Capitão América 2: Toby Jones fala sobre Arnim Zola e site identifica possível inspiração em minissérie dos anos 1980
Em entrevista ao site ComingSoon.net, o ator Toby Jones falou sobre sua participação em Captain America – The Winter Soldier, sequência de Capitão América – O Primeiro Vingador e de Os Vingadores, até agora chamado no Brasil de Capitão América – O Retorno do Primeiro Vingador, com as aventuras-solo do herói criado pela Marvel Comics, levado aos cinemas pelo Marvel Studios e Disney. Em suas palavras, parece que seu retorno como o cientista Arnim Zola não envolverá apenas cenas de flashback, como se pensava inicialmente.
Tudo o que posso dizer é que estou bastante contente em estar de volta. Eu pensei que poderia estar [de volta], porque você sabe melhor melhor do que eu, Zola encontra uma maneira de driblar o tempo e você não ficará desapontado com a maneira como ele é tratado no filme. É isto o que posso dizer.
Aparentemente, Arnim Zola será retratado no filme tal qual sua versão original nos quadrinhos: como um cientista que transferiu sua mente para um corpo robotizado, tal qual criado por Jack Kirby em 1975.
Além disso, tal versão de Zola só reforça o rumor lançado pelo site Comic Book Movie ontem de que, além da história O Soldado Invernal, de Ed Brubaker e Steve Epting, publicada em 2004-2005, o filme irá se inspirar em outra: a minissérie Nick Fury versus SHIELD, de 1988, escrita por Bob Harras e desenhada por Paul Neary.
Na trama desta, a SHIELD é controlada por uma série de robôs criados por Arnim Zola, que se passam por humanos e transformam Nick Fury em um fora da lei. Cabe ao agente comprovar sua inocência e combater a organização que liderou por tanto tempo.
A conexão nasceu da percepção de que o ator Samuel L. Jackson (que faz Nick Fury) estava gravando uma cena de perseguição em Cleveland, mas seus perseguidores eram carros da polícia! Além disso, personagens como Alexander Pierce e Jack Rollins, que estão no filme, surgiram na minissérie.
Provavelmente, The Winter Soldier combina elementos das duas histórias para mostrar o “thriller político” que prometeu o presidente do Marvel Studios, Kevin Feige.
O Retorno do Primeiro Vingador mostrará o Capitão América tentando se adaptar ao mundo contemporâneo depois de passar 70 anos congelado; e lidando com as consequências dos eventos mostrados em Os Vingadores. Além disso, estará envolvido em uma grande operação da SHIELD e seu velho amigo Bucky Barnes é agora um vilão assassino chamado Soldado Invernal; mas haverá outros vilões, como Ossos Cruzados. Em compensação o supersoldado também ganhará novos aliados, nas figuras da Agente 13 da SHIELD, Sharon Carter, e do Falcão.
Capitão América – O Retorno do Primeiro Vingador mantém os mesmos roteiristas da primeira parte: Christopher Markus e Stephen McFeely e a direção é dos irmãos Joe e Anthony Russo. O elenco tem Chris Evans (Steve Rogers/Capitão América), Scarlett Johansson (Natasha Romanoff/ Viúva Negra), Samuel L. Jackson (Nick Fury), Robert Redford (Alexander Pierce), Sebastian Stan (Buck Barnes/Soldado Invernal), Anthony Mackie (Sam Wilson/Falcão), Cobie Smulders (Agente Maria Hill), Frank Grillo (Brock Rumlow/ Ossos Cruzados) e Georges St. Pierre (Baltroc, o saltador), além de participações de Hayley Atwell (Peggy Carter), Emily VanCamp (Sharon Carter/ Agente 13), Toby Jones (Armin Zola), Dominic Cooper (Howard Stark), Maximiliano Hernandez (agente Jasper Sitwell) e Callan Mulvey (agente Jack Rollins). As filmagens já começaram em Los Angeles e devem passar por Cleveland (Ohio) e Washington-DC. A estreia será em 04 de abril de 2014.
O Capitão América foi criado por Jack Kirby e Joe Simon em 1941 e foi o maior sucesso dos anos iniciais da Marvel Comics. Após décadas sem ser publicado, foi resgatado para as histórias modernas em Avengers 04, de 1964, por Stan Lee e Jack Kirby, numa história dos Vingadores, grupo que passou a liderar a partir de então.
Morre Ray Manzareck, tecladista da banda The Doors
Faleceu hoje o tecladista Ray Manzareck, famoso pela banda The Doors, uma das mais populares e icônicas dos anos 1960.
O pianista sofria de câncer no ducto biliar e estava em tratamento na Clínica Romed, em Rosenheim, Alemanha. A notícia foi divulgada na própria página oficial da banda, no Twitter e no Facebook.
Raymond Daniel Manzareck nasceu em Chicago, nos EUA, em 1939, e chegou a se graduar em Economia na DePaul University, antes de migrar para a Califórnia em 1962, onde foi estudar cinema na UCLA, ao lado de colegas famosos, como o futuro cineasta Francis Ford Copolla e o futuro parceiro James Douglas Morrison. Pouco após o fim do curso, em 1965, Manzareck (que já tocava rock com seus irmãos Rick e James) reencontrou Jim Morrison na praia de Vanice e este lhe mostrou algumas composições que havia criado.
Manzareck e Morrison fundaram o The Doors logo em seguida. Depois, foram acrescentados Robert “Robby” Krieger na guitarra e John Densmore na bateria. Como não conseguiam se acertar com nenhum baixista da região, decidiram simplesmente não usar o instrumento. Enquanto tocava teclado, Manzareck também fazia o som do baixo, seja nos pedais de um órgão Vox, seja em um pequeno teclado adaptado para sons bem graves.
Após virar uma sensação na área de Sunset Trip, em Los Angeles, em 1966, o The Doors conseguiu um contrato com a gravadora independente Elektra Records no ano seguinte, lançando seu primeiro álbum, autointitulado, que foi um grande sucesso, com as faixas Light my fire, Break on through e The end. Já em 1967, o The Doors se tornou uma das bandas de rock de maior sucesso dos EUA ao longo dos anos 1960.
Além dos vocais e das letras fortes, poéticas e apocalípticas de Jim Morrison, a principal marca do The Doors era justamente os teclados de Ray Manzareck. Numa era já dominada pelas guitarras, o músico transformava suas teclas no principal instrumento da banda, criando longas passagens instrumentais ou arranjos elaborados e psicodélicos. De grande bagagem cultural, Manzareck incorporou elementos das músicas indiana, japonesa e brasileira à sonoridade da banda. A bossa nova era uma de suas maiores influências, o que pode ser percebido em várias faixas, como em Break on through, em que adapta a batida de João Gilberto no violão à sonoridade rock.
Além disso, seu gosto por jazz tornou a sonoridade do The Doors bastante diferenciada das outras bandas do período. Sua maneira de tocar, com muitas notas e solando o tempo todo, o tornaram um dos maiores tecladistas da história do rock e um dos mais influentes.
O vocalista Jim Morrison morreu de overdose em 1971, após o The Doors lançar seis discos, mas a banda ainda lançou outros dois álbuns, Other Voices e Full Circle, na qual Manzareck e Krieger fazem os vocais.
Com o fim da banda em 1973, Manzareck lançou alguns trabalhos solo e formou a banda Nite City em 1976, que lançou dois álbuns.
Em 2002, Manzareck se reuniu a Robby Krieger e a dupla formou uma banda chamada The Doors of 21th Century, que passou a rodar o mundo tocando o repertório do The Doors. Em 2009, o grupo foi impedido de usar o nome e passou a se chamar simplesmente Manzareck-Krieger.
Manzareck também escreveu vários livros, como a autobiografia Light my Fire: My Life with The Doors, em 1998; além de romances como The Poet in Exile.
Ray Manzareck deixa uma esposa, Dorothy, com quem era casado desde 1967, e o filho Pablo. Ele tinha 74 anos.
Saiba mais sobre o The Doors num post especial do HQRock, clicando aqui.
Liga da Justiça: Warner inicia campanha de publicização da equipe (visando o futuro filme)

Banner da Liga da Justiça contra o vilão Darkseid na arte de Jim Lee. (Repare que é uma releitura de uma gravura dos X-Men criada pelo artista nos anos 1990).
Segundo o site da revista Variety, a Warner Bros. iniciou uma campanha de publicização da Liga da Justiça, o supergrupo de heróis da editora DC Comics, que reúne Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde e Flash, por meio do licenciamento de dezenas de produtos através do grupo Target, que vende desde roupas de bebês, crianças e adultos a toda série de produtos (colchas de camas, copos plásticos, enfeites de festas etc.). A ideia é tornar a equipe mais popular, de modo que os personagens já sejam conhecidos do grande público quando estrear o filme que adaptará a equipe, a ser produzido pela Warner Bros., com lançamento previsto para 2015.
É uma estratégia acertada da Warner, já que ao contrário da concorrente Marvel Comics, os personagens da DC Comics não terão filmes individuais para promovê-los antes do encontro de 2015. O único filme que irá preparar terreno para o encontro da equipe será Superman – O Homem de Aço, que estreia em breve.
Não está certo ainda se a Trilogia Cavaleiro das Trevas, ou seja, os filmes do Batman de Christopher Nolan, serão aproveitados para compor parte do Universo DC nas telas. Apesar da Trilogia ter “encerrado” a história do homem-morcego em seu capítulo final, não é impossível que o personagem retorne para juntar-se à equipe na mesma versão já vista nos cinemas.
Rumores de meses atrás diziam que o cinema poderia aproveitar a mesmíssima premissa dos quadrinhos: na nova origem da Liga da Justiça estabelecida no evento Os Novos 52, lançado em 2011, na revista Justice League 01, com textos de Geoff Johns e desenhos de Jim Lee, Batman é o membro mais experiente da equipe, já agindo há alguns anos quando se encontra com heróis novatos, como Superman, Mulher-Maravilha, Flash e Lanterna Verde.
Traduzido para a realidade atual dos filmes da Warner/DC, Batman poderia retornar (trazendo a bagagem da Trilogia) para se encontrar com o recém-surgido Superman e outros. Para tanto, rumores recentes apontam uma negociação para que o ator Christian Bale retorne à pele de Bruce Wayne/Batman, o que é possível tendo em vista o envolvimento de Christopher Nolan como produtor do longa da equipe.
Outro personagem que poderia ser reaproveitado de filme anteriores é o Lanterna Verde, cujo filme foi um fiasco de bilheteria em 2011.
A formação oficial da Liga da Justiça hoje traz Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Aquaman e Ciborgue. Rumores sobre o filme diziam que a equipe chegaria ao cinema com apenas cinco membros. Então, alguns vão ter que cair fora.
Liga da Justiça, o filme, já tem um roteiro escrito por Will Beal (de Caça aos Gangsteres), mas aparentemente, este foi descartado pelo estúdio. Rumores dizem que David S. Goyer (da Trilogia Cavaleiro das Trevas e Superman – O Retorno) está produzindo um novo roteiro. O preferido do estúdio para dirigir o filme é Zack Snyder (de 300, Watchmen e Superman – O Retorno), que já confirmou a possibilidade em entrevista. Os planos da Warner são de levá-lo aos cinemas em 2015. Espera-se a bilheteria de O Homem de Aço para dar o sinal verde total na produção. Caso aprovado, é praticamente certo que Henry Cavill irá reprisar seu papel como Superman. E rumores apontam uma negociação com Christian Bale para voltar como Batman.
A Liga da Justiça foi criada por Gardner Fox e Mike Sekowski, em 1960, reunindo heróis previamente criados. Formado pelos maiores heróis da DC Comics – Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde, Flash, Arqueiro Verde, Aquaman etc. – a equipe sempre teve destaque em sua cronologia. Desde o reboot cronológico e editorial da DC em 2011, a revista Justice League é uma das de maior sucesso do mercado de quadrinhos atuais.
Editora Mythos irá publicar Next Men de John Byrne no Brasil
Segundo o site Omelete, a editora Mythos anunciou que irá publicar no Brasil um encadernado com Next Men, criação do escritor/desenhista John Byrne nos anos 1990.
John Byrne foi um dos mais famosos e importantes artistas dos quadrinhos dos anos 1980, com uma prolífica carreira tanto escrevendo quanto apenas desenhando. Começou na Marvel Comics de meados dos anos 1970, fazendo histórias secundárias, até assumir a revista do Punho de Ferro em 1975 e a Marvel Team-Up (que trazia aventuras do Homem-Aranha com outros personagens convidados) em 1976, ambas apenas como desenhista, ao lado do roteirista Chris Claremont.
A grande virada da carreira de Byrne se deu em 1977, quando assumiu a revista dos X-Men, colaborando novamente com Claremont, mas agora também nos roteiros. A fase da dupla, entre 1977 e 1981 é considerada a melhor de todas da equipe mutante. Paralelamente, Byrne também desenhou revistas dos Campeões, dos Vingadores e do Capitão América no mesmo período.
Em 1980, Bryne assumiu sozinho os textos e a arte do Quarteto Fantástico, que produziu durante seis anos e é um de seus principais trabalho, além da melhor fase da equipe em tempos recentes. Paralelamente, ainda produziu a revista da Tropa Alfa e do Hulk.
Em 1986, mudou -se para a DC Comics, onde revolucionou o Superman, criando o novo universo do herói pós-Crise nas Inifinitas Terras. Em 1988, voltou à Marvel para cuidar das revistas da Mulher-Hulk, de Namor e do Homem de Ferro, assumindo em seguida as duas revistas dos Vingadores. Voltou aos X-Men brevemente em 1991, mas começou a ficar sem espaço no mercado, que mudava com o desenvolvimento da Era Sombria.
Assim, Byrne passou a se concentrar mais em trabalhos autorais para a editora Dark Horse Comics. Além de produzir o roteiro da primeira aventura de Hellboy para o amigo Mike Mignola, o artista criou os Next Men, publicando-os em uma revista própria a partir daquele mesmo ano.
Next Men narra a história de uma equipe de superseres que se liberta após viverem aprisionados a vida toda, mas ao serem revelados ao mundo são tomados como ameaça. A revista teve originalmente 31 edições, encerrando-se em 1994 por causa das baixas vendas. Byrne conseguiu retomar suas histórias em 2010, já na editora IDW, publicando mais 14 edições.
O encadernado da Mythos terá capa dura e 312 páginas, trazendo as edições originais 0 a 10, de 1991.
Saiba mais sobre John Byrne num post especial do HQRock, clicando aqui.
Homem de Ferro 3 atinge bilheteria de US$ 1 Bilhão
Ontem, Homem de Ferro 3, fecho da primeira trilogia do “vingador dourado” publicado pela Marvel Comics, e levado aos cinemas pelo Marvel Studios, atingiu a rara marca de US$ 1 Bilhão em bilheteria mundo afora. Foram apenas 25 dias em cartaz até agora.
É algo para ser comemorado. Para se ter uma ideia, Os Vingadores é hoje é a terceira maior bilheteria da história do cinema (com 1,4 bilhão), mas é um filme de uma equipe de super-heróis. Além do Homem de Ferro que atingiu agora a marca de um bilhão, o único super-herói que já cruzou essa marca foi o Batman: duas vezes, com Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008) e Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012).
Nenhum dos outros filmes de super-herói – nem mesmo os do Homem-Aranha – chegaram a tal marca.
A Marvel e a Disney acertaram na divulgação do filme, que se beneficia por ser o mais popular dos Vingadores na atualidade e por surfar no hype do filme da equipe do ano passado, além de lançarem o longametragem primeiro no exterior e depois nos EUA, além de fazerem uma parceria com a China, lançando uma versão exclusiva (com algumas cenas a mais) para o mercado chinês.
Este ano, outros três grandes filmes de super-heróis estrearão: Wolverine – Imortal (com a segunda aventura solo do mais popular dos membros dos X-Men), Superman – O Homem de Aço (o reinício da franquia do mais icônicos dos super-heróis) e do parceiro de Vingadores Thor – O Mundo Sombrio.
Será que algum deles também ultrapassará a marca de 1 bilhão de dólares? Quem vai arrecadar mais?
Veremos no fim do ano…
Leia a resenha do HQRock sobre o filme, clicando aqui.
Produzido pela Disney Company e pelo Marvel Studios, Homem de Ferro 3 foi escrito pelo britânico Drew Pearce (da série No Heroics) e é dirigido por Shane Black (Maquina Mortífera, Beijos e Tiros). O elenco traz novamente Robert Downey Jr. (Tony Stark), Gwynelt Paltrow (Pepper Potts), Don Cheadle (James Rhodes/ Patriota de Ferro), Jon Favreau (Happy Hogan), Ben Kingsley (Mandarim), Guy Pearce (Aldrich Killian), Rebecca Hall (Maya Hansen), James Badge Dale (Eric Savin/Coldblood), William Sadler (Presidente Elis), Ty Simpkins (Harley), Stephanie Szostak (Ellen Brandt), Dale Dickey (Miss Davis), Ashley Hamilton (Jack Taggert), Wang Xueqi (Dr. Wu), Fan Bingbing (esposa do Dr. Wu). A estreia no Brasil foi em 26 de abril. O longametragem funciona como uma sequência de Os Vingadores e dá início à Fase 2 do Universo Marvel nos Cinemas, que envolverá outros filmes e culminará em Os Vingadores 2 em 2015.
O Homem de Ferro foi criado por Stan Lee, Larry Lieber, Jack Kirby e Don Heck em 1963, na revista Tales of Suspense 39, e desde então é publicado pela Marvel Comics. O personagem é membro fundador dos Vingadores.
Rolling Stones lançarão álbuns clássicos em vinil transparente
Prosseguindo com as comemorações de seus 50 anos de atividades (completos em 2012) e prosseguindo com a turnê 50 and Counting, a banda britânica The Rolling Stones anunciou hoje que vai lançar alguns de seus álbuns mais clássicos no formato LP em vinil transparente de 180 gramas.
A série se chamará The Rolling Stones Cleary Classic (note a ironia do título) e estreia com três volumes: os álbuns Beggars Banquet, Let it Bleed e a coletânea Hot Rocks (1964-1971).
Beggars Banquet foi lançado em 1968 e dá início à fase mais clássica dos Rolling Stones (que se encerraria quatro anos depois). É um disco em que a banda retoma uma sonoridade de Blues e R&B, depois de uma temporada experimentando com o psicodelismo. Além de trazer clássicos como Street fight men, Sympathy to the devil e No expectation, é o último álbum completo a trazer a participação do guitarrista e multiinstrumentista Brian Jones, membro-fundador do grupo que morreria no ano seguinte.
Let it Bleed é o álbum seguinte, lançado em 1969, já na transição de Brian Jones (que toca em duas faixas) para seu substituto Mick Taylor (que toca em algumas outras). É um álbum com menos identidade do que o anterior, mas que inaugura a sonoridade pela qual os Rolling Stones são famosos até hoje, por meio de clássicos como Gimmie shelter, Love in vain, Midnight rambler e You can’t always get what you want.
Já a coletânea Hot Rocks (1964-1971) é a melhor compilação da banda. Um álbum duplo que registra desde seus primeiros sucessos (como Time is on my side), passando pelo surgimento de sua veia autoral (com Satisfaction), seguindo pela fase psicodélica (Paint it black) e culminando na sua fase mais clássica (Jumpin’ jack flash). É a melhor síntese do grupo.
O lançamento da coleção será no fim de maio.
Pelo visto, outros álbuns do grupo devem vir em seguida, como Sticky Fingers (1971) e Exile on Main Street (1972).
Conheça a discografia completa comentada dos Rolling Stones aqui no HQRock, clicando aqui.
Os Rolling Stones se formaram em Londres em 1962, dentro do circuito de R&B da cidade. Lançaram seus primeiros discos no ano seguinte e em 1964 alçaram o sucesso nacional. Em seguida, em 1965, veio o superhit (I can’t get no) Satisfaction e a aclamação mundial. Desde então, é uma das principais e mais influentes bandas de rock ainda em atividade.
Para comemorar seus 50 anos de atividades, a banda lançou recentemente a coletânea Grrr!, um álbum triplo com seus maiores sucessos e duas faixas inéditas; um documentário autobiográfico chamado Crossfire Huricane; e um livro de fotografias.
Superman: Três encadernados da Panini chegam às lojas
A editora Panini Comics, que edita o material original da DC Comics no Brasil, está investindo alto no Superman, tendo em vista o lançamento próximo de Superman – O Homem de Aço, o reinício da franquia cinematográfica da Warner Bros. sobre o icônico personagem. Por isso, três encadernados do homem do amanhã chegam às lojas e livrarias do país e são três grandes clássicos.
Na ordem cronológica, temos primeiro Superman: Crônicas vol. 3, a terceira parte da espetacular série que republica as histórias originais do homem de aço, do fim dos anos 1930 e início dos 1940, em ordem cronológica. A maior parte dessas primeiríssimas aventuras ainda são escritas e desenhadas por Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do personagem. O vol 3 traz as histórias publicadas em 1940, nas revistas Action Comics 21-24, Superman 4 e 5 e a especial New York World Fair 1940, que trouxe uma aventura do último filho de Krypton.
Entre as aventuras históricas aqui coletadas, está o primeiro confronto entre o Superman e o vilão Lex Luthor, quando este ainda tinha cabelo (!). [Saiba mais sobre isso, clicando aqui].
O encadernado tem 196 páginas, capa dura e papel couché, num formato ainda mais luxuoso do que o original norte-americano (cujas capas são cartonadas). Aproveite e procure também pelos dois primeiros volumes, que trazem as primeiras histórias lançadas do Superman.
O segundo encadernado é Superman: O Que Aconteceu com o Homem de Aço?, que traz a superclássica aventura homônima, escrita por Alan Moore e desenhada por Curt Swan. Publicada em Superman 423 e Action Comics 583, em 1986, esta história marca o encerramento da cronologia do Superman pré-Crise nas Infinitas Terras, o megaevento que modificou radicalmente a cronologia do personagem e de toda a DC Comics. Assim, foi dada total liberdade ao escritor britânico Alan Moore (autor de Watchmen e V de Vingança) para escrever a “última aventura” do Superman.
E Alan Moore não decepcionou. Em uma história simples, em duas partes, condensou mais de 50 anos de cronologia do homem de aço em uma aventura na qual o herói precisa enfrentar todos os seus grandes inimigos e lidar com as pessoas que ama. Um clássico atemporal.
Além desta, o encadernado da Panini traz de brinde outras duas histórias do homem do amanhã escritas por Moore. A primeira é a também megaclássica Para o Homem que Tem Tudo, na qual o Superman recebe um “presente” do mortífero Mogul. História única, lida de maneira inteligente e concisa com a questão: como seria Krypton se não explodisse? A arte é de Dave Gibbons, o mesmo parceiro de Moore em Watchmen. Foi originalmente publicada em Superman Annual 11, de 1985.
O Que Aconteceu com o Homem de Aço e Para o Homem que Tem Tudo estão, ambas, na lista do HQRock das melhores histórias do Superman. Confira clicando aqui.
Por fim, o encadernado ainda traz uma aventura do Superman com o Monstro do Pântano, personagem que deu a fama a Alan Moore, em uma história com desenhos de Rick Veitch.
Um encadernado literalmente imperdível. Para quem nunca leu uma história do homem de aço, é um começo promissor.
Mas o ideal mesmo para quem nunca leu uma HQ do Superman e quer começar do começo é Superman: Origem Secreta, encadernado que traz a minissérie homônima publicada em 2009 e 2010 em seis edições, com textos de Geoff Johns e arte de Gary Frank. É a origem moderna do Superman criada antes da mais recente reformulação cronológica da DC Comics, chamada Os Novos 52 (que trouxe outra origem para o personagem, bem diferente).
Apesar de “não valer mais” cronologicamente, Origem Secreta sobrevive como história, servindo como um tipo de condensação das outras origens que o personagem teve (e ele teve várias…). Desse modo, Geoff Johns, que hoje é o Diretor Criativo da DC Entertainment, empresa que cuida dos personagens da DC em todas as mídias (inclusive no cinema), tenta conciliar elementos da cronologia pré-Crise nas Infinitas Terras, com aquela pós-Crise; aproveitando para criar um laço estreito com outras adaptações do personagem em outras mídias.
Por isso, Origem Secreta também bebe na fonte do seriado de TV Smallville - colocando Clark Kent e Lex Luthor como amigos da adolescência – e de Superman – O Filme (de 1978), particularmente quanto ao design da Fortaleza da Solidão e, principalmente na imagem do herói: Gary Frank o desenha exatamente com o rosto do ator Christopher Reeve, o que é surpreendente.
Origem Secreta não é a melhor origem do Superman em termos de história propriamente dita, mas é uma boa história e pode ser uma excelente porta de entrada para o universo do homem de aço, especialmente para aqueles que não o conhecem à fundo, de modo que podem aprender bastante sobre sua cronologia e elementos fundamentais.
O encadernado traz capa dura, 224 páginas e preço sugerido de R$ 62,00.
Superman foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938 e desde então é publicado pela DC Comics.
X-Men – Days of Future Past: Nova imagem mostra Wolverine e Fera com visuais dos anos 1970
Depois da imagem do professor Charles Xavier com um visual típico dos anos 1970, agora é a vez de X-Men – Days of Future Past, sequência de X-Men – Primeira Classe, que mostra as origens do supergrupo de heróis mutantes da Marvel Comics levado aos cinemas pela 20th Century Fox, mostrar mais dois: Wolverine e Fera como nos seventies.
A imagem rendeu grande falatório, pois deixa a dúvida no ar: Logan e Hank McCoy estão nos anos 1970 ou no presente, tendo em vista o cenário do subterrâneo da Mansão X?
Tomando por base o filme X-Men – Origens: Wolverine, não deveria haver interação de Logan com a Escola antes de X-Men – O Filme. Será que as viagens no tempo vão mudar isso?
Nos quadrinhos, o arco Dias de Futuro Esquecido, escrito por Chris Claremont e John Byrne e desenhado por este último, publicado em Uncanny X-Men 141 e 142, de 1981, mostra um futuro distópico no qual os mutantes são perseguidos e exterminados pelos Sentinelas, gigantescos e poderosos robôs autônomos, o que obriga aos remanescentes dos X-Men a lançarem uma de seus membros de volta ao passado para mudar os eventos que levaram àquele futuro.
X-Men – Days of Future Past é escrito por Simon Kinberg (de X-Men – O Confronto Final) e Matthew Vaughn (de Kick-Ass); e dirigido por Bryan Singer. O elenco traz James McAvoy (Charles Xavier), Michael Fassbender (Erik Lehnsherr/ Magneto), Jennifer Lawrence (Raven/ Mística), Nicolas Hoult (Hank McCoy/ Fera), Patrick Stewart (Xavier velho), Ian McKellen (Magneto velho), Hugh Jackman (Wolverine), Halle Berry (Tempestade), Anna Paquin (Vampira), Ellen Page (Kitty Pryde), Shawn Ashmore (Homem de Gelo), Daniel Cudmore (Colossus), Fang Bingbing (Blink), Peter Dinklage (papel não-revelado), Omar Sy (Bishop), Adam Canto (papel não-revelado) e Booboo Stewart (Apache). As gravações iniciam em abril de 2013 e o lançamento será em 18 de julho de 2014.
Os X-Men foram criados em 1963 por Stan Lee e Jack Kirby, mas só foram bem-sucedidos comercialmente nos anos 1970, a partir da reformulação idealizada pelo escritor Len Wein e tocada à frente por Chris Claremont, Dave Cockrum e John Byrne. Daí em diante, se tornaram uma das revistas de maior sucesso da Marvel Comics.
Heróis da DC Comics farão crossover com He-Man e os Mestres do Universo
Os heróis da DC Comics – Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, enfim, a Liga da Justiça – irão se encontrar com He-Man e seus amigos, os Mestres do Universo em uma minissérie especial em seis capítulos.
Famoso pelo desenho animado dos anos 1980, He-Man tem uma revista em quadrinhos publicada pela DC Comics há cerca de um ano.
DC Universe versus the Masters of Universe trará uma trama em que o vilão Esqueleto cai na Terra e tenta absorver a magia desse novo universo, colocando-o em confronto com a Liga da Justiça. Mas os Mestres do Universo vêm buscá-lo causando mais conflito. A minissérie será escrita por Keith Giffen e desenhada por Dexter Soy.
A capa da primeira edição, contudo, é do desenhista brasileiro Ed Benes.
He-Man foi criado como uma action-figure (boneco) da empresa Mattel, comercializado a partir de 1982 nas lojas dos EUA. Rumores afirmavam que a linha de bonecos havia sido criada para promover o filme Conan – O Bárbaro, estrelado por Arnold Schwarzeneger para a Universal Pictures, também em 1982. Contudo, o executivo Ray Wagner e o designer Roger Sweet, que criaram He-Man, negam os rumores, afirmando que o objetivo era simplesmente criar uma nova linha de figuras de ação para a Mattel, que perdia espaço no mercado de então.
De qualquer modo, Roger Sweet se baseou nos desenhos que Frank Fazetta criou para as capas dos livros de Conan, personagem criado por Robert E. Howard, nos anos 1930. E as semelhanças físicas entre os personagens renderam um processo judicial movido pela Universal.
Os bonecos de He-Man e os Mestres do Universo traziam pequenas histórias em quadrinhos com os personagens, mostrando aventuras de He-Man como representante de uma tribo bárbara do planeta Etérnia, cuja civilização havia sido destruída por uma Grande Guerra. He-Man detinha uma das metades da Espada do Poder, que guardava o segredos do Castelo de Greyskull, origem mágica de seus poderes. Contudo, o vilão Esqueleto detinha a outra metade da Espada. As duas unidas formavam a chave para a porta do castelo. Muitas dessas histórias foram escritas por Donald F. Glut.
Um ano depois do lançamento dos brinquedos – que foram sucesso no mundo todo – estreou o desenho animado He-Man and the Masters of Universe, que alterava bastante as histórias dos personagens, mas se tornou a versão oficial e mais conhecida.
Nas tramas, He-Man era secretamente o Príncipe Adam, filho do governante de Etérnia, enquanto sua mãe era uma astronauta terráquea (!!!) que caiu no planeta. Adam usava a Espada do Poder para se transformar em He-Man e apesar das únicas diferenças entre os dois serem uma voz mais grave e pele e cabelos mais escuros, ninguém sequer desconfiava do truque (!).
Produzida pela Filmation, a série teve 65 episódios exibidos entre 1983 e 1986, com um time de roteiristas que incluíam figuras que ficariam famosas na TV e nos quadrinhos, como J.M. Straczynski e Paul Dini. Foi um dos maiores sucessos dos anos 1980.
Ao mesmo tempo, a DC Comics publicou algumas HQs de He-Man, inclusive, encontros com o Superman! Com o fim do desenho, a Marvel Comics passou a publicar uma revista por seu selo Star Comics.
Em 1987, a franquia ganhou seu primeiro filme com atores, Masters of Univese, estrelado por Dolph Lundgren, Frank Langella e Courtney Cox, que foi mal recebido por público e crítica, principalmente, pelas mudanças drásticas em relação às fontes originais.
Em 1989 e em 2002 foram criados novos desenhos animados da franquia, mas que não tiveram grande apelo ao público como a original. Apesar de visuais até interessantes – e criarem uma diferença física significativa entre Adam e He-Man – nenhuma das duas séries emplacou.
Os novos quadrinhos da DC Comics começaram a ser publicados em junho de 2012.





















