é um time de vilões reunidos pelo Governo dos EUA para agirem em missões suicidas, pretensamente, em troca de redução de pena. Tradicionalmente, o grupo é liderado por Amanda Waller, responsável por recrutar os vilões para cada missão. Diversos membros já passaram pela equipe, como Pistoleiro, Capitão Bumerangue e Arlequina. A base de operações do grupo é a prisão de Belle Reve.

Não há papeis relacionados aos atores selecionados, mas como o Pistoleiro, aparentemente, será o líder do grupo, seu papel deve caber a Will Smith ou Tom Hardy. Margot Robbie poderia ser a Arlequina, mas ela não está na lista presumível de personagens divulgadas pelos sites.

Esquadrão Suicida, o filme, será dirigido por David Ayer. Aparentemente, terá como protagonistas os personagens Amanda Waller (a responsável por reunir o grupo) e o Pistoleiro, além de Arrasa-Quarteirão, Multiplex, Jaculi, Mindboggler, Capitão Bumerangue e Vixen. As filmagens ocorrem no ano que vem e o lançamento está agendado para 05 de agosto de 2016.

Chegou a existir um time com o nome de Esquadrão Suicida na DC Comics em 1959, contudo, a encarnação mais famosa da equipe foi criada pelo roteirista John Ostrander para a edição 03 da minissérie Legends, em 1987. Em seguida, o grupo ganhou até revista própria, sendo desde então, uma parte importante do Universo DC.

 

John Lennon: Discografia do ex-beatle está disponível em streaming. Conheça a Discografia Completa do autor de Imagine

John Lennon: obra disponível em streaming.

John Lennon: obra disponível em streaming.

Na semana de seu aniversário – comemorado em 09 de outubro – o cantor e compositor britânico John Lennon, líder e fundador da seminal banda The Beatles, a mais importante da história do rock, tem oficialmente toda a sua discografia solo disponível em streaming por meio do Spotify, o maior serviço do tipo no mundo.

No Spotify, o ouvinte poderá acessar os oito álbuns lançados por Lennon em sua carreira individual, realizada após o fim dos Beatles, e mais três coletâneas reunindo os maiores sucessos do músico, que é um dos mais influentes da história da música. Os álbuns são: Plastic Ono Band, Imagine, Sometime in New York City, Mind Games, Wall and Bridges, Rock and Roll, Double Fantasy e Milk and Honey; e as coletâneas são: Gimme Some Truth (box-set com 4 Cds), Signature Box (box-set especial com os oito álbuns de estúdio, 2 DCs de singles, versões diferentes e raridades) e Power to The People – The Hits (a coletânea mais recente).

Alguns materiais ficam de fora, como discos ao vivo e algumas coleções póstumas; mas não deixa de ser um bom volume do mais famoso dos Beatles.

Como de praxe nessas ocasiões, o HQRock aproveita a oportunidade para contar a história de John Lennon e trazer sua Discografia Completa comentada!

Por isso, pegue sua guitarra Epiphone, pluge num amplificador Fender, conecte o pedal Leslie e mande brasa em um rock bem forte!

Herói da Classe Trabalhadora

Lennon com os Beatles em Hamburgo, em 1960: adolescente rebelde e problemático.

Lennon com os Beatles em Hamburgo, em 1960: adolescente rebelde e problemático.

O HQRock já tem um post especial em que narra a biografia de Lennon em detalhes (leia aqui), mas para não ficarmos no vazio, vamos listar pelo menos alguns pontos importantes de sua vida.

John Winston Lennon nasceu em Liverpool, no norte da Inglaterra, em 09 de outubro de 1940, exatamente no momento em que a cidade sofria um intenso ataque aéreo da Alemanha, em meio a II Guerra Mundial. Filho do casal Alfred Lennon e Julia Spencer, ele marinheiro da marinha mercante, ela garçonete. Como muitos de sua geração, Lennon cresceu em meio à guerra tendo que dividir o tempo entre realizar tarefas domésticas, ir à escola e se esconder no porão em meio às bombas que caiam do céu. Liverpool era o segundo porto mais importante da Grã-Bretanha, por isso, era um alvo privilegiado.

Tocando gaita  no início da carreira dos Beatles.

Tocando gaita no início da carreira dos Beatles.

Como também é típico da geração dos baby boomers, Lennon cresceu em um lar desestruturado, desmontando a moral rígida da Era Vitoriana e encarrando a dura realidade do século XX: divórcios. Os pais de Lennon se separaram quando ele tinha apenas 4 anos e – com o pai indo embora sem dar notícias e a mãe casada com outro homem e tendo outra família – coube ao pequeno John ser criado pela tia Mimi, irmã de sua mãe. John só retomou o contato com a mãe na adolescência, quando descobriram que tinham muito em comum, inclusive, a paixão pela música: foi Julia Lennon quem ensinou o filho a tocar seu primeiro instrumento, um banjo.

Depois, veio a gaita, que aprendeu a tocar sozinho e a usava como distração. O aflorar da adolescência mudou sua personalidade, fazendo a vir à tona toda a raiva reprimida, transformando-o num jovem zangado, durão, encrenqueiro e rebelde.

John Lennon à frente dos Quarrymen em 1956.

John Lennon à frente dos Quarrymen em 1956.

Em 1956, o rock and roll vindo dos EUA aportou na Inglaterra e tomou de febre toda a juventude, via os pioneiros Elvis Presley, Little Richard, Chuck Berry e Bill Harley. Cativado pelo som, pela energia e raiva, Lennon se tornou um roqueiro de primeira hora. Isso o fez convencer Mimi a lhe dar um violão barato de presente, com o qual começou a aprender a tocar rock.

Ao mesmo tempo, outro gênero musical também fez bastante sucesso no país: o Skiffle, uma versão branca do velho blues rural dos EUA, capitaneado pelo cantor britânico Lonnie Donegan. Apesar de um pouco menos duro do que o original, o Skiffle era rústico, enérgico e carregado de emoção. Também era uma boa alternativa em termos pragmáticos: por ser rústico, podia ser tocado em instrumentos caseiros improvisados. Era a saída possível para aqueles britânicos da classe trabalhadora que não podiam comprar uma guitarra elétrica para tocar rock.

Os Beatles em Hamburgo, em 1960.

Os Beatles em Hamburgo, em 1960.

Foi o que Lennon fez. Reuniu seus colegas da Quarry Bank High School e formou sua primeira banda: The Quarrymen (um trocadilho que significa ao mesmo tempo, “homens de Quarry” e “pedreiros”, mostrando desde já o interesse de Lennon no uso das palavras). Os Quarrymen tinham violões e acordeões misturados com baixo construído com corda de piano e cabo de vassoura e percussão com tábuas de lavar roupa (bem no espírito Skiffle), e combinavam o repertório de rock com o de Skiffle. Rapidamente, a banda ficou até famosa nos bailinhos e festinhas de quermesse na periferia de Liverpool.

Foi numa festinha na paróquia de São Pedro, em 1957, que um amigo comum levou o jovem Paul McCartney, de 15 anos, para assistir aos Quarryman. McCartney terminaria apresentado a John Lennon e conseguiu se exibir tocando violão para ele. Vendo que o rapaz era talentoso – bem mais do que os colegas de escola que o acompanhavam – Lennon convidou McCartney para a banda e este aceitou, nascendo aí a maior dupla da história musical do século XX.

Os Beatles em 1960: Harrison, Lennon, Best, McCartney e Sutcliffe.

Os Beatles em 1960: Harrison, Lennon, Best, McCartney e Sutcliffe.

Daí para frente, tudo ocorreu muito rápido. Os Quarryman foram adquirindo instrumentos elétricos e se tornando mais profissionais. Já em 1957 mesmo, Lennon deixou a High School e ingressou na Escola de Belas Artes de Liverpool. Suas notas eram péssimas na escola, mas o diretor achou que o talento artístico do rapaz podia direcioná-lo na vida. O fim da escola também esfriou os ânimos dos Quarryman e vários membros começaram a sair da banda. Ainda assim, em 1958, o colega de escola de McCartney, George Harrison, fez um teste para a banda e entrou como terceiro guitarrista. A ele foi dada a função de fazer os solos, enquanto Lennon e McCartney cuidavam do ritmo. A partir daquele ano, os Quarrymen passaram a se apresentar com a formação totalmente rock and roll de três guitarras, bateria e até um pianista tocava com eles de vez em quando.

Minha Mãe Está Morta

John Lennon em 1966, na gravação do clipe de Rain.

John Lennon em 1966, na gravação do clipe de Rain.

1958 também é o ano de uma grande tragédia particular de John Lennon: sua mãe, Julia, morreu atropelada na porta da casa da tia Mimi, por um policial fora de serviço que dirigia bêbado. O impacto em Lennon foi profundo e ele se tornou ainda mais amargo, rebelde e problemático. A música se tornou sua válvula de escape e o músico passou a canalizar isso por meio da composição. Ele e Paul McCartney começaram a escrever material original e fizeram o pacto de – como estratégia de ganhar mais força – sempre assinarem suas composições como Lennon & McCartney, nascendo a maior dupla de compositores da música moderna.

Os Beatles em 1964: McCartney, Lennon, Harrison e Starr.

Os Beatles em 1964: McCartney, Lennon, Harrison e Starr.

Em 1959, a banda já usava outros nomes – Johnny and the Moondogs era o mais comum – e dava outro passo decisivo rumo à profissionalização por meio da inclusão de um baixista, na figura de Stuart Sutcliffe, colega de Lennon na Escola de Belas Artes. Sutcliffe não sabia tocar direito, mas pelo promovia os tons graves que o rock necessitava. Em 1960, o grupo mudou o nome para The Beatles: um nome criado por Lennon a partir de um trocadilho, beetles (besouros) e beat (batida). Após usarem a alcunha por um tempo, como a moda na época eram nomes longos, mudaram temporariamente para The Silver Beatles. Naquele mesmo ano, fizeram sua primeira temporada em Hamburgo, tocando nos inferninhos da portuária cidade alemã.

Em 1961, Sutcliffe deixou a banda e Paul McCartney assumiu o cargo de baixista do grupo, passando os Beatles a ter apenas duas guitarras, com Lennon no ritmo e Harrison no solo. Naquele mesmo ano, assinaram um contrato com o empresário Brian Epstein e, em 1962, conseguiram ser contratados pela gravadora EMI, a maior da Grã-Bretanha, admitiram o baterista Ringo Starr e conseguiram sucesso logo com seu primeiro compacto.

O resto é história…

Revolução

Lennon durante as gravações de Sgt. Peppers dos Beatles, em 1967.

Lennon durante as gravações de Sgt. Peppers dos Beatles, em 1967.

O que dizer sobre a obra de John Lennon?

O artista que foi a imagem-mor dos Beatles no tempo de sua existência; o rebelde de comentários ácidos; o pacifista… Tudo isso foi potencializado em sua carreira individual. Nos Beatles, sua música molhou os pés em vários direcionamentos, e à solo pôde endurecê-la, despi-la e ampliá-la.

Lennon criou os Beatles. Só isso já lhe garantiria um lugar no panteão da história da música. Mas ele foi além. Foi o motor principal da maior banda de música de todos os tempos. Mesmo que tenha que dividir os créditos e os holofotes com a outra metade da parceria Lennon-McCartney, foram as escolhas e as obras de Lennon que guiaram os Beatles por sua viagem mágica e misteriosa saindo da cinzenta e provinciana Liverpool, no norte da Inglaterra, para conquistar o mundo com sua música, charme e humor.

Uma das últimas fotos dos Beatles reunidos, em 1969.

Uma das últimas fotos dos Beatles reunidos, em 1969.

As canções assinadas por Lennon-McCartney são a trilha sonora essencial dos anos 1960, que foram a década mais importante do século XX, seja por suas transformações culturais, sociais e políticas. Mais do que isso, a banda teve uma atuação direta nas três esferas.

Embora Paul McCartney tenha por diversas vezes assumido as rédeas da carreira dos Beatles, como por exemplo, no conceito do álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, considerado o mais importante da banda, foi a atuação decisiva de Lennon, às vezes nos bastidores, mais discretamente, outras escancaradamente, de modo bombástico e polêmico, que constituíram na profundidade do conteúdo dos Beatles. McCartney pode ter sido o embaixador e porta-voz da banda em vários momentos, mas coube a Lennon liderá-la, porque um líder não é aquele que, necessariamente, aparece mais, porém, um espírito que guia os demais e os influencia. E esse papel, nos Beatles, coube a Lennon e não a McCartney. (Sem querer desmerecer a obra deste último, que também é genial e fabulosa).

O Sonho Acabou

Lennon começou a carreira solo ainda dentro dos Beatles.

Lennon começou a carreira solo ainda dentro dos Beatles.

Antes mesmo do fim dos Beatles, John Lennon já iniciava sua carreira solo. Sentido-se aprisionado pela fama, sucesso e cautela do grupo, Lennon começou a extravasar lampejos mais radicais de sua arte fora da banda, tendo como parceiro sua nova esposa, a artista plástica japonesa Yoko Ono. Assim, Lennon foi o primeiro dos Beatles a lançar uma canção solo: o hino à paz Give peace a chance, no verão de 1969, que fez algum sucesso comercial e virou um hino pacifista. Depois, lançou outro single, Cold turkey, falando da crise de abstinência da heroína, cujo vício o atormentava à época.

Lennon formou a banda alternativa Plastic Ono Band em 1969 – que entre os membros chegou a ter o guitarrista Eric Clapton – e lançou um álbum ao vivo com uma performance do grupo no Canadá. Ainda antes do anúncio oficial do fim dos Beatles, Lennon foi o primeiro deles a ter um verdadeiro hit nas paradas de sucesso: Instant karma!, em fevereiro de 1970. Com o anúncio oficial do fim da banda, em abril daquele ano, Lennon só continuou a desenvolver seu trabalho. Foi ele quem taxou a frase “o sonho acabou” como representativa não apenas do fim dos Beatles, mas do fim dos anos 1960 e da utopia que ele carregava.

Lennon ao vivo em 1972.

Lennon ao vivo em 1972.

No início dos anos 1970, Lennon se envolveu cada vez mais com a esquerda radical e se mudou para os EUA, onde teve que lutar por quatro anos contra um processo de deportação, motivada pelo Governo de Richard Nixon, temeroso do poder de influência do compositor na juventude. O FBI passou a segui-lo, disposto a usar qualquer desculpa para prendê-lo e enviá-lo de volta para a Grã-Bretanha. A batalha nos tribunais seguiria até 1975 (após Nixon ser derrubado em um processo de Impeachment), quando o músico conseguiu seu green card.

Em sua carreira solo não fez tanto sucesso quanto com os Beatles, mas entregou sempre um material muito forte, repleto de composições sensacionais, mesmo que por vezes longe das paradas de sucesso. Entre 1973 e 1975, esteve separado de Yoko Ono e produziu ainda mais do que antes, tocando com diversos outros músicos, como Elton John, Mick Jagger, David Bowie e Harry Nilsson. Após se reconciliar com a esposa, conseguiu ter seu segundo filho e decidiu encerrar a carreira temporariamente, passando cinco anos afastado dos holofotes.

Começar de Novo

Lennon em 1980: começando de novo.

Lennon em 1980: começando de novo.

Quando Sean Lennon estava prestes a completar cinco anos, seu pai achou que era hora de tirar a guitarra da parede e voltar a trabalhar. Lennon produziu furiosamente e compôs mais de duas dezenas de canções novas, fazendo uma leitura dos novos tempos, os anos 1980. Também decidiu fazer um álbum em parceria com a esposa, com faixas de cada um se alternando no disco, algo que nunca havia sido feito.

O álbum Double Fantasy foi lançado em outubro de 1980 e começou a chamar a atenção da crítica e do público. O single (Just like) starting over fez sucesso e começou a subir nas paradas de sucesso, mostrando que o incendiário músico não havia perdido a mão.

Porém, Lennon terminou assassinado por um fã com distúrbios mentais na porta de seu edifício em Nova York, em 08 de dezembro de 1980.

Era o fim de um homem, de uma lenda e de uma era.

Jogos Mentais

Vamos agora à Discografia Completa de John Lennon. Nossa listinha inclui todos os álbuns oficiais do compositor, por isso, vai além daqueles selecionados pela Spotify. Aumente o som!

john lennon two virgins 1968 CD censoredUNIFINISH MUSIC VOL. 1: TWO VIRGINS, 1968

UNIFINISH MUSIC VOL. 2: LIFE WITH THE LIONS, 1969

THE WEDDING ALBUM, 1969

John Lennon e Yoko Ono produziram em parceria uma trilogia de álbuns de “música de vanguarda”, ou seja, discos sem música, repletos apenas de sons, ruídos, gritos, efeitos sonoros e outras coisas atordoantes. Não é algo para se ouvir em volume alto. Ou mesmo nem é para se ouvir, se você não quer ouvir outra coisa que não seja música. Mas de qualquer modo, é um esforço artístico. O primeiro desses álbuns chamou muito a atenção do público e da mídia por trazer o casal nu na capa.

john lennon Live Peace In Toronto 1969LIVE PEACE TORONTO – PLASTIC ONO BAND, 1969 (ao vivo)

A Plastic Ono Band fez sua estreia com um show ao vivo no Rock and Roll Revival Festival, em Toronto, no Canadá, em setembro de 1969, com John Lennon (vocais e guitarra), Eric Clapton (guitarra e backing vocais), Klaus Voorman (baixo) e Alan White (bateria), mais participação especial de Yoko Ono nos vocais. O disco funciona muito bem, com a banda compensando a falta de entrosamento – só ensaiaram no avião no caminho para o show – com uma energia cativante. As canções de Yoko são intragáveis e repletas de ruídos, gritos e microfonias, mas estão ao final do disco. Este álbum foi o primeiro de Lennon a trazer canções propriamente ditas, mas foi lançado após dois compactos: Give peace a chance e Cold turkey. Ambas as canções ganham versões ao vivo no disco, ao lado de covers de Blue suede shoes, Money e Dizz miss lizzy e do clássico dos Beatles, Yer blues.

john lennon plastic ono band 1970PLASTIC ONO BAND, 1970

O primeiro álbum de estúdio com canções de John Lennon foi lançado já vários meses depois do fim dos Beatles e vai num caminho totalmente distinto da antiga banda. Aqui, Lennon opta por um som essencialmente cru, sem nenhum tipo de adorno, muito direto e seco, o que de certo modo, antecipa a sonoridade punk. As letras, para completar, são pesadíssimas, falando de seus problemas pessoais (especialmente os traumas familiares), a dores de ser uma celebridade, os problemas com as drogas, críticas às religiões e uma leitura pessimista do fim dos anos 1960. É uma álbum sensacional, um dos mais importantes da época e uma grande influência para as gerações futuras. O título do álbum é o mesmo da banda “conceitual” que acompanha o compositor, ou seja, um time de músicos que muda a cada ocasião, mas sempre fantásticos. Neste caso, a banda traz apenas Lennon (vocais e guitarra), Klaus Voorman (baixo) e Ringo Starr (bateria), mais participações especiais de Phil Spector e Billy Preston tocando piano, cada um em uma faixa. Spector também é coprodutor do disco, ao lado de Lennon. Todas as canções são fortes, mas destaques para Mother, I found out, Love, Working class hero, Love e God.

john lennon imagine 1971IMAGINE, 1971

O álbum de maior sucesso e o mais famoso de Lennon em sua carreira solo foi aquele com a icônica faixa-título Imagine. Dessa vez, Lennon decidiu manter a força do conteúdo do álbum anterior, especialmente nas letras, mas colocá-las sob uma embalagem musical mais elaborada. Assim, reuniu um grande time de músicos para acompanhá-lo naquele que é seu disco mais completo e sensacional. Lennon continua usando o nome Plastic Ono Band para seus músicos e aqui temos: Lennon (vocais, guitarras, gaita e piano), George Harrison (guitarras), Klaus Voorman (baixo), Nick Hopkins (piano) e Alan White (bateria), mais participações especiais da banda Badfinger (violões e percussão), King Curtis (sax), Bobby Keys (sax) e dos bateristas Jim Gordon e Jim Keltner, cada um em uma faixa. Entre os clássicos absolutos do disco estão: Imagine, Jealous guy, Gimme some truth, How do you sleep? e How?. O disco chegou ao primeiro lugar das paradas e foi um grande sucesso. Imagine e Jealous guy também fizeram sucesso como compactos e nas rádios. Novamente, Phil Spector divide os créditos de produção e até canta em dueto em Oh! Yoko.

john lennon sometime in new york city 1972SOMETIME IN NEW YORK CITY, 1972

Após o álbum anterior, John Lennon se mudou para a cidade de Nova York, nos EUA. E de imediato, se envolveu com a extrema esquerda e uma série de movimentos políticos. Tudo isso é refletido nesse álbum, que tem um direcionamento totalmente político em suas letras. Todo esse engajamento teve um custo, claro, com Lennon passando a ser seguido por agentes do FBI e sofrendo um severo processo judicial de deportação, contra o qual lutou anos na justiça. O clima de paranoia e nervosismo permeia todo o disco. Contudo, isso o afastou das massas, sendo esse o álbum de menor sucesso de Lennon desde 1970. É ainda um disco duplo, com o Disco 2 repleto de apresentações ao vivo, dentre as quais uma união de Lennon com a banda Frank Zappa and the Mothers of Invection e uma apresentação de 1969 na qual a Plastic Ono Band une forças ao Delaney, Bonnie & Friends, reunindo mais de 20 músicos em uma versão furiosa de Cold turkey. No Disco 1, em estúdio, Lennon é acompanhado pela banda Elephants Memory – que teria um álbum próprio produzido pelo próprio ex-beatle. Entre os destaque do álbum, a canção feminista Woman is the nigger of the world, Sunday bloody sunday, Lucky of the irish e Angela.

john lennon mind games 1973MIND GAMES, 1973

Os problemas com a justiça e a perseguição do FBI – que muita gente não acreditava que ocorria na época, pensando ser apenas paranoia do músico, mas após sua morte foi admitida pela agência – tornaram a vida do casal Lennon-Ono impossível. Separados, Lennon migrou para Los Angeles e produziu o primeiro álbum sozinho (sem a parceria com Phil Spector). Para isso, usou uma equipe totalmente nova de músicos, selecionados entre os melhores de LA na época: Lennon (vocais, guitarras, teclados), David Spinozza (guitarra), Sneaky Pete Kleinow (pedal steel guitar), Gordon Edwards (baixo), Ken Ascher (teclados), Jim Keltner (bateria), Arthur Jenkins (percussão), Michael Brecker (sax) e coro de Something Different Choir. As letras ainda flertam com a política (Bring on the Lucie) e com a mensagem paz & amor (Mind games), porém, a tônica começa a ser o amor e a dor da separação (I know, I know; Out the blue). O disco não fez tanto sucesso e foi recebido meio friamente na época.

john lennon wall and bridges 1974WALL & BRIDGES, 1974

Depois de tentar gravar um disco de covers de rock and roll dos anos 1950 com Phil Spector – que terminou inconcluso em meio a selvagens sessões regadas a drogas e brigas – Lennon voltou-se ao seu próprio material e lançar seu álbum mais forte desde Imagine. Dessa vez, a tônica é toda em torno de seus sentimentos pessoais, a frustração com a justiça, as dores de amor e uma reflexão sobre o passado. Esta última encarnação da Plastic Ono Band (última vez em que o título foi usado) trouxe um time fortíssimo de músicos: Lennon (vocais, guitarras e teclados), Eddie Mottau (violão de apoio), Jesse Ed Davis (guitarra solo), Klaus Voorman (baixo), Nick Hopkins (piano), Ken Ascher (teclados), Bobby Keys (saxofone), Jim Keltner (bateria), Bobby Keys e Ron Aprea (sax), com participações especiais de Elton John (vocais e piano) e Harry Nilsson (vocais) em algumas faixas. Entre as canções, destaque para Going down on love, Whatever gets you thru the night, Bless you, What you got, Old dirt road, Nobody loves and you down and out e # 9 dream. O disco fez um grande sucesso e Whatever gets you thru the night (que traz um dueto entre Lennon e Elton John) chegou ao primeiro lugar das paradas.

john lennon rock and roll 1975ROCK AND ROLL, 1975

Após dois anos, Lennon finalmente consegue realizar seu sonho de gravar um álbum de covers dos anos 1950. Usando apenas duas canções das sessões de Phil Spector, o cantor regravou tudo de novo, usando mais ou menos os músicos do álbum anterior. Curiosamente, Lennon também optou por canções não-óbvias e por arranjos bem diferentes dos originais, o que pode trazer estranhamento aos puristas. Stand by me foi o grande sucesso do disco, que também trouxe faixas como Do you wanna dance?, Sweet little sixteen e Bep-bop-a-lula. Depois do lançamento desse disco, Lennon ganhou o green card (com o fim do processo de deportação), viu seu filho nascer e passou cinco anos afastado do showbizz. Como brinde, o álbum traz uma bela capa, com uma fotografia de Lennon em Hamburgo em 1961.

john lennon shaved fish 1976SHAVED FISH, 1976 (coletânea)

Primeira coletânea da carreira solo de Lennon, lista seus grandes êxitos até o momento e ainda trouxe a canção Imagine de volta ao topo das paradas. A coleção tem 11 faixas e algumas curiosidades: os singles Give peace a chance, Cold turbkey, Instant karma, Happy Xmas e Power to the people são pela primeira vez compilados em um álbum; contudo, Give peace a change aparece em uma edição de apenas 57 segundos (ao contrário dos mais de 4 minutos do mantra original). Esta mesma canção reaparece ao final de Happy Xmas, porém, em sua versão ao vivo do Ono to One Concert, de 1972, também apenas em alguns segundos. Já a faixa Mother aparece em uma versão exclusiva, uma nova edição da original, maior do que a versão-single e menor do que a versão-álbum.

john lennon double fantasy 1980DOUBLE FANTASY, 1980

John Lennon volta com todo o gás para abrir os anos 1980 com um novo álbum muito forte. Dessa vez, contudo, o disco é divido entre faixas dele e de Yoko Ono. A produção coube a Alan Douglas (que produzira Kiss e Aerosmiths) e os músicos são a nova geração dos melhores: Lennon (vocais e guitarra), Earl Slick (guitarra), Hugh McCracken (guitarra), Tony Levin (baixo), George Small (teclados), Andy Newmark (bateria) e Arthur Jenkins (percussão). O casal reflete sobre a meia-idade, os novos tempos, o amor e o futuro. As canções de Lennon são arrebatadoras! Destaque para (Just like) starting over, Watching the wheels, Woman e Beautiful boy. (Just like) Starting over foi o primeiro hit do disco e já estava nas paradas quando Lennon foi assassinado, apenas dois meses depois do lançamento. Com sua morte, uma beatlemania imensa invadiu o mundo e várias canções dele voltaram às paradas, com Woman dentre elas.

john lennon the JL collection 1982THE JOHN LENNON COLLECTION, 1982 (coletânea)

A morte do músico trouxe uma grande demanda por suas gravações e esta coletânea se tornou bastante famosa nos anos 1980, cobrindo toda a carreira solo do músico, embora com apenas 17 faixas. Desta vez, Give peace a change aparece inteira (sendo a primeira vez que a canção ganha sua versão completa em um álbum). As faixas Whatever gets you tru the night e #9 dream aparecem não nas versões-singles (que são mais curtas), mas em suas versões originais dos álbuns. Boa parte do Lado B da coleção em seu formato original era composto por canções de Double Fantasy. Como curiosidade, vale lembrar que a versão dos EUA tinha duas faixas a menos, mas a versão lançada em CD, em 1989, incluiu mais duas faixas no total: Move over Mrs. L e Cold turkey. Por fim, vale mencionar a capa, apesar de simples não deixa de ser poética, com o olhar vagamente triste direcionado à câmera, tão pouco tempo após seu assassinato.

john lennon milk and honey 1984MILK AND HONEY, 1984

Este disco póstumo é a sequência direta do anterior, montado a partir das canções que o casal Lennon-Ono preparava para a sequência. Dessa vez, as canções de Lennon incluem pedardos como Nobody told me, I steeping out, I don’t wanna face it e Borrowed times. Como bônus, o disco traz uma gravação em fita K7 de Grow old with me, que teria sido o último registro gravado de Lennon. Estranhamente, a capa do álbum é quase igual a de Double Fantasy, apenas com cor aplicada. Quanto ao material, infelizmente, o trabalho de pós-produção de Yoko Ono não consegue disfarçar a cara de “não acabado” do disco.

john lennon live in new york city 1986LIVE IN NEW YORK CITY, 1986 (ao vivo)

Este álbum ao vivo traz o show que Lennon realizou no Madison Square Garden em 1972, chamado à época de One to One Concert, realizado em benefício da Unicef na época do lançamento do álbum Sometime in New York City, acompanhado da banda Elephants Memory. É um concerto memorável e o melhor registro ao vivo do compositor em sua carreira solo. Uma pena que Lennon se dedicou pouco aos concertos e turnês. Este disco também foi lançado em vídeo VHS, embora nunca em DVD. Entre as canções: New York City, Imagine, Mother, Well, well, well, Woman is the nigger of the world e até um rápido retorno ao passado com Come together. Vale anotar que Mother ganha aqui talvez sua versão mais forte.

john lennon menlove ave 1986MENLOVE AVE, 1986

Este estranho álbum traz out-takes dos discos Wall and Bridges e Rock and Roll, numa coleção que, à princípio, soa totalmente oportunista. O disco vale mais pela fantástica capa com uma gravura de Andy Warhol. No material sonoro, destaque para Lennon tocando versões mais enxutas e relaxadas de algumas canções, o que rende momentos de grande beleza, como é o caso da versão de Nobady loves you when you down and out. De inéditas mesmo apenas duas faixas: Here you go again (única composição escrita em parceria com o produtor Phil Spector), gravada durante as sessões da primeira (e abortada) versão do Rock and Roll; e Rock and roll people, composição de Lennon (aqui, gravada durante as sessões de Mind games), originalmente lançada pelo bluesman Johnny Winter.

John_Lennon_-_Imagine_John_Lennon 1988 soundtrackIMAGINE: JOHN LENNON, 1988 (coletânea)

Esta coletânea lançada em álbum duplo é na verdade a trilha sonora do documentário Imagine – John Lennon, dirigido por Andrew Solt, que exibe a biografia do compositor montada a partir de relatos (em áudio e vídeo) dele próprio. Misturando hits dos Beatles cantados e/ou compostos por Lennon (Twist and shout, Help!, In my life, Strawberry fields forever, Revolution, Julia, Don’t let me down) no Lado A; com faixas da carreira solo no Lado B (uma versão compacta de Collection), o grande destaque deste álbum duplo são duas gravações inéditas: um ensaio acústico (voz e piano) de Imagine e a balada Real love (voz e violão), esta tirada de uma gravação demo em fita k7.

john lennon legend 1997LENNON LEGEND: THE VERY BEST OF JOHN LENNON, 1997 (coletânea)

No crepúsculo da Era do CD, a EMI lançou esta boa coletânea de Lennon, bem mais abrangente do que The John Lennon Collection, trazendo as canções mais conhecidas da carreira solo do compositor em 20 faixas e tendo o destaque de trazer faixas de Milk and Honey pela primeira vez neste tipo de lançamento. Esta coleção foi um grande sucesso e chegou ao 3º lugar das paradas da Inglaterra na época do lançamento, retornando às paradas em 2007 outra vez, agora, no 30º lugar (o que é muito para um disco com 10 anos de idade!). Legend também ganhou uma versão em DVD com os clipes. Infelizmente, Yoko Ono mexeu nos vídeos para acrescentar mais imagens dela própria (!).

john lennon anthology 1998 box setTHE JOHN LENNON ANTHOLOGY, 1998 (box-set)

Na esteira do Anthology dos Beatles, John Lennon ganha um material do mesmo tipo: uma enorme coleção (4 CDs) de gravações inéditas, com ensaios, demos, out-takes e canções ao vivo. É um material fabuloso que permite conhecer não somente o processo de composição de Lennon (várias canções aparecem em estágios bem iniciais de trabalho), mas principalmente ouvir tentativas diferentes que resultam em versões absolutamente primorosas de algumas canções: Jealous guy, One day (at time), Bring on the lucie e You are here ganham versões mais simples e mais bonitas do que as originais; outras como Mother e God ganham novos takes impressionantes; enquanto algumas versões demos tem uma força devastadora, como I know (I know), Watching the wheels e uma nova (e belíssima!) versão de Real love (desta vez ao piano e mais parecida com a versão que os Beatles usaram no Anthology deles). Também há algumas canções inéditas, como Serve yourself e My life (esta uma versão primordial de (Just like) starting over, com outra letra e tema). Merece elogios a embalagem do lançamento, muito bonita em todos os seus aspectos. O libreto traz as letras das canções de autoria de Lennon (e exclui os covers) e detalhes dos músicos que tocaram em cada sessão. Um lançamento fabuloso para se aprofundar no making of de sua obra.

john lennon wonsaponatime 1998WONSAPONATIME, 1999 (coletânea)

Este disco é uma coletânea com o melhor do material de The John Lennon Anthology. Vale por cada minuto e vem em uma embalagem belíssima.

john lennon acoustic 2004ACOUSTIC, 2004 (coletânea)

Esta coletânea foca no material acústico de Lennon, misturando faixas já lançadas em Anthology com algumas outras peças inéditas. Por oportunista que seja, é encantador ouvir o compositor tão exposto quanto nessas gravações, onde se percebe a força de suas composições mesmo nas formas mais simples.

john lennon working class hero 2010WORKING CLASS HERO: THE DEFINITIVE LENNON, 2005 (coletânea)

Uma outra versão (ampliada) de Lennon Legend, sendo, por isso mesmo, a mais completa coletânea de Lennon que não seja um box-set. Combina todos os grandes hits, com canções menos conhecidas, Lados B e até material ao vivo (Come together do Live in New York City) e dos out-takes e demos de Anthology. São 38 faixas com um resumo completo de sua carreira. Se você quer um playlist não tão extenso de Lennon, mas ainda assim, fundamental, esta é a sua pedida.

john lennon Gimme-some-truth 2010GIMME SOME TRUTH, 2010 (coletânea)

Box-set de 4 CDs com o melhor da obra do músico dividido por temas. O disco Working Class Hero traz as canções políticas de Lennon; Woman coleta as canções de amor; Borrowed time aquelas sobre sua época; e Roots traz canções que remetem ao rock and roll dos anos 1950 que serviram de inspiração para sua carreira, sejam covers (a maioria neste caso) e algumas composições originais. Assim como The Definitive… reúne material de todo o catálogo do músico, à exceção da fase com os Beatles. Novamente, uma embalagem primorosa. Agora, precisava ter a Yoko Ono na capa? O disco é do marido dela…

john lennon power to the people the hits 2012POWER TO THE PEOPLE: THE HITS, 2010 (coletânea)

Para quê parar de explorar o mercado, não é? The Hits… é o resumo de Gimme Some Truth e, também, uma nova versão de Lennon Legend, tentando sintetizar o melhor da obra do músico em um único CD com seus hits principais. O melhor do álbum é sua embalagem, no típico estilo bonito e ousado adotado desde Anthology. Foi lançada uma versão dupla com o CD e um DVD com os clipes das canções.

John_Lennon_Signature_Box 2010THE JOHN LENNON SIGNATURE BOX, 2012 (box-set)

Outro box set, agora reunindo todos os oito álbuns oficiais de John Lennon em sua carreira solo (Plastic Ono Band, Imagine, Sometime in New York City, Mind Games, Wall and Bridges, Rock and Roll, Double Fantasy e Milk and Honey), acompanhado de dois CDs extras, um com as faixas lançadas apenas em singles; e outro com home takes, ou seja, gravações caseiras inéditas, trazendo versões despojadas (mas impactantes) de canções como Mother e outras totalmente inéditas como India, India. Todas as faixas foram remasterizadas e o lançamento ocorreu virtualmente, também, via iTunes. É a coleção oficial da discografia de Lennon e está no pacote de streaming do Spotify.

Amor Verdadeiro

John Lennon em 1968: música que moldou o século XX. E além...

John Lennon em 1968: música que moldou o século XX. E além…

Em seus oito álbuns solo, Lennon imprimiu a voz de seu tempo. Seus hinos pacifistas, suas canções de amor tão rascantes, seu discurso político, ora crítico, ora panfletário, ora virulento… são algumas das impressões (em letra e música) mais fortes produzidas nos últimos tempos. Embora sua obra nos Beatles seja mais conhecida, ela é marcada por um lirismo e uma forma melódica mais acentuada e tende mais aos temas filosóficos e surrealistas.

Em sua carreira solo, Lennon se livrou das amarras e falou o que quis do jeito que quis. E com isso, nos legou uma das obras mais fortes e corajosas que um artista já produziu, mas que ao mesmo tempo tem um irresistível apelo ao grande público.

Lennon não precisa concorrer com os Beatles – ele é parte fundamental da banda – mas sua carreira individual é boa o suficiente para lhe dar “pernas próprias”, um mérito conquistado por si só de modo que talvez nenhum outro membro da banda conseguiu. Talvez Paul McCartney tenha feito mais sucesso, mas sua obra não tem nada da força, da coragem e da qualidade transbordante da carreira solo de John Lennon.

Portanto, seu legado é duplo. Os Beatles podem ter sido a maior criação de Lennon, mas também sem eles, o artista alcançou um grau destacado no panorama da música mundial.

 

 

 

 

 

Batman v Superman: Site descreve cena de briga entre Bruce Wayne e Lex Luthor

Bruce Wayne e Lex Luthor nos quadrinhos: briga?

Bruce Wayne e Lex Luthor nos quadrinhos: briga?

O site Batman-News vem conseguindo muitas informações quentes e furos sobre as filmagens de Batman v. Superman – Dawn of Justice, sequência de Superman – O Homem de Aço, o reinício da franquia cinematográfica da Warner Bros. sobre o personagem da DC Comics, que colocará o homem-morcego contra o último filho de Krypton, resultando no primeiro encontro cinematográfico dos dois mais icônicos de todos os super-heróis, que atualmente ocorrem na cidade de Detroit, nos EUA. Ontem, o site divulgou a descrição de uma suposta cena envolvendo uma grande briga entre Bruce Wayne e Lex Luthor!

Já houve outros rumores sobre cenas envolvendo os dois poderosos empresários que são, respectivamente, o próprio Batman e o maior vilão humano do Universo DC. No outro caso, seria uma cena bem no início do filme que mostraria que há um “passado” entre os dois personagens, que disputam mercados e influências por suas companhias. Wayne acharia Luthor um “bandido das ruas” (e este parece ser mesmo o passado do vilão nesta versão); enquanto Luthor pensa em Wayne como uma velha criança mimada (veja sobre essa outra cena aqui).

 

Uma nova cena foi filmada ontem, segundo o site, no prédio do The Eli and Edythe Broad Art Museum, no campus da Michigan State University, que estaria servindo como locação para a mansão de Lex Luthor.

Clark Kent, Bruce Wayne, Lex Luthor e Lois Lane se encontram nos quadrinhos em uma festa.

Clark Kent, Bruce Wayne, Lex Luthor e Lois Lane se encontram nos quadrinhos em uma festa.

Na nova cena, a discussão ocorreria em meio a uma grande festa de gala, que inclusive, contaria com a presença de personagens como Clark Kent, Lois Lane e Diana Prince (a Mulher-Maravilha). Segundo o site, a briga seria tão grande que o exército estaria envolvido também, inclusive, as cenas com os militares seria realizada hoje.

O site Comic Book Movie reflete que a presença dos militares não deve estar relacionada à briga Wayne-Luthor, mas a uma ameaça maior, como um ataque do tão falado vilão físico que estaria no filme e não foi confirmado.

Wayne e Luthor conversa nos quadrinhos mais recentes da DC: relações complicadas.

Wayne e Luthor conversa nos quadrinhos mais recentes da DC: relações complicadas.

Wayne e Luthor tem uma relação bastante complexa nos quadrinhos, especialmente no panorama pós-Crise nas Infinitas Terras, quando o vilão deixa de ser o “cientista louco” do passado para se tornar um empresário corrupto, mas inatingível pela Lei.

Após a saga Batman: Terra de Ninguém, no fim dos anos 1990, a DC exibiu uma grande concorrência entre os dois, disputando as obras de reconstrução de Gotham City após uma série de tragédias – elemento que pode estar no novo filme, agora, relacionada à Metrópolis e a destruição causada pela luta entre Superman e Zod em O Homem de Aço.

Na sequência disso, dois eventos importantíssimos ocorreram: Luthor se capitaneou para se tornar Presidente dos Estados Unidos; e bolou o plano para incriminar Bruce Wayne do assassinato de uma ex-namorada no arco Bruce Wayne: Assassino/ Fugitivo, no início dos anos 2000. (Veja mais sobre tudo isso clicando aqui).

Por fim, nos quadrinhos atuais, Lex Luthor descobriu a identidade secreta do Batman na saga Vilania Eterna e usou isso como mecanismo de se tornar membro da Liga da Justiça. Isso mesmo! Algo disso indo aos cinemas no futuro?

Em Batman v. Superman – Dawn of Justice, um Batman mais experiente irá se contrapor ao recém-surgido Superman, criando algum tipo de conflito entre ambos, mais ou menos nos parâmetros da minissérie Batman: O Cavaleiro das Trevas, escrita e desenhada por Frank Miller, em 1986. Segundo os informes até agora, será um “novo” Batman e não uma sequência da Trilogia Cavaleiro das Trevas, embora a premissa de um homem-morcego mais experiente seja justamente adequada a isso.

Mulher-Maravilha também terá uma (pequena?) participação no filme. Lex Luthor é o vilão principal, mas haverá outro antagonista, provavelmente, mais físico, que pode ser alguém como Doomsday (Apocalypse), Metallo ou Parasita. A cidade de Detroit será o modelo para Metrópolis e para Gotham City também. As filmagens principais estão ocorrendo no Estado de Michigan.

Batman v. Superman – Dawn of Justice  é produzido por Deborah Snyder e Charles Roven, com história de David S. Goyer (dos filmes do Batman e O Homem de Aço), roteiro de Chris Terrio (de Argo) e dirigido por Zack Snyder (de 300 Watchmen), funcionando como uma sequência de Superman – O Homem de Aço. O elenco traz Henry Cavill (Superman/Clark Kent), Ben Affleck (Batman/Bruce Wayne), Amy Adams (Lois Lane),  Jesse Eisenberg (Lex Luthor), Gal Gadot (Diana Prince/ Mulher-Maravilha), Laurence Fishburne (Perry White), Diane Lane (Martha Kent), Jeremy Irons (Alfred Pennyworth), Tao Okamoto (Mercy Graves), além de Holly Hunter, Callan Mulvey e Scoot McNairy em papeis não revelados; e a participação especial de Jason Mamoa (Orin/ Aquaman). O lançamento será em 25 de março de 2016.

Superman foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938 e desde então é publicado pela DC Comics.

Batman foi criado pelo cartunista Bob Kane em 1939 e desde então é publicado pela DC Comics.

Liga da Justiça: DC Comics confirma todos os seus filmes até 2020, com toneladas de novidades sobre Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman e Lanterna Verde

Liga da Justiça: finalmente nos cinemas.

Liga da Justiça: finalmente nos cinemas.

Hoje, um grande anuncio oficial confirmou todos os filmes do conglomerado Warner Bros. e DC Comics até 2020, incluindo Liga da Justiça, filme sobre o supergrupo de heróis que reúne Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde e Flash. São toneladas de novidades que o HQRock lista abaixo! Segure firme dcnauta!

Em primeiro lugar, a lista oficial dos filmes e suas respectivas datas de lançamento:

  • Batman v Superman – Dawn of Justice: 25 de março de 2016;
  • Esquadrão Suicida: 05 de agosto de 2016;
  • Mulher-Maravilha: 23 de junho de 2017;
  • Liga da Justiça – Parte 1: 23 de novembro de 2017;
  • The Flash: 23 de março de 2018;
  • Aquaman: 27 de julho de 2018;
  • Shazam!: 05 de abril de 2019;
  • Liga da Justiça – Parte 2: 14 de junho de 2019;
  • Ciborgue: 03 de abril de 2020;
  • Lanterna Verde: 19 de junho de 2020.
Dawn of Justice é apenas o início.

Dawn of Justice é apenas o início.

E não é só isso, também haverá filmes solos de Batman e Superman que, contudo, não ganharam datas especificadas, mas ocorrerão no intervalo acima, ou seja, entre 2016 e 2020.

Também há algumas informações sobre os filmes, já coletadas por sites diversos, como Badass Digest e Comic Book Movie. Vamos a eles.

Dawn of Justice trará todos esses personagens alocados acima – talvez à exceção do Esquadrão Suicida e de Shazam. Mas podemos esperar, além dos já confirmados Batman, Superman e Mulher-Maravilha, também aparecerão (brevemente) Flash, Aquaman e Ciborgue, como maneira de introduzi-los. O fim do filme deixará um gancho para Liga da Justiça – Parte 1, já se especulando ser o vilão Brainiac.

O Esquadrão Suicida (com o Pistoleiro no centro): equipe de vilões.

O Esquadrão Suicida (com o Pistoleiro no centro): equipe de vilões.

Esquadrão Suicida será mesmo dirigido por David Ayer, como correu um rumor há alguns dias. Segundo o Badass Digest, o filme terá como protagonistas os personagens Amanda Waller (a responsável por reunir o grupo) e o Pistoleiro, que será o líder do grupo, o que se certo modo mimetiza a mais famosa fase da equipe nos quadrinhos, ali pelo fim dos anos 1980. Outros membros serão Arrasa-Quarteirão, Multiplex, Jaculi, Mindboggler, Capitão Bumerangue e Vixen.

O Esquadrão Suicida é um time de vilões reunidos pelo Governo dos EUA para agirem em missões suicidas, pretensamente, em troca de redução de pena. Eles já foram adaptados à TV, aparecendo tanto em Smallville quanto na mais recente Arrow.

A Liga da Justiça nos quadrinhos: Lanterna Verde é o único que não fará parte da Parte 1.

A Liga da Justiça nos quadrinhos: Lanterna Verde é o único que não fará parte da Parte 1.

Liga da Justiça – Parte 1 também será dirigido por Zack Snyder e reunirá o elenco dos filmes anteriores. O vilão, segundo os rumores que rodam há dias, será Brainiac. A formação do grupo será: Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman e Ciborgue. Os três últimos serão interpretados por Ezra Miller, Jason Momoa e Ray Fisher. A grande novidade é Ezra Miller (de Precisamos Conversar sobre Kevin e As Vantagens de Ser Invisível) , que foi anunciado apenas hoje. Isso põe fim às esperanças de vermos um crossover entre os universos do cinema e da TV da DC Comics – já que o Flash acaba de ter uma série de TV lançada no canal a cabo The CW, interpretado por Grant Gustin. E para cessar qualquer dúvida, o Flash do cinema será mesmo Barry Allen e não outra versão.

Outro ponto interessante que o Badass Digest traz é que Liga da Justiça – Parte 1 e Parte 2 serão filmados ao mesmo tempo, como uma maneira de economizar custos e otimizar as agendas dos atores. O Lanterna Verde só apareceria no fim da Parte 1, para comunicar o grupo de uma ameaça ainda pior do que Brainiac: Darkseid, que seria o vilão da Parte 2. Quem é esse Lanterna Verde (Hal Jordan? John Stewart?) ainda não está claro, nem quem será o ator a interpretá-lo.

Ezra Miller é o Flash do cinema!

Ezra Miller é o Flash do cinema!

Em 2018, teremos os filmes de Flash e Aquaman. Sobre o primeiro não há mais informações além das acima arroladas. Quanto ao Aquaman de Jason Momoa, o site The Aquaman Shrine Twitter Page, afirma que tem o elenco de personagens: além de Arthur Curry, teremos o interesse amoroso (e futura esposa) Mera (também rainha da Atlântida); o irmão do herói, Orm, também conhecido como Mestre dos Oceanos; o tradicional vilão Arraia Negra (Black Manta); e a raça submarina carnívora The Trench.

Jason Momoa confirmado como Aquaman!

Jason Momoa confirmado como Aquaman!

Por fim, sobre Shazam! temos apenas a notícia já conhecida de que o ator Dwayne “The Rock” Johnson irá interpretar o (hora vilão, hora anti-herói) Adão Negro.

Liga da Justiça – Parte 1, o filme, será escrito por David S. Goyer e Chris Terrio e dirigido por Zack Snyder, trazendo Henry Cavill (Superman/Clark Kent), Ben Affleck (Batman/Bruce Wayne), Gal Gadot (Diana Prince/ Mulher-Maravilha), Jason Momoa (Orin/Aquaman), Ezra Miller (Barry Allen/The Flash) e Ray Fisher (Victor Stone/ Ciborgue). Ele serve como sequência deSuperman – O Homem de Aço e Batman v Superman – Dawn of Justice, que estreia em 2016. O lançamento será em 23 de novembro de 2017.

A Liga da Justiça foi criada por Gardner Fox e Mike Sekowski, em 1960, reunindo heróis previamente criados. Formado pelos maiores heróis da DC Comics – Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde, Flash, Arqueiro Verde, Aquaman etc. – a equipe sempre teve destaque em sua cronologia. Desde o reboot cronológico e editorial da DC em 2011, a revista Justice League é uma das de maior sucesso do mercado de quadrinhos atuais.

 

Batman v Superman: Origem da Mulher-Maravilha será a mesma de Os Novos 52, diz produtor

Charles Roven: produtor dos filmes da DC Comics.

Charles Roven: produtor dos filmes da DC Comics.

Em uma entrevista com o site The Hollywood Reporter, o produtor Charles Roven falou bastante sobre sua carreira e chegou, claro, a Batman v. Superman – Dawn of Justice, sequência de Superman – O Homem de Aço, o reinício da franquia cinematográfica da Warner Bros. sobre o personagem da DC Comics, que colocará o homem-morcego contra o último filho de Krypton, resultando no primeiro encontro cinematográfico dos dois mais icônicos de todos os super-heróis. Ao comentar a participação da Mulher-Maravilha no filme, Roven terminou falando sobre as origens da personagem, algo até então não esclarecido:

Bem, a Mulher-Maravilha está nele [no filme]. Nós sabemos disso. Ela tem superpoderes. Ela é uma deusa, certo? É uma semideusa. O pai dela é Zeus.

Com isso, fica claro que a origem da Mulher-Maravilha irá seguir os parâmetros de Os Novos 52, a reformulação cronológica e editorial da DC Comics, implantada desde 2011.

A Mulher-Maravilha no filme, vivida por Gal Gadot.

A Mulher-Maravilha no filme, vivida por Gal Gadot.

As origens da Mulher-Maravilha sempre estiveram ligadas à mitologia grega. Nas HQs originais de 1941, o criador William Mouston Marston (junto ao desenhista H.G. Peter) criou a história em que as amazonas, semideusas da Grécia antiga, viviam em uma ilha isolada e secreta chamadaThemysciria, também conhecida como Ilha Paraíso, até que um avião pilotado pelo norteamericano Steve Trevor cai no lugar. A rainha das amazonas, Hipólita (figura que na mitologia grega teve um filho com Teseu) decide fazer um torneio para que uma delas leve o homem ao seu país de origem e, ainda, atue como embaixadora das amazonas no “mundo do patriarcado”. A filha de Hipólita, Diana, é proibida de participar do torneio, mas o disputa com uma máscara e ganha. Sem outra opção, Hipólita envia Diana e Trevor aos Estados Unidos para que ela cumpra a sua missão.

Vários detalhes dessa origem foram sendo modificados ao longo das décadas, até a DC Comics estabelecer oficialmente uma nova origem à personagem em consequência da reformulação cronológica advinda de Crise Na Infinitas Terras. Assim, em 1986, o escritor e desenhista George Perez lançou uma nova revista da Mulher-Maravilha com a história de que ela era uma filha de Hipólita criada a partir de uma figura de barro, alimentada com a alma da primeira mulher a ser assassinada por um homem na Terra. Alimentada pelo poder dos deuses, Diana passou a ter habilidades sobrehumanas, como força, velocidade e capacidade de vôo.

A Mulher-Maravilha em Os Novos 52. Arte de Jim Lee.

A Mulher-Maravilha em Os Novos 52. Arte de Jim Lee.

Em Os Novos 52, em 2011, o escritor Brian Azzarello e o desenhista Cliff Chiang criaram uma nova origem: Diana descobre que a história da “figura de barro” é apenas uma lenda criada por sua mãe Hipólita para protegê-la da verdade – Diana é filha de Zeus (o deus dos deuses na mitologia grega) com Hipólita, que tiveram um tórrido romance após uma batalha furiosa. Manter o segredo era essencial para livrar Diana da perseguição de Hera, a vingativa e obcecada esposa de Zeus. Com isso, Diana é uma semideusa.

Este parece ser o caminho que Dawn of Justice irá seguir. O Hollywood Reporter questionou Charles Roven se a Warner/DC irá desenvolver essa trama no futuro e o produtor confirmou, sem querer dar detalhes, contudo.  Um filme solo da Mulher-Maravilha já foi confirmado, embora sem uma data oficial, apesar de rumores apontarem a data 17 de novembro de 2017 como a estreia.

Sendo assim, é bem possível que a Mulher-Maravilha tenha um encaminhamento nos cinemas similar ao Thor da Marvel Comics. Neste caso, os deuses da mitologia nórdica são, na verdade, aliens que foram tomados como deuses pelos humanos da antiguidade.

Por fim, em outra noticia relacionada ao filme, o site Batman News anunciou que a produção desistiu de filmar em locações na África e no sul do Pacífico, com medo da proliferação do vírus ebola. Por isso, irá gravar as cenas referentes a esses cenários nos próprios EUA, no Estado do Novo México, para onde as filmagens irão assim que terminarem as gravações em Detroit no fim do mês.

Montagem de fã com as imagens oficiais de Dawn of Justice: Batman e Superman juntos.

Montagem de fã com as imagens oficiais de Dawn of Justice: Batman e Superman juntos.

Em Batman v. Superman – Dawn of Justice, um Batman mais experiente irá se contrapor ao recém-surgido Superman, criando algum tipo de conflito entre ambos, mais ou menos nos parâmetros da minissérie Batman: O Cavaleiro das Trevas, escrita e desenhada por Frank Miller, em 1986. Segundo os informes até agora, será um “novo” Batman e não uma sequência da Trilogia Cavaleiro das Trevas, embora a premissa de um homem-morcego mais experiente seja justamente adequada a isso.

Mulher-Maravilha também terá uma (pequena?) participação no filme. Lex Luthor é o vilão principal, mas haverá outro antagonista, provavelmente, mais físico, que pode ser alguém como Doomsday (Apocalypse), Metallo ou Parasita. A cidade de Detroit será o modelo para Metrópolis e para Gotham City também. As filmagens principais estão ocorrendo no Estado de Michigan.

Batman v. Superman – Dawn of Justice  é produzido por Deborah Snyder e Charles Roven, com história de David S. Goyer (dos filmes do Batman e O Homem de Aço), roteiro de Chris Terrio (de Argo) e dirigido por Zack Snyder (de 300 Watchmen), funcionando como uma sequência de Superman – O Homem de Aço. O elenco traz Henry Cavill (Superman/Clark Kent), Ben Affleck (Batman/Bruce Wayne), Amy Adams (Lois Lane),  Jesse Eisenberg (Lex Luthor), Gal Gadot (Diana Prince/ Mulher-Maravilha), Laurence Fishburne (Perry White), Diane Lane (Martha Kent), Jeremy Irons (Alfred Pennyworth), Tao Okamoto (Mercy Graves), além de Holly Hunter, Callan Mulvey e Scoot McNairy em papeis não revelados; e a participação especial de Jason Mamoa (Orin/ Aquaman). O lançamento será em 25 de março de 2016.

Superman foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938 e desde então é publicado pela DC Comics.

Batman foi criado pelo cartunista Bob Kane em 1939 e desde então é publicado pela DC Comics.

A Mulher-Maravilha foi criada pelo psicólogo norteamericano William Moulton Marston e o desenhista H. G. Peters, aparecendo na revista All-American Comics 08, em 1941. A ideia de Marston era apresentar um arquétipo do força do feminino e, em segredo, explorar tendências sexuais não tradicionais à sociedade da época (como bigamia, lesbianismo e sadomasoquismo). A personagem fez bastante sucesso e se manteve sendo publicada até hoje pela DC Comics. Ela foi uma dos membros-fundadores da Liga da Justiça em 1960. A Mulher-Maravilha continua representando um símbolo da força das mulheres no mundo atual, sendo a mais icônica das super-heroínas.

 

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